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"Chegará o dia em que o homem conhecerá o íntimo dos animais. Nesse dia um crime contra um animal será considerado um crime contra a própria humanidade."Leonardo da Vinci (1452-1519)
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quinta-feira, 14 de março de 2013
Cão é capaz de farejar câncer de intestino, indica pesquisa
segunda-feira, 11 de março de 2013
Muito mais do que uma adoção bem sucedida...
Comecei a trabalhar no Projeto Cão Amigo desde 2005.
O cão tem que ter alguns comandos básicos de obediência, como andar junto, sentar, ficar.... Cada cão passa por um exame individual, para analisar as reações dele. Se ele não apresentar nenhuma reação negativa, passa pelas veterinárias do projeto para ver se a saúde física dele é perfeita, vacinas, vermífugos, pulgas, e só aí ele vai para a primeira visita experimental, depois destas etapas vencidas ele é um novo voluntário de 4 patas.
Eu comecei com uma vira-lata, a Cinderela, indo no asilo São Vicente de Paulo. Sempre quis trabalhar como voluntária em algum lugar, mas não sabia muito bem no que, aí descobri o Projeto na internet, fiz os testes com a Cinderela e comecei a participar das visitas ao asilo. Em contato com os outros voluntários, humanos e peludos tive a vontade de participar das escolas especiais. Fui a uma visita e me apaixonei.
Mais ou menos neste mesmo período, encontrei no site www.dogtimes.com.br o anúncio de doação da Brenda – uma labradora adulta, de 9 anos - e na hora que eu vi o anúncio, eu tive certeza que ela seria perfeita para o trabalho nas escolas “Alternativa” e “Escola 29 de Março”, que são escolas especiais, que atendem crianças com alguma "deficiência", paralisia cerebral, autismo, sindrome de down, as crianças tem entre 1 ano e 30 anos.
Fizemos os contatos com o doador e partimos para São Paulo para buscar a Brenda.
Brenda chegou lá em casa no final da tarde de sábado, há sete meses atrás, cansada, com fome, uma senhora de 10 aninhos depois de uma longa viagem de São Paulo a Campina Grande do Sul. Só conhecia Brenda por fotos, uma enorme labradora amarela... Mas acho que quando ela chegou eu estava mais assustada do que ela... porque ela chegou e já foi entrando em casa, conhecendo seus irmãos peludos, um pouco ressabiada, mas sempre amorosa.
Em menos de 3 dias parecia que a Brenda tinha nascido na nossa casa, já estava completamente enturmada, acostumada com a nossa rotina diária. Nos recebendo sempre com muito amor e alegria quando voltamos do trabalho.
Um mês depois que ela chegou, foi avaliada pelo Projeto Cão Amigo, passou com louvor em todos os testes e começamos as visitas, com a Brenda e a Dara, uma labradora chocolate linda também. No total são 42 cães e uma chinchila. As visitas são quinzenais (nas 2 escolas) e também na Escola Fênix, além do Asilo e de uma Casa Lar.
Brenda faz visitas quinzenais às escolas levando alegria, amor, carinho a este seres especiais que para a ela se tornaram seus melhores amigos. Ela dá um show nas visitas, pelo menos aos meus olhos e aos olhos do meu marido e companheiro, Daniel.
Quando chegamos às escolas, não fazemos nenhuma apresentação especial... Simplesmente chegamos e vamos nos dispersando cada um numa sala com um cachorro, sempre respeitando as que tem medo ou não gostam. Nas duas escolas temos a felicidade de contar com a participação muito ativa dos professores e atendentes, todos nos ajudam no trabalho, retiram as crianças das cadeiras, colocam no chão, chamam os animais, pedem para as crianças agradarem é um trabalho conjunto das escolas e do projeto.
É uma emoção incrível quando chegamos com ela e ela vai sendo tocada, abraçada, beijada. Não tem palavras que descrevam o que é sentir a alegria das crianças gritando bem alto Breeeeennnnndaaaa, os olhos brilhando, as mãozinhas estendidas para minha vovó, esperando ansiosas passar as mãos no pelo macio e cheiroso.
Ah!!!!! Se todos pudessem passar meio hora da vida vendo a Brenda na escola Alternativa ou na Escola 29 de Março nunca mais esqueceria destes momentos. É emoção pura, na sua forma mais linda que só um anjo de quatro patas com um amor incondicional que não escolhe, cor, idade, sexo, tamanho, beleza pode nos ensinar.
Brenda é uma vovó que faz um trabalho lindo e sabe o porquê está ali, sim ela sabe que esta trabalhando e que é especial por este motivo.
Adotar um cão adulto tem muitas vantagens... a gente não passa nervoso com roupas rasgadas, coisas estradas, objetos comidos...
Tenho só uma queixa a fazer. A pessoa que me presenteou com essa cachorra MARAVILHOSA falou que a Brenda não pulava nas pessoas.......hahahahaha.....a Brenda pula sim, pula quando ta na maior bagunça com os irmãos novinhos quando volta a ser criançona, mas eu AMO isso, assim como AMO de paixão minha vovó Brenda... Porque Brenda é um anjo de quatro patas!
quinta-feira, 7 de março de 2013
Corte de orelha - Conchectomia
Conceito:
Partindo do princípio que os cães primitivos e os selvagens tinham o pavilhão auricular ereto e em forma de concha, o homem, ao longo do tempo, reconheceu que esta realidade beneficia as condições de proteção e audição. Talvez seja esta a real intenção do homem em formatar orelhas grandes e pendentes em conchas eretas em algumas raças, propiciando além de um corte estético, o fator proteção.
Parece que nós, humanos, é que quisemos aumentar o tamanho das orelhas dos cães, talvez na intenção de fechar o conduto auditivo para diminuir a audição nos cães de caça, para não se distraírem do faro como é o caso do Basset Hound, Bloodhound, Cocker Spaniel, entre outros, resultando obviamente em maiores problemas nas orelhas e conduto auditivo, como otites (infecção nos ouvidos), fungos, sarnas, otohematomas (descolamento da cartilagem por hemorragia auricular), injurias, dilacerações, alopecia, sangramento, miíases (bicheira), surdez e dermatites.
Percebemos que orelhas pendulares são sempre alvos fáceis e com pouca chance de defesa, acarretando em uma maior incidência de problemas. Um cão doméstico com orelhas pendulares se fosse solto na natureza provavelmente morreria rapidamente, pois qualquer ferimento no pavilhão, atrairia insetos, moscas, e fatalmente uma miíase ocorreria, levando o animal a morte em pouco tempo.
Novos Movimentos:
Cortando parcialmente o pavilhão, se promovem três movimentos das orelhas, o da ereção, abaixamento e rotação, dando condição ao cão de espantar insetos, se proteger de mordida de outros cães, melhorar a audição, diminuir as chances de proliferar fungos, sarnas e bactérias que induzem a otite.
Cães que mergulham:
Em cães que tem habilidade de mergulhar como o Pit Bull, as orelhas cortadas promovem uma condição ideal para a oclusão total do conduto auditivo, observamos então que o cão que tem orelhas cortadas tem melhor desempenho ao mergulhar do que o cão que tem as orelhas integras.
Em cães que tem habilidade de mergulhar como o Pit Bull, as orelhas cortadas promovem uma condição ideal para a oclusão total do conduto auditivo, observamos então que o cão que tem orelhas cortadas tem melhor desempenho ao mergulhar do que o cão que tem as orelhas integras.
Estética:A partir do momento em que o homem começou a cortar o pavilhão auricular na intenção de diminuir e modificar o formato da orelha, automaticamente a evolução estética deste procedimento vem se tornando uma realidade, a ponto de ser considerado por muitos uma obra de arte, enaltecendo a expressão de muitos cães, que por vezes não tinham tal expressão definida por falta de qualidade na conformação.
Em muitos casos é feita a prática do corte de orelhas em cães mestiços, em geral no interior, com o intuito de beneficiar a condição de defesa do cão para a lida no dia a dia com animais.
Aumento da Imunidade:Alguns Autores dentre eles de la Torre - Dobermann Express – Argentina nº16 (1993), alegam que o corte das orelhas aumenta sensivelmente a imunidade do cão contra vírus do tipo Cinomose, Parvovirose entre outros.
Ensino:
Lamentavelmente os Médicos Veterinários treinados para a prática da Conchectomia, que é uma cirurgia que exige alta meticulosidade de detalhes, estão em pequeno número.
Lamentavelmente os Médicos Veterinários treinados para a prática da Conchectomia, que é uma cirurgia que exige alta meticulosidade de detalhes, estão em pequeno número.
A falta de interesse das Universidades em ensinar a devida técnica para este procedimento é um fato, além de não oferecerem estes serviços nos ambulatórios cirúrgicos, favorecendo uma atuação amadora e não ética de muitos criadores, que por sua vez acabam cometendo atos de maus tratos nos cães que são submetidos a bandagens mal feitas e operados em condições higiênicas inadequadas.
Prevenindo o pior:Efetuar a conchectomia na idade jovem, com o filhote em boas condições de saúde, onde todo o procedimento é facilitado, desde a cicatrização até a colocação das orelhas na posição correta, sem dúvidas é muito melhor comparado a conchectomia feita como tratamento em cães adultos que sofrem perda parcial do pavilhão, ou tem que ser operados por alguma razão que tenha danificado o pavilhão auricular, como também no caso da necessidade da fenestração de ouvido externo, utilizada para melhorar a condição de um caso de otite crônica, sem falar nas deformidades de orelhas provocadas pelo otohematoma (provocado por trauma freqüente, como o movimento de chacoalhar das orelhas).
Indicamos a prática da conchectomia feita sob condições e técnicas sofisticadas como a de uma osteossíntese ou cesariana, onde o material cirúrgico é esterilizado e o procedimento feito por um profissional com larga experiência, e com uma condição de acompanhamento semanal do filhote para se trocar as bandagens quando necessário, nos momentos corretos, com um resultado eficiente e esteticamente admirável, e que evite qualquer desconforto no filhote, do contrário é preferível que o animal fique com as orelhas íntegras mesmo que em condições suscetíveis à problemas que nem sempre podem ser resolvidos.
Proibição:
A proibição do corte de orelhas ocorre em poucos países da Europa, dentre eles a Alemanha e Inglaterra, que adotaram uma posição radical. Entidades especializadas destes países são contrárias à proibição, a exemplo do que ocorreu na Mundial da Alemanha no ano de 2003, onde foi proibida a participação de cães operados, reduzindo sensivelmente a freqüência em pista dos melhores exemplares da Europa, e conseqüentemente não classificando os melhores cães na realidade, selecionando inadequadamente os exemplares das variadas raças.
A proibição do corte de orelhas ocorre em poucos países da Europa, dentre eles a Alemanha e Inglaterra, que adotaram uma posição radical. Entidades especializadas destes países são contrárias à proibição, a exemplo do que ocorreu na Mundial da Alemanha no ano de 2003, onde foi proibida a participação de cães operados, reduzindo sensivelmente a freqüência em pista dos melhores exemplares da Europa, e conseqüentemente não classificando os melhores cães na realidade, selecionando inadequadamente os exemplares das variadas raças.
Mesmo com a intervenção de entidades protetoras no sentido de cancelar esta exigência, as solicitações não foram aceitas, e o julgamento da raça Dobermann como exemplo foi feito frente a 40 exemplares mal representados, ao contrário das mundiais anteriores com freqüência de 400-700 Dobermanns. Portanto aqui no Brasil, como não há proibições, sugerimos que as orelhas sejam operadas por Veterinários qualificados e nas idades adequadas, como pedem os padrões das raças.
- Raças populares no Brasil que cortam orelhas:Schnauzers, Pinscher, Boxer, Dobermann, Dogue Alemão, Pit Bull, Dogo Argentino, Mastino Napolitano, Grifon de Bruxelas, American Stafordshire Terrier, Bouvier de Flandres, Cane Corso, Presa Canário.
- Técnica indicada:Sedação com anestesia local, onde o sangramento é totalmente controlado com termocautério, e com sutura em toda sua extensão, facilita-se um correto posicionamento e cicatrização. É um procedimento feito em torno de 30 minutos, podendo o filhote retornar para sua residência logo que a cirurgia termina. Os pontos devem ser removidos sete dias após a cirurgia, e as bandagens quando necessárias devem ser trocadas semanalmente até que as orelhas se posicionem corretamente.
O autor que já realizou mais de sete mil cortes de orelhas em variadas raças é contra o uso de capacete ou qualquer suporte metálico ou de plástico que possa machucar ou promover desconforto ao filhote. A sugestão é de bandagens com esparadrapo.
- Idade Ideal para o Corte das Orelhas:
Cães de pequeno porte como Schnauzer Mini, Pinscher: 4 meses de idade.
Cães de médio porte como Boxer, Dobermann: 2 meses de idade.
Pit Bull: 2-4 meses
Cães de grande porte como Dogue Alemão, Mastino Napolitano: 50-70 dias de idade.
Cães de pequeno porte como Schnauzer Mini, Pinscher: 4 meses de idade.
Cães de médio porte como Boxer, Dobermann: 2 meses de idade.
Pit Bull: 2-4 meses
Cães de grande porte como Dogue Alemão, Mastino Napolitano: 50-70 dias de idade.
- Correções de orelhas mal posicionadas:
Existem várias técnicas para serem utilizadas na intenção de corrigir problemas que por ventura possam ocorrer em função de complicações pós-operatórias, trazendo mais segurança nos dias de hoje para a garantia de sucesso no corte das orelhas.
Existem várias técnicas para serem utilizadas na intenção de corrigir problemas que por ventura possam ocorrer em função de complicações pós-operatórias, trazendo mais segurança nos dias de hoje para a garantia de sucesso no corte das orelhas.
Dr. Edgard Morales Brito
quarta-feira, 6 de março de 2013
Escovar dente de cão é frescura?
Não. Claro que não é todo o cão que irá permitir a escovação e nem todo o dono tem tempo ou se dispõe à escovar os dentes de seu animal 3 vezes por semana.
O tártaro acumula nos dentes dos cães da mesma forma que com que se acumula nos nossos. Quando os cães eram animais selvagens e caçavam seus alimentos, eles mastigavam pelos, matéria fibrosa como pulmões e roíam muito osso. Além disso, viviam livres e sem cuidados médicos obedecendo somente às leis da natureza: presa/predador e a lei do mais forte. Ou seja, o tempo médio de vida de um animal era muito menor que hoje e muitos dos problemas ligados ao tempo de vida, como o acúmulo de tártaro em questão aqui, muitas vezes nem chegavam a aparecer. Agora que são animais domésticos, de estimação e possuem donos preocupados com a sua saúde, tornam-se necessários cuidados antes ignorados.
Para retardar o acúmulo de tártaro que irá desenvolver uma série de doenças orais e infecções em outros locais do organismo, a escovação se faz necessária.
segunda-feira, 4 de março de 2013
Os Treinados Cães de Guerra
Na primeira Grande Guerra (1914-1918), foram utilizados 400.000 cães pastores alemães. A Alemanha, desde 1883 incorporava pastores ao seu exército, sendo que no início da guerra possuíam cerca de 6.000 animais aos quais anexou mais 35.000 !!!
A França possuía um esquadrão de aproximadamente 12.000 exemplares. A Bélgica, a Itália e a Inglaterra também.
Na 2ª Guerra Mundial o uso foi efetivo, principalmente pela Alemanha com um efetivo de 200.000 cães.
Os EUA não possuíam cães de guerra, porém à partir daí começaram a receber os cães pastores e então desenvolveram centros especiais de treinamento militar para cães, denominado K-9, chegando a instruir durante o conflito cerca de 15.000 cães que participaram de batalhas na Europa e até mesmo na África.
Foram utilizados pelos Russos como cães suicidas em operações anti-tanques.
A Inglaterra possuía dois adestradores por batalhão e uma escola especial para treinamento de cães para detecção de minas.
Na Itália se destacaram como cães paraquedistas!
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Fisioterapia para animais idosos
Assim como acontece com os humanos, com o passar dos anos os animais sofrem os efeitos deletérios da idade. O sistema músculo esquelético (ou seja, os músculos, articulações, tendões e ligamentos) é extremamente afetado pelo desgaste. No caso dos eqüinos, principalmente daqueles destinados ao esporte, é comum o aparecimento de lesões por esforço repetitivo, e a instalação de processos crônicos como osteoartrose, tendinites, desmites e lombalgias.
Nos cães ocorre uma diminuição progressiva da movimentação, começam a “brincar” menos, diminuem a freqüência de passeios e passam uma maior quantidade de tempo dormindo. Muitas vezes isto pode estar associado a dores crônicas, principalmente se é notada uma dificuldade do animal para se levantar, subir escadas, se posicionar para urinar ou defecar e se este apresenta claudicações (“manqueiras”) intermitentes. As causas podem ser as osteoartroses, atrofias por desuso, lesões na coluna e a progressão de afecções como displasia coxo-femoral síndrome da cauda eqüina etc.
O manejo da dor crônica em animais idosos pode se tornar um desafio para os médicos veterinários e proprietários, a maioria das afecções que acometem estes animais não possuem uma cura definitiva, o tratamento em geral objetiva o alivio da dor e é feito através de medicações analgésicas como antiinflamatórios não esteroidais, corticóides e em casos severos opióides. Entretanto, o uso prolongado destes medicamentos possui efeitos colaterais que também são deletérios ao organismo dos nossos pacientes, fazendo com que muitas vezes o controle da dor seja dificultado por outros problemas como, por exemplo, as ulceras gástricas.
A fisioterapia pode ajudar nestes quadros, não de forma alternativa, mas atuando como complemento ao tratamento clínico. Entre as técnicas utilizadas para promover o conforto dos animais, destacam-se a eletro acupuntura e outras modalidades de eletroterapia (p.ex, a eletro estimulação transcutânea de baixa freqüência), massagem, luz infravermelha e crioterapia.
Na medicina humana é comum o conceito de que a ausência de movimentos é prejudicial, causando aderências em tecidos, fibroses, diminuição da amplitude de movimento articular e predispondo a obesidade, o mesmo é válido para os animais. Com a prática de mobilizações passivas, exercícios controlados e hidroterapia é possível melhorar a qualidade de vida e a motivação diária destes pacientes, tornando a velhice mais uma parte do processo de existência sem que isto se transforme em um transtorno para toda a família.
Porém, existem alguns aspectos que são fundamentais para o sucesso deste tratamento, é importante estabelecer protocolos individuais que se ajustem as necessidades de cada caso, estabelecer um prognóstico o mais rápido possível para não criar falsas expectativas nos proprietários, trabalhar em equipe mantendo sempre a troca de informações com os clínicos responsáveis e envolver o dono como parte do processo de terapia, através de recomendações simples que efetivamente ajudam na rotina de lidar com estes pacientes. E sempre é importante lembrar que na maioria dos casos estamos buscando um meio de conviver com uma condição promovendo melhora da qualidade de vida e não a cura definitiva.
Em muitos casos não é possível substituir os protocolos de medicação para o controle da dor, porém pode-se diminuir a dose e/ou a freqüência de utilização dos mesmos minimizando os efeitos colaterais. Estes ajustes são feitos pelo clinico que avalia a evolução do quadro e trabalhando em sinergismo podem utilizar a fisioterapia como mais uma ferramenta para o manejo da dor crônica.
Muitas vezes estes animais idosos necessitam um acompanhamento permanente e um estímulo constante das técnicas de fisioterapia, em geral estes são os casos que não podem ficar sem medicação e que já se beneficiam com a possibilidade de diminuir a freqüência do uso.
Figura 5: Sedinha, 10 anos, SRD, fêmea – Alongamentos para manter a mobilidade
Não apresentando contra indicações para esta finalidade, o emprego da fisioterapia ainda tem como aspecto positivo uma maior interação entre o proprietário e seu animal de estimação, seja este um cavalo idoso que pode ser novamente cavalgado de forma controlada ou um cão que necessita da presença do dono para fazer exercícios, em ambos os casos é gratificante observar a melhora e fazer parte do processo de reabilitação. Com certeza não podemos vencer os efeitos do tempo sobre o organismo, mas é possível conviver com estes e aproveitar cada dia junto aos nossos companheiros propiciando conforto e bem estar em todas as etapas da vida.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Leptospirose
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Gripe Canina
Os cachorros, como a gente, também podem pegar gripe. Em cães, essa doença é chamada de tosse dos canis ou traqueobronquite infecciosa canina. Ela é altamente contagiosa entre os cães, mas raramente evolui para algo mais grave. No entanto, os cachorros doentes podem ter muito incômodo para comer ou dormir.
Muitas pessoas pensam que, por ser chamada de tosse dos canis, essa doença só é transmitida, se o animal ficar num canil, mas isso não é verdade. Como ocorre na transmissão da gripe entre seres humanos, qualquer cachorro que compartilhar um mesmo ambiente pode pegar gripe de outro, ou seja, num simples passeio pelo parque, durante um banho no pet shop ou estada de final de semana no hotel etc.
A gripe canina é causada por diversos agentes infecciosos, entre os quais se incluem o vírus da parainfluenza, a bactéria Bordetella bronchiseptica e o adenovírus tipo 2, além de micoplasmas, reovírus e herpesvírus que também contribuem para a ocorrência dessa doença.
Na maioria dos casos, a gripe é resultado da presença de mais de um desses microorganismos, sendo que o agente mais comum é o vírus da parainfluenza que provoca sintomas leves que duram até 6 dias, se não estiver presente nenhuma bactéria.
A bactéria mais observada em casos de gripe canina é a Bordetella bronchiseptica.
O clima frio e seco favorece o aparecimento da gripe canina, que é facilmente transmitida de um animal doente para outros por meio da tosse e espirros ou objetos contaminados. A transmissão aumenta quando há aglomeração de animais, como em parques, praças, canis, hotéis, abrigos e lojas de animais.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Brasil tem apenas 60 cães guias para 2 milhões de deficientes visuais
Quando Boris, um labrador de dez anos, se aposentou, no final de 2008, Thays Martinez, 35, precisou encontrar um novo companheiro de caminhada. O escolhido foi Diesel, 2, da mesma raça. "Estamos nos adaptando, e ele é excelente", afirma a advogada, que perdeu a visão aos quatro anos e foi pioneira no uso de cão guia para se locomover em São Paulo.
Adaptação, no caso, é aumentar a sintonia entre ambos, para que o animal leia automaticamente os comandos da dona.
No Dia Internacional do Cão Guia, comemorado em 29 de abril, lá estava Diesel, que estreou na função há quatro meses, no shopping Iguatemi. Ele participou do evento de conscientização promovido pelo Iris (Instituto de Responsabilidade e Inclusão Social), fundado por Thays em 2002.
Rodrigo Marcondes/Folha Imagem
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Thays Martinez, 35, posa para foto com Diesel, 2, seu novo cão guia; advogada perdeu a visão quando tinha quatro anos de idade
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Ela ficou conhecida como a "moça do cão guia" por ter sido barrada no metrô de São Paulo em maio de 2000. Saiu vitoriosa de uma batalha judicial que fez de Boris o primeiro animal autorizado a guiar um cego pelos trens urbanos da cidade. Um marco na garantia do direito de ir e vir dos deficientes visuais.
Há muito a conscientizar e pouco a festejar sobre o assunto. Treinado nos EUA, Diesel é um dos 60 cães que guiam deficientes no Brasil, enquanto existem quase 2 milhões de cegos no país, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Só no Iris, mais de 2.000 pessoas esperam na fila por um cão guia. Um dos motivos da espera é que poucas ONGs brasileiras se dedicam ao treinamento. É o caso do Instituto de Integração Social e de Promoção da Cidadania (Integra), localizado em Brasília, que desenvolve o projeto Cão Guia de Cegos, desde 2002, em parceria com o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal.
De lá, saíram 26 cães guias que estão espalhados pelo Brasil. "Podemos capacitar mais, só que faltam recursos", diz Michele Pöttker, coordenadora do projeto que tem patrocínio de empresas como Bayer e Premier.
A ONG tem mais de 250 pessoas cadastradas para receber um cão. "O treinamento e a manutenção de cada animal custam em torno de R$ 20 mil para a entidade", estima Michele. O usuário não paga pelo cão. As únicas despesas são de alojamento e alimentação no período de adaptação -que dura de 15 a 25 dias. A diária fica em torno de R$ 60.
Já o Iris não realiza treinamento completo no Brasil. O instituto paulistano fez uma parceria com a Leader Dogs, escola de treinamento de Detroit, nos Estados Unidos. "A escola nos doa oito cães por ano, e conseguimos, a duras penas, mandar os deficientes para lá", explica Thays. O parceiro brasileiro banca passagens e um dossiê em inglês contendo informações e imagens do usuário.
O processo esbarra na falta de recursos. "Se fizéssemos o treinamento por aqui, seria menos burocrático e mais deficientes teriam cão guia", afirma. Em 2009, o Iris deve enviar mais oito cegos aos EUA.
O advogado Genival dos Santos, 30, foi um dos deficientes apadrinhados pelo Iris. "Em 2006, fui aos Estados Unidos 'buscar' meus olhos." Layla, uma labrador de três anos e meio, possibilita a vida agitada de Genival. "Ela me acorda todos os dias às 6h. Vamos a uma praça para que faça suas necessidades e seguimos para o trabalho", conta.
Genival trabalha em um banco na avenida Paulista que, segundo ele, trata Layla como "funcionária". "Ela tem uma graminha especial, dentro do banco, para fazer xixi quando der vontade."
Morador do Jabaquara, ele usa o metrô diariamente e fez amigos pelo trajeto. Mas ainda sofre com a desinformação da população: "Layla é sempre distraída pelas pessoas. Acham que ela não saberá me conduzir na escada rolante e na entrada do trem".
Incidente no metrô
A boa vontade pode atrapalhar. Há poucos dias, Genival tropeçou quando ia entrar no metrô justamente porque um passageiro tentou lhe dar a mão. "As pessoas não confiam no cão guia", constata.
Para o treinador Moisés Vieira Jr., há 13 anos na função, a principal característica que um animal deve ter para virar guia é ser fiel ao dono. "Todo cão pode aprender, desde que seja bem treinado e que tenha um comportamento que mescle segurança e obediência."
Foram tais qualidades de Boris que conquistaram Thays. O cão guia era sua sombra e adivinhava suas vontades. O sinal de que era hora de aposentá-lo veio depois de um incidente: Boris não conseguiu desviar a dona de uma escada em plena Paulista.
Resultado: ela bateu a cabeça na escada. "Eu chorava de tristeza, e as pessoas achavam que era de dor", conta Thays, que se deu conta de que era hora de dar descanso a quem lhe serviu tanto.
Para ser um cão guia
- O animal deve ter comportamento dócil e estável, além de ser sociável, atencioso, obediente e de não se distrair facilmente.
- No Brasil, o labrador é a raça mais utilizada, seguida do golden retriever e do pastor alemão, que é a preferida no exterior.
- O cão selecionado vai para a casa de uma família, onde permanece por até dez meses. Em seguida, volta para a escola e fica de seis meses a um ano em treinamento específico com os treinadores.
- Por fim, o animal treinado passa por um processo de adaptação ao usuário, de forma que o deficiente encontre um cão adequado às suas necessidades.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Displasia
A Displasia Coxofemoral (DCF) é uma patologia que se caracteriza por uma má formação da cabeça do fêmur e acetábulo devido a uma instabilidade presente na região, levando ao aparecimento de alterações osteoartróticas. Sua primeira descrição em cães foi em 1935 e também já foi diagnosticada em outras espécies como gatos, bovinos, eqüinos, animais silvestres e até o homem. Acomete todas as raças, sendo mais comum nas raças de médio e grande porte, que apresentam rápido crescimento como Pastor Alemão, Fila Brasileiro, Rottweiller, São Bernardo, Labrador entre outras, não apresentando predileção por sexo.
Os cães displásicos nascem com articulações coxofemorais normais, e ocorrem subseqüentemente progressivas alterações estruturais que incluem relaxamento articular, inchaço, desgaste e ruptura de ligamentos, arrasamento da cavidade articular, subluxação da cabeça do fêmur, erosão da cartilagem articular, ossificação subcondral, remodelação da borda acetabular e da cabeça do fêmur, e produção de osteófitos na região periarticular.
Etiologia
Acredita-se que a DCF possui etiologia multifatorial, sendo os seguintes fatores relacionandos com o desenvolvimento da doença:
- Genético: A DCF possui herança poligênica quantitativa (aproximadamente 18 genes) de herdabilidade média a alta, ou seja quanto maior o grau de parentesco com animais displásicos maior é a probabilidade da prole ser displásica;
- Nutricional: Dietas com altos índices de energia, proteína e cálcio proporcionam um rápido crescimento e um ganho de peso excessivo (aumenta o peso sobre a articulação) induzindo ao aparecimento da DCF;
- Massa Muscular Pélvica: Animais com menores proporções de massa muscular pélvica possuem maiores chances de desenvolverem a DCF. Segundo Riser e Shirer os animais que apresentarem índice de massa muscular pélvica [(peso da musculatura pélvica/peso corporal) x 100] menor que 9 irão desenvolver DCF;
- Alterações Biomecânicas: Forças musculares que atuam na articulação coxofemoral ajudam a manter a cabeça do fêmur encaixada com o acetábulo. Redução, eliminação , ou exaustão das forças musculares levam a uma instabilidade na articulação e subluxação. O rápido crescimento do esqueleto em disparidade com o crescimento muscular também induz o aparecimento da DCF;
Outros fatores como hipotrofia das miofibras do músculo pectínio, alterações que aumentam o volume do líquido sinovial, alterações hormonais (hiperestrogenismo materno), insuficiente síntese proteica, deficiência de vitamina C, excesso de exercícios na fase de crescimento e permanência do animal em pisos lisos que levam a uma instabilidade articular também estão relacionados com o aparecimento da DCF. Deve-se ressaltar que a genética atua como causa principal enquanto os demais fatores podem agravar uma predisposição já existente geneticamente.
Diagnóstico
O diagnóstico da DCF é exclusivamente radiológico. O diagnóstico a partir dos sinais clínicos não é suficiente, pois nem sempre são compatíveis com os achados radiológicos. Portanto não se deve dar um atestado de não displásico apenas pela ausência de sintomas, todos os animais devem ser radiografados.
Para ser radiografado o animal deve ser sedado para facilitar o posicionamento adequado. O animal deve ser colocado em decúbito dorsal com os membros posteriores bem estendidos, paralelos entre si e ligeiramente rotacionados internamente. A pelve deve estar simétrica e a coluna vertebral paralela aos membros.
Existem diferentes técnicas para avaliação da radiografia, as mais usadas são as desenvolvidas pela Orthopedic Foundation for Animals-EUA(OFA), pela Universidade da Pensilvânia-EUA (PennHip), pelo British Veterinarian Association- Inglaterra (BVA) e o Método de Norberg (HD). Para o atestado definitivo os animais devem possuir idade superior a 12 meses pelo BVA e pelo Método de Norberg, e idade superior a 24 meses pela OFA. As fêmeas devem ser radiografadas com pelo menos 30 dias antes ou após o cio, pois a influência hormonal pode causar uma falsa impressão de subluxação.
| As estruturas anatômicas a serem analisadas na avaliação radiográfica são: 1-Borda acetabular craniolateral; 2- Margem acetabular cranial; 3- Cabeça do fêmur; 4- Fóvea; 5- Espaço articular; 6- Borda acetabular caudal; 7- Margem acetabular dorsal; 8- Junção cabeça-colo do fêmur; 9- Fossa trocantérica. |
Na avaliação radiográfica o animal pode ser incluído nas seguintes categorias de acordo com as alterações presentes:
HD- (equivale aos OFA excellent e good): Animal ausente de DCF. A cabeça do fêmur e acetábulo são congruentes, sendo o espaço articular fechado e regular. Pelo Método de Norberg apresenta apresenta ângulo de aproximadamente 105º (somente como referência);
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HD+/- (equivale aos OFA fair e boderline): Animal suspeito de apresentar DCF, ainda é permitido o acasalamento. A cabeça e o acetábulo apresentam ligeira incongruência respeitando os limites radiográficos. Pelo Método de Norberg apresenta apresenta ângulo de aproximadamente 105º (somente como referência);
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HD+ (equivale ao OFA mild): Animal com DCF leve, ainda é permitido o acasalamento. A cabeça e acetábulo incongruentes (mínimo de subluxação), ligeiro arrasamento da cabeça do fêmur. Os sinais de alteração osteoartróticas são mínimos ou ausentes. Pelo método de Norberg o ângulo é aproximadamente 100º;
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HD++ (equivale ao OFA moderate): Animal com DCF média. Achatamento da cabeça do fêmur, arrasamento do acetábulo, ossificação subcondral, perda do espaço articular, formação de osteófitos, alterações no colo do fêmur, presença de subluxação. Pelo método de Norberg, apresenta o ângulo maior que 90º;
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HD+++ (equivale ao OFA severe): Animal com DCF grave. Presença de luxação, arrasamento severo da cabeça do fêmur e do acetábulo (quase plano), presença de osteófitos em vários pontos, ossificação subcondral, alterações no colo do fêmur. Pelo método de Norberg, apresenta o ângulo menor que 90º;
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Sintomas e tratamento
Os sinais clínicos geralmente começam aos 5-8 meses de idade, sendo que em alguns casos não aparecem até os 36 meses de idade. Os sintomas são extremamente variáveis, sendo que os animais podem apresentar dificuldade ao andar, levantar, correr e subir escadas; dorso arqueado, andar cambaleante e claudicação, abrasão das unhas dos membros posteriores; diminuição da amplitude de movimentação dos membros posteriores; atrofia da musculatura dos membros posteriores; sensibilidade local, sendo está exacerbada após exercícios. É importante lembrar que nem sempre existe uma relação entre os sintomas e o grau de displasia que o animal apresenta, isto é animais com displasia severa podem correr, pular e brincar enquanto que animais com displasia leve podem apresentar uma forte claudicação.
Não existe uma cura para a DCF, os tratamentos visam minimizar a dor, combater os sintomas dando uma melhor condição de vida para o animal. Nos casos mais leves recomenda-se a diminuição do peso do animal para reduzir o estresse mecânico sobre a articulação, e fisioterapia (natação) para prevenir ou aliviar o processo inflamatório presente. Nos casos mais graves podem ser usados antinflamatórios não esteróides para o controle da dor, como também podem ser associados precursores de proteoglicanos que são um importante constituinte da cartilagem hialina que forma a articulação. Os tratamentos cirúrgicos incluem osteotomia tripla pélvica (TPO), remoção completa da cabeça e do colo do fêmur, artroplastia completa da articulação, entre outros.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Examine o seu animal
Seguindo o roteiro abaixo, você será capaz de examinar seu amigão minuciosamente. Tornando esse exame uma rotina mensal, será possível saber se é preciso recorrer a ajuda do médico veterinário. Independente desse exame, o veterinário deve ser consultado anualmente para avaliação e vacinação do animal. Se você for comprar um filhote, esse roteiro será muito útil para reconhecer um animal saudável.
1. Cabeça
- devem estar claros, sem inchaço ou secreção purulenta (amarelada);
- abaixando a pálpebra inferior, a parte interna (conjuntiva) deve estar rósea. Qualquer sinal de palidez excessiva (conjuntiva branca) pode indicar anemia.
- observe manchas brancas ou embaçamento na parte escura dos olhos.
- examine a parte interna, externa e as bordas;
- observe se há falhas ou crostas que podem indicar ácaros ou sarna;
- o ouvido sadio não tem secreção ou odor. Se notar cheiro fétido no ouvido do seu animal, bem como secreção amarelada ou amarronzada ao limpar com um chumaço de algodão, leve-o ao veterinário para que ele diagnostique uma possível otite.
- levante o lábio superior do animal e observe as gengivas. Elas devem estar róseas, palidez excessiva pode indicar anemia;
- a língua deve ter coloração rósea sempre. Se o seu animal apresentar a língua arroxeada (exceto os chow chows) ou azulada após exercitar-se, consulte o veterinário;
- observe se todos os dentes estão firmes e inteiros. Dentes moles ou quebrados podem causar dor ao animal;
- a presença de tártaro, placas duras e amareladas nos dentes, conferem um hálito bem desagradável ao seu amigão. Se for o caso, leve-o para uma limpeza dentária;
- podem aparecer verrugas em abundância na boca ou lábios dos animais, assim como placas brancas no interior da boca. Nesses casos, consulte o veterinário.
- normalmente ele está úmido e frio;
- não deve haver secreção, a menos que o dia esteja muito quente, quando o animal pode "transpirar" pelo focinho;
- focinho seco e quente nem sempre indica febre. Se isso ocorrer, observe o animal e aguarde outros sinais como perda de apetite. No caso de febre, além do focinho, as patas e orelhas ficam muito quentes;
- focinho despigmentado (branco) exige a proteção de um filtro solar.
2. Pelagem
Examine a pelagem do seu animal com atenção:
- queda uniforme de pêlos, sem apresentar falhas, pode tratar-se de muda anual;
- observe a presença de parasitas como pulgas, carrapatos ou bernes (a pele apresenta um orifício e um nódulo abaixo dele);
- cães podem ter piolhos, parasitas que não se movem, são pequenos e acastanhados. Surgem em condições de higiene precárias em canis;
- falhas na pelagem, crostas ou ferimentos devem ser analisados pelo veterinário;
- a presença de nódulos ou verrugas grandes e/ou numerosas também merecem a atenção do veterinário.
- queda uniforme de pêlos, sem apresentar falhas, pode tratar-se de muda anual;
- observe a presença de parasitas como pulgas, carrapatos ou bernes (a pele apresenta um orifício e um nódulo abaixo dele);
- cães podem ter piolhos, parasitas que não se movem, são pequenos e acastanhados. Surgem em condições de higiene precárias em canis;
- falhas na pelagem, crostas ou ferimentos devem ser analisados pelo veterinário;
- a presença de nódulos ou verrugas grandes e/ou numerosas também merecem a atenção do veterinário.
3. Corpo
- observe se o seu animal está acima do peso. Esse é um parâmetro muito subjetivo, pois aquilo que pode ser "obesidade" para o veterinário, pode não ser para o dono do animal. Se as costelas do cão estiverem aparecendo, é fácil deduzir que ele esteja abaixo do peso. Por outro lado, se o animal perder a "cintura" (curvatura da região do flanco), desconfie que ele esteja muito gordo;
- barriga inchada nem sempre é sinal de muita comida, o animal pode ter vermes;
- na região do ventre (parte inferior da barriga), note se há algum volume na cicatriz do umbigo. Cães e gatos também podem ter hérnia, principalmente os filhotes.
No caso das fêmeas, principalmente, é preciso examinar todas as tetas (cadeia mamária) em busca de nódulos, inchaços e secreções. As cadelas e gatas podem ter tumores, benignos ou não, nas glândulas mamárias. Nas fêmeas castradas antes do primeiro cio, ou até 1 ano de idade, a chance desses tumores é muito pequena. A castração é um método de prevenção.
4. Patas
- se ele sentir qualquer dor, que persista a um segundo exame, leve-o ao veterinário. Alguns animais detestam que mexam em suas patas. Tente diferenciar a dor do medo;
- olhe entre os dedos das patas e procure por parasitas (carrapatos) ou ferimentos;
- faça o mesmo na parte de baixo, entre as "almofadinhas" (coxins) dos pés;
- se as unhas estiverem muito compridas, leve o animal ao pet shop ou ao veterinário para apará-las.
5. Genitais
No macho, constitui-se do pênis, prepúcio (pele que recobre o pênis), testículos e bolsa escrotal (pele que reveste os testículos). Na fêmea, você observará a vulva que a porção externa da vagina.
- tanto no macho quanto na fêmea, observe a presença de secreção nos genitais. Se for abundante, procure o veterinário sem demora, principalmente, se você tiver uma fêmea acima de 7 anos;
- no macho, note se os dois testículos estão na bolsa;
- atente para a pele que reveste os testículos ("saquinho"), ela deve estar livre de irritações ou feridas;
- os 2 testículos devem apresentar o mesmo tamanho.
- no macho, note se os dois testículos estão na bolsa;
- atente para a pele que reveste os testículos ("saquinho"), ela deve estar livre de irritações ou feridas;
- os 2 testículos devem apresentar o mesmo tamanho.
6. Cauda
ATENÇÃO! Esse exame básico NÃO SUBSTITUI O ATENDIMENTO VETERINÁRIO, pelo contrário, ele visa reconhecer problemas prematuramente para você buscar ajuda do profissional veterinário à tempo. Consulte o veterinário regularmente.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
O Passeio de Carro
Passear de carro cão cachorro é, sem dúvida, muito gostoso! A maioria dos cães adora ficar olhando para fora da janela, e em muitas vezes eles adoram ficar com a cabeça para fora da janela sentindo o vento em seu focinho. Também é difícil negar que tais cenas são deliciosas.
Segurança
Tudo isso é muito bonito, mas este hábito coloca a segurança de nossos peludos em grave risco! Sejam Pinschers ou Mastins, cães que ficam soltos dentro do carro durante o passeio correm grande risco de se machucar no caso de uma freada mais forte, ou mesmo no caso de uma colisão.É lógico, que quanto menor for o cão, maior será o risco que ele corre, mas um cão de raça grande corre tanto risco como nós, e é exatamente por isso que você usa o cinto.
Cães de raças pequenas ou minis correm um perigo é ainda maior: qualquer brecada pode fazer com que o cão seja arremessado contra o painel do carro, podendo machucá-lo muito.
O que diz a lei:
O Novo Código de Trânsito trata do transporte de animais na parte interna e na parte externa do veículo:Art. 252. Dirigir o veículo:
II - transportando pessoas, animais ou volume à sua esquerda ou entre os braços e pernas;
Infração - média;
Penalidade - multa.
Art. 235. Conduzir pessoas, animais ou carga nas partes externas do veículo, salvo nos casos devidamente autorizados:
Infração - grave;
Penalidade - multa;
Medida administrativa - retenção do veículo para transbordo.
Esse é um daqueles casos que nem deveria precisar de proibição. Uma simples questão de bom senso deveria ser suficiente para que as pessoas não andassem com seus cães soltos na parte da frente do carro! Cães devem ficar no carro no banco de trás e sempre em segurança seja usando um cinto de segurança próprio para cães ou dentro de caixas de contenção (ou caixa de transporte). E tais caixas devem ficar em locais seguros, ou ainda presas pelo cinto de segurança para que fiquem estáveis.
Onde este medo começa:
Normalmente o filhote entra na vida da gente numa viagem de carro. Isso ocorre no momento me que vamos pegar o filhote na casa do criador, e o levamos para a casa. Esta viagem não é fácil: o filhote ainda é muito imaturo; não conhece a sensação de chacoalhar dentro do carro; e, além disso, está acompanhado por humanos que ele nunca viu, o que gera uma grande insegurança. Por tudo isso, não é incomum que em seu primeiro passeio de carro o filhote vomite em cima do banco. Isso não quer dizer que ele vá vomitar sempre. Esta primeira reação pode simplesmente ser fruto do medo, e aqui é que está o grande diferencial: se trabalhamos o cão para que ele perca o medo, ele certamente passará a andar muito bem dentro do carro; em caso contrário este medo pode se transformar em pânico unicamente pela falta de habilidade.
O que fazer:
O que é necessário fazer aqui é fazer outras tentativas para que o filhote perca o medo do carro.
Alguns cuidados são fundamentais para se evitar problemas, e para que esta nova tentativa tenha o efeito esperado. Se seu filhote tiver pavor de carro, vá devagar: comece colocando o filhote no carro parado. Só fique lá brincando com o ele dentro do carro, e assim que você perceber que o filhote está à vontade, esta será a hora de parar o treinamento. Tire o filhote do carro e só volte a colocá-lo lá no dia seguinte.- Coloque-o então na caixa de transporte; prenda-a no cinto de segurança, e ligue o motor do carro, e faça um passeio curto. Normalmente o fato de ele estar dentro da caixa de transporte fará com que ele não fique com tanto medo. Coloque a caixa no chão do carro, pois isso fará com que ele não perceba exatamente o que está acontecendo, e fará com que ele reaja bem ao passeio.
- Se a caixa de transporte for muito grande para ser colocada no chão você pode fixá-la entre os bancos traseiros e dianteiros, ou ainda prendê-la com o cinto de segurança.
- Cuide para que o filhote não tenha comido nas últimas 3 horas antes do passeio para diminuir o risco de enjôos e vômitos. Evite também dar qualquer tipo de comida ou petisco dentro do carro.
- Converse (mesmo) com o filhote usando uma voz bastante suave para que ele se sinta bem. Elogie-o bastante pelo comportamento “valente”. Isso dará confiança a ele, além de mostrar a ele como você quer que ele se comporte dentro do carro.
Cães Enfurecidos
Aqui não fugimos da mesma regra que se refere aos cães de guarda: bom não aquele cão que ataca às cegas, e sim o cão que sabe reconhecer uma real situação de perigo. Os cães que se comportam desta forma na rua nada mais são do que cães descontrolados, e que não sabem diferenciar um assaltando de uma criança vendendo chicletes. Qualquer pessoa que se aproxima do carro representa um perigo potencial imenso – na visão deste cão - e então ele ataca.
Este tipo de comportamento deve ser severamente desencorajado desde cedo. Lembre-se sempre você deve ser o líder de sua matilha, e não seu cachorro que, sendo um filhote medroso, não tem a menor condição de fazer uma avaliação correta do que de fato representa um perigo, ou não. E tal cão só aprenderá a fazer tal diferenciação se tiver um líder firme e calmo.
Ao menor rosnado este cão deve ser repreendido, e assim que o rosnado acabar ele deve ser elogiado pela obediência. Mais uma vez temos o líder encorajando o cão a obedecer e confiar nele.
À primeira vista um cão que mostra seu poder de ataque a qualquer um que se aproxime do carro pode parecer muito reconfortante, principalmente para quem mora em cidades muito perigosas. Mas, se você permitir que o cão decida pode rosnar para quem ele bem entender você estará abrindo mão de ter qualquer controle sobre ele dentro do carro. NÃO SE ILUDA!!!! Se ele não for repreendido e educado a se comportar dentro de um carro, você jamais terá controle sobre ele.
Dicas:
- Comece com passeios curtos, para que seu cão não se canse.
- Procure fazer os passeios em horários frescos, pois os cães costumam sentir bastante calor no carro. Se o seu carro tiver ar condicionado, deixe o interior do carro com uma temperatura mais fresca, pois seu cão irá se sentir muito melhor.
- Não se preocupe se seu cão começar a respirar de forma bastante ofegante e até mesmo babar um pouquinho durante o passeio de carro. É normal!
- Se você for fazer uma viagem com seu cão, tenha em mente que serão necessárias paradas para dar água e para que o cão possa fazer xixi ou cocô. O local das paradas deve ser bem escolhido. Dê preferência, pare apenas em postos de gasolina e/ou postos rodoviários. Evite parar no acostamento porque o movimento dos carros pode assustar seu cão.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Dor de ouvido
O choro sem motivo e a cabeça balançando podem parecer artifícios para chamar a atenção. Porém, caso perceba algum destes sinais, fique alerta, pois essas são algumas das formas que os animais possuem de dizer que algo está errado. A situação fica ainda pior quando esses sintomas se juntam ao mau cheiro, pele mais avermelhada que o normal na região da orelha e ao ato de coçá-las sem parar. Se o conjunto dessas ações for identificado, a probabilidade de problemas auditivos é alta.
Uma inflamação na orelha que pode ser causada por bactérias, ácaros, excesso de cera e também de pelos. Segundo Carlos Eduardo Larsson, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia Veterinária, caso sejam detectados sinais aparentes de incômodo, o animal deve ser levado ao veterinário o mais rápido possível.“O profissional realizará uma limpeza geral no conduto auditivo”.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Insuficiência renal em cães e gatos
A Insuficiência Renal é uma doença que também atingem os cães e os gatos, assim como os seres humanos
A Insuficiência Renal é a perda das funções do rins. Os sinais mais comuns da enfermidade são: aumento do consumo de água, odor e alteração na cor da urina, perda de apetite e vômitos. Essa doença atinge geralmente animais de mais idade.
Existem três tipos de insuficiência renal:
A aguda quando os rins podem parar de funcionar de maneira rápida e temporária, às vezes do caso o animal deve ser mantido com tratamento por diálise até que os rins voltem a funcionar.
A crônica é quando as funções renais param de funcionar de forma perda lenta, progressiva e irreversível. Por esse motivo os animais acabam não sentindo os sintomas do inicio da doença, até que já tenham perdido mais de 50% de suas funções renais. Com o estagio mais avançado eles começam a sentir sintomas desconfortáveis, como anemia, pressão alta, inchaço dos membros e face, mudança nos hábitos de urinar (urinar diversas vezes).
E a crônica aguda, que também ocorre de forma lenta, progressiva e irreversível. O animal que tiver esse tipo de insuficiência renal pode ser submetido a hemodiálise ou diálise peritoneal e tão logo seja controlado, podendo ser mantido com o tratamento conservador.
Existem três tipos de insuficiência renal:
A aguda quando os rins podem parar de funcionar de maneira rápida e temporária, às vezes do caso o animal deve ser mantido com tratamento por diálise até que os rins voltem a funcionar.
A crônica é quando as funções renais param de funcionar de forma perda lenta, progressiva e irreversível. Por esse motivo os animais acabam não sentindo os sintomas do inicio da doença, até que já tenham perdido mais de 50% de suas funções renais. Com o estagio mais avançado eles começam a sentir sintomas desconfortáveis, como anemia, pressão alta, inchaço dos membros e face, mudança nos hábitos de urinar (urinar diversas vezes).
E a crônica aguda, que também ocorre de forma lenta, progressiva e irreversível. O animal que tiver esse tipo de insuficiência renal pode ser submetido a hemodiálise ou diálise peritoneal e tão logo seja controlado, podendo ser mantido com o tratamento conservador.
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