Pesquise aqui no meu blog:

segunda-feira, 18 de março de 2013

Gripes e resfriados também "atacam" os cães


Mais uma vez estamos aqui publicando uma matéria interessantíssima que foi escrita pela revista Viva Saúde no mês passado. Como, há mais de um mês, entramos numa estação fria, chuvosa e imprevisível que é o Inverno, é importante estar atento para os cuidados que devemos ter com os cães para que eles não contraiam nenhuma espécie de gripe ou virose. Além de comprometer o orçamento da família com remédios e tratamentos, é claro, pomos também em risco a saúde do animal, mesmo que seja só um simples resfriado.

A maioria das pessoas acham que a gripe ou resfriado que contraímos não afeta os cães. Pelo contrário! Assim como nós, seres humanos, os cães podem ser atingidos por vírus e bactérias que provocam sintomas semelhantes como: tosse, espirro, febre, falta de apetite e coriza.
Neles, o vírus tem um nome específico que se chamatraqueobronquite infecciosa canina, ou tosse dos canis. "Se a doença não for tratada, pode virar uma sinusite. Em casos extremos, quando o animal tosse durante o dia inteiro, o problema pode resultar em uma pneumonia", explica Carla AliceBerl, Médica veterinária e diretora do Hospital veterinário PetCare. Com isso, se aparecer um desses sintomas em seu cão, leve-o rapidamente ao veterinário. De acordo com o estágio da doença, serão utilizados anti-inflamatórios e inalação com vapor.

Mas não se preocupe. A gripe do cão não atingirá você ou sua família. O vírus se propaga pelo ar sempre em animais da mesma espécie. Por isso um alerta da veterinária: "Pessoa que possuem vários animais em casa devem ter muito cuidado nesta época do ano. Se um cachorro contrair o vírus ou bactéria da doença, por exemplo, os outros animais também serão infectados."

Como prevenir a gripe

A melhor maneira de evitar o resfriado em seu cão é a vacinação, segundo Carla Berl. "Existem duas opções de aplicação. A dose única, chamada de intranasal, na qual o líquido é colocado dentro das narinas do animal; e a injetável, que é aplicada em duas doses no intervalo de 30 dias". Estas duas formas protegem o cão por um ano. O preço fica entre R$ 30 e R$ 50. Uma outra forma deprevenir é utilizar roupinhas para aquecê-los. É mais necessáriopara cães que possuem pelos curtos. Os de pelo longo tem que ter mais cuidado para não deixar o pelo embaçar. Para Carla tem que ter bom-senso por parte dos donos na hora de decidir tosar obichinho nesse período de inverno.

"Os pelos protegem e aquecem. Assim, os animais sentem menos frios quando não estão com a pelagem curta demais". Uma curiosidade é que, no caso dos gatos, dificilmente eles sãoafetados pela baixa temperatura, pois normalmente se alojam nos lugares mais aconchegantes e quentes da casa.

Aquece e embeleza
Assim como nós, os cães também precisam se proteger do frio. A roupinha não só esquenta o bichinho como o deixa mais bonito. As de lã, malha e algodão devem ser de acordo com o porte do cão, pois existe de vários tamanhos. Se seu cão apresenta pelo longo o aconselhado é o uso da roupinha de malha. Mas se for de pelo curto o melhor é a de lã. O mais importante é a escolha da mais confortável a eles. "Caso ele não se adapte, invista em uma cama ou malha para esquenta-lo", é o que sugere a médica veterinária Gislaine Matos.

De olho na temperatura
Só há uma maneira de saber se seu cão está com febre ou não. A maneira é a introdução do termômetro pela via retal e na maioria da vezes eles não dixam que isso seja feito em casa. Existe uma outra forma se "presumir" o estado febtril: há perda de apetite, sonolência em demasia e aumento da temperatura em regiões com ausência de pelo. "No caso do cão, a temperatura média gira em torno de 38ºC a 39°C, portanto, maior que a nossa. Por isso é muito comum acharmos que eles estão mais quentes", explica Marcelo Quinzani, diretor clínico do Hospital Veterinário Pet Care. O nariz dos cães pode ficar seco por várias razões, entre elas a febre. Se suspeitar que seus animal apresenta algum desses sintomas, procure um veterinário.

domingo, 17 de março de 2013

Aprenda a dar o banho perfeito no seu cão

Fonte: http://colunas.revistaepocasp.globo.com/farejadorbichos/2011/01/26/aprenda-a-dar-o-banho-perfeito-em-seu-cao/



Banhar um cachorro pode ser tão complexo quanto banhar um bebê. Assim como os filhotes de humanos, os cães não podem nos avisar quando entra xampu nos seus olhos ou se a temperatura da água não está correta. Tudo o que os pets fazem é nos olhar com seus olhos tristes e sua aparência molhada e engraçada.
A solução mais garantida é entregar o seu animal para um profissional. Nos pet shops, os funcionários são qualificados para banhar e tosar os cães da maneira correta. Mas nem sempre é possível contar com um pet shop. Em viagens os cães podem se sujar, brincar na lama, rolar na grama ou até mesmo, no caso do meu cão, fazer amizade com um gambá! “Nestes casos, o dono se vê obrigado a dar um banho em casa”, afirma William Galharde, supervisor e consultor de estética de todas as unidades do Pet Center Marginal. Confira abaixo as dicas do William para você limpar seu pet sem machucá-lo ou traumatizá-lo.
Preparação:
O xampu humano deixa o cabelo bonito, então deve funcionar para os cães, certo? Não! “Tem gente que usa até sabão de coco para banhar os cachorros, mas o Ph é muito alcalino e faz mal para a pele dos animais”, diz William. Por isso, os produtos veterinários são essenciais.
A água do banho também precisa estar na temperatura adequada, pois o excesso de calor pode levar os pets à morte (como já explicamos no blog – leia aqui). “Imagine a água que você banharia um bebê. O banho para os cães deve estar no máximo nessa temperatura”, afirma o consultor. Outro detalhe importante é o cuidado com as orelhas do animal. Faça bolas de algodão hidrófobo (impermeável a líquidos) e coloque nas orelhas do cão.
O banho:
Após molhar com cuidado o seu cachorro, dilua o xampu em uma proporção de quatro partes de água para uma do produto. Isso ajudará a impedir que o xampu se acumule na raiz dos pelos. Dê atenção às patas e dobras do cão, mas evite a proximidade do xampu com os olhos e o nariz do pet. “Animais com focinho curto nunca devem receber água sobre a cabeça, ou podem aspirá-la”, diz William. Molhe apenas as laterais, tomando o cuidado de segurar as orelhas abaixadas, para impedir a entrada de água no nariz e boca do cão. Por fim, enxágue o bicho abundantemente. E tome cuidado, pois as chances dele chacoalhar e te molhar são altas!
Secagem:
Após tirar o excesso de água com uma toalha limpa, seque o animal com o secador de cabelo, utilizando apenas a temperatura fria, e mantendo a distância de pelo menos um palmo. “Os nós nos pelos são formados na raiz, e não nas pontas, como ocorre com o nosso cabelo. Por isso, escove com suavidade todo o animal”, afirma William.
Recompensa:
Para que seu pet associe o banho a algo agradável, aproveite o momento para fazer brincadeiras e carinho nele. Quando a secagem terminar, ofereça algum petisco ou uma brincadeira. Assim, seu cão ficará feliz ao ver a mangueira da próxima vez, e quem sabe não fará a triste cara de cachorro molhado.

sábado, 16 de março de 2013

Cães usados como isca para tubarão em ilha francesa

Cães e gatos, vivos e mortos, estão sendo usados como isca para tubarões por pescadores amadores na ilha sob administração francesa de Réunion, revelaram organizações de defesa dos direitos dos animais e autoridades locais.
A pequena ilha vulcânica localizada ao largo da costa oriental de África está repleta de cães vadios, mais de 150000, diz Reha Hutin, presidente da organização com sede em Paris Fondation 30 Millions d'Amis.

Hutin enviou uma equipe de filmagens a Réunion no Verão passado, para obter provas documentais de que os animais vivos estavam sendo usados como isca para tubarões, com o objetivo de expor esta bárbara prática no programa de defesa dos direitos dos animais da organização na televisão.
Um veterinário conseguiu tratar com sucesso um dos cães, o cão de seis meses de idade com um anzol no focinho que se vê na foto acima, na SPA (Société Protectrice des Animaux) da capital de Réunion, St.-Denis.

Ao contrário da maioria dos animais usados nesta prática, o cão era o animal de estimação de alguém, revela Saliha Hadj-Djilani, repórter do programa televisivo da organização. O cão tinha, aparentemente, escapado aos seus captores e foi levado à SPA por um cidadão preocupado. Totalmente recuperado, o animal já está de regresso a casa e à companhia dos donos.
Os outros dois casos descobertos pela organização francesa eram de animais vadios, que vivem agora em França com novos donos. A Fundação planeja financiar um programa de esterilização dos animais vadios da ilha para reduzir o excesso destes animais, mas não será uma tarefa fácil. Hutin refere que muitos dos locais consideram os animais vadios como pestes, "a vida de um cão vadio não tem valor nenhum lá".

O caso de Clain não é único, diz Fabienne Jouve da GRAAL (Groupement de Réflexion et d'Action pour l'Animal), uma organização de defesa dos direitos dos animais com base em Charenton-le-Pont, França. "Ultimamente, quase todas as semanas, temos encontrado cães com anzóis na ilha, para não falar de gatos encontrados nas praias e parcialmente devorados por tubarões."

Tão logo os pescadores capturam os animais, colocam-lhes imediatamente anzóis, "ou pelo menos no dia anterior, para que sangrem o suficiente". Alguns escapam antes de serem atirados ao mar, outros não têm essa sorte.

Após os anzóis serem colocados nas patas e/ou focinhos, os animais são atados a tubos infláveis com linha de pesca e largados no mar, relata o Clicanoo. Para evitar a detecção, os pescadores colocam o isco no meio da noite e regressam de manhã para verificar se capturaram algum tubarão.


"Este tipo de prática bárbara não tem qualquer tipo de desculpa em pleno século XXI", diz Jouve

sexta-feira, 15 de março de 2013

Cães farejadores ajudam a preservar baleias no Pacífico


Cientistas americanos estão usando cães farejadores para ajudar na preservação de populações de baleias no Oceano Pacífico.

A ideia de treinar cachorros para detectar fezes de baleia boiando na água surgiu da necessidade de estudar esses animais enormes que passam quase toda a sua vida embaixo da água.

"Como você estuda uma baleia de 50 toneladas? Você não pode pegar o animal, nós não podemos fazer um exame físico. Então, a única coisa que sabíamos que podíamos conseguir eram amostras de fezes, porque isso já havia sido feito nos anos 80 para estudar a dieta das baleias", explicou Roz Rolland, do New England Aquarium, em Boston, uma pioneira no uso da técnica.

As fezes contém informações sobre os níveis de estresse e fertilidade da baleia, sua nutrição e a exposição do animal à poluição. Esses dados permitem que os cientistas descubram o que está por trás do declínio da população de baleias na região.

"Há algo muito importante no uso de habilidades - que não envolvem alta tecnologia, mas que são altamente eficientes - de um animal para ajudar a preservar outro. E para os cachorros, isso é um jogo de esconde-esconde. Eles adoram", diz Rolland.

Colaboração animal
O repórter da BBC Andrew Luck-Baker passou um dia inteiro em um barco com o labrador Tucker, procurando fezes de baleia.

Segundo ele, o trabalho do cachorro é fundamental, já que as fezes boiam por, no máximo, 45 minutos antes de afundar entre as ondas. Se as condições de vento foram ideais, um cão como Tucker pode farejá-las a mais de 1,6 mil metros de distância e guiar o barco até elas.


Quanto mais amostras forem coletadas, mais robustas são as conclusões sobre o que está afetando as baleias.

As análises de laboratório já confirmaram as suspeitas de que o número de turistas aumenta o nível de estresse das baleias, através do cruzamento de informações sobre os números de barcos no mar e a quantidade de cortisol, o hormônio do estresse, presente nas amostras de fezes em um determinado dia.


Os dados revelaram que os barcos particulares geram mais estresse para os animais que as operadoras comerciais, porque tendem a chegar mais perto das baleias e agir de forma irresponsável.

Mas o grande problema para as baleias parece ser que há menos peixes, e eles são menores do que costumavam ser, disponíveis para sua alimentação hoje em dia.

Segundo os especialistas, as baleias tem que trabalhar muito mais para conseguir a mesma quantidade de comida, porque peixes como o salmão estão se tornando mais raros devido à pesca comercial e à construção de represas.

Por ajudar a descobrir informações tão importantes para a preservação das baleias, cachorros como Tucker ganham uma recompensa: uma brincadeira animada com uma bola por cada amostra de fezes descoberta no oceano.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Cão é capaz de farejar câncer de intestino, indica pesquisa



Cão câncer intestino 2
A pesquisa contou com Marine, cão labrador de oito
anos de idade. (Foto: PA / via BBC)

Um cão labrador conseguiu detectar um câncer de intestino pelo cheiro do hálito e de amostras de fezes em uma pesquisa realizada no Japão. O estudo, publicado pela revista especializada Gut, indicou que o animal foi capaz de identificar a doença mesmo em suas fases iniciais.

Outras pesquisas já haviam sugerido anteriormente que os cães são capazes de farejar câncer de pele, de bexiga, de pulmão, de ovários e de mama.

Acredita-se que a biologia do tumor inclui um cheiro distinto, e uma série de estudos já usou cachorros para tentar detectá-los.

Os pesquisadores da Universidade Kyushu, no Japão, dizem que seria difícil e custoso usar cachorros em testes de rotina para detectar câncer, mas que o estudo poderia levar ao desenvolvimento de sensores eletrônicos no futuro.

Amostras

Na pesquisa, o labrador Marine, de oito anos, foi apresentado a cinco amostras, uma das quais era de um paciente com câncer e quatro de pessoas saudáveis.

Nos testes com amostras de hálito o animal detectou a amostra com câncer em 33 de 36 vezes. Com as amostras de fezes, o cachorro acertou 37 das 38 vezes.

Mesmo o câncer de intestino em estágio inicial foi detectado, o que é conhecidamente difícil.

Segundo alguns estudos, os testes mais comuns para detectar câncer de intestino, que tentam identificar pequenas quantidades de sangue nas fezes, revelam apenas um em cada dez casos em estágio inicial.

“Pode ser difícil introduzir o julgamento do faro canino na prática clínica por conta do custo e do tempo necessário para o treinamento do cão. A habilidade do faro pode variar entre os cães e também no mesmo cão em dias diferentes”, afirma o coordenador do estudo, Hideto Sonoda.

Nariz eletrônico

Algumas pesquisas anteriores já indicaram o potencial de um “nariz canino eletrônico” para a realização de testes para identificar o câncer pelo cheiro.

“O cheiro específico do câncer existe, mas os componentes químicos (que provocam o odor característico) não estão claros. Somente o cachorro conhece a resposta”, disse Sonoda à BBC.
“Por isso é necessário identificar os compostos orgânicos voláteis específicos detectados pelos cães para desenvolver um sensor precoce de câncer”, afirmou.

Segundo ele, porém, o desenvolvimento de um sensor do tipo ainda vai exigir tempo e novas pesquisas.

Fonte: UOL Bichos

segunda-feira, 11 de março de 2013

Muito mais do que uma adoção bem sucedida...


Comecei a trabalhar no Projeto Cão Amigo desde 2005.
Para participar do Projeto os critérios são claros e simples: o primeiro e mais fundamental de todos é o comprometimento do dono! É preciso levar o projeto a sério. Participamos de uma reunião e então fazemos uma visita num dos locais. Só depois é feita a avaliação do cachorro com alguns testes em grupo, para que se veja quem são os que não são aptos, não podem jamais brigar, em grupos de 10 há 20 cães são reunidos e a reação de cada um é anotada.
O cão tem que ter alguns comandos básicos de obediência, como andar junto, sentar, ficar.... Cada cão passa por um exame individual, para analisar as reações dele. Se ele não apresentar nenhuma reação negativa, passa pelas veterinárias do projeto para ver se a saúde física dele é perfeita, vacinas, vermífugos, pulgas, e só aí ele vai para a primeira visita experimental, depois destas etapas vencidas ele é um novo voluntário de 4 patas.
Eu comecei com uma vira-lata, a Cinderela, indo no asilo São Vicente de Paulo. Sempre quis trabalhar como voluntária em algum lugar, mas não sabia muito bem no que, aí descobri o Projeto na internet, fiz os testes com a Cinderela e comecei a participar das visitas ao asilo. Em contato com os outros voluntários, humanos e peludos tive a vontade de participar das escolas especiais. Fui a uma visita e me apaixonei.
Mais ou menos neste mesmo período, encontrei no site www.dogtimes.com.br o anúncio de doação da Brenda – uma labradora adulta, de 9 anos - e na hora que eu vi o anúncio, eu tive certeza que ela seria perfeita para o trabalho nas escolas “Alternativa” e “Escola 29 de Março”, que são escolas especiais, que atendem crianças com alguma "deficiência", paralisia cerebral, autismo, sindrome de down, as crianças tem entre 1 ano e 30 anos.
Fizemos os contatos com o doador e partimos para São Paulo para buscar a Brenda.
Brenda chegou lá em casa no final da tarde de sábado, há sete meses atrás, cansada, com fome, uma senhora de 10 aninhos depois de uma longa viagem de São Paulo a Campina Grande do Sul. Só conhecia Brenda por fotos, uma enorme labradora amarela... Mas acho que quando ela chegou eu estava mais assustada do que ela... porque ela chegou e já foi entrando em casa, conhecendo seus irmãos peludos, um pouco ressabiada, mas sempre amorosa.
Pouco sabíamos sobre ela, mas sabíamos que ela AMAVA bolinhas e já no primeiro dia ganhou uma de presente e qual não foi o meu susto ao ouvir Brenda emitir uns sons muito estranhos, como rosnados, apavorada eu achava que ela estava brigando comigo, que nada, hoje esses sons são deliciosos aos meus ouvidos, é ela feliz, brincando, rebolando com alguma coisa na boca.
Em menos de 3 dias parecia que a Brenda tinha nascido na nossa casa, já estava completamente enturmada, acostumada com a nossa rotina diária. Nos recebendo sempre com muito amor e alegria quando voltamos do trabalho.
Um mês depois que ela chegou, foi avaliada pelo Projeto Cão Amigo, passou com louvor em todos os testes e começamos as visitas, com a Brenda e a Dara, uma labradora chocolate linda também. No total são 42 cães e uma chinchila. As visitas são quinzenais (nas 2 escolas) e também na Escola Fênix, além do Asilo e de uma Casa Lar.
Brenda faz visitas quinzenais às escolas levando alegria, amor, carinho a este seres especiais que para a ela se tornaram seus melhores amigos. Ela dá um show nas visitas, pelo menos aos meus olhos e aos olhos do meu marido e companheiro, Daniel.
Quando chegamos às escolas, não fazemos nenhuma apresentação especial... Simplesmente chegamos e vamos nos dispersando cada um numa sala com um cachorro, sempre respeitando as que tem medo ou não gostam. Nas duas escolas temos a felicidade de contar com a participação muito ativa dos professores e atendentes, todos nos ajudam no trabalho, retiram as crianças das cadeiras, colocam no chão, chamam os animais, pedem para as crianças agradarem é um trabalho conjunto das escolas e do projeto.
É uma emoção incrível quando chegamos com ela e ela vai sendo tocada, abraçada, beijada. Não tem palavras que descrevam o que é sentir a alegria das crianças gritando bem alto Breeeeennnnndaaaa, os olhos brilhando, as mãozinhas estendidas para minha vovó, esperando ansiosas passar as mãos no pelo macio e cheiroso.
Ah!!!!! Se todos pudessem passar meio hora da vida vendo a Brenda na escola Alternativa ou na Escola 29 de Março nunca mais esqueceria destes momentos. É emoção pura, na sua forma mais linda que só um anjo de quatro patas com um amor incondicional que não escolhe, cor, idade, sexo, tamanho, beleza pode nos ensinar.
Brenda é uma vovó que faz um trabalho lindo e sabe o porquê está ali, sim ela sabe que esta trabalhando e que é especial por este motivo.
Tenho 17 cães em casa e quando me perguntam porque não adotei um filhote sinceramente não saberia dizer com certeza qual foi o motivo, mas acho que deve ter a mão de Deus aí, porque sei que foi a melhor escolha da minha vida, na vida do Daniel, na vida dos irmãos dela, na vida dos voluntários do Cão Amigo, na vida de algumas dezenas de crianças.
Adotar um cão adulto tem muitas vantagens... a gente não passa nervoso com roupas rasgadas, coisas estradas, objetos comidos...
Tenho só uma queixa a fazer. A pessoa que me presenteou com essa cachorra MARAVILHOSA falou que a Brenda não pulava nas pessoas.......hahahahaha.....a Brenda pula sim, pula quando ta na maior bagunça com os irmãos novinhos quando volta a ser criançona, mas eu AMO isso, assim como AMO de paixão minha vovó Brenda... Porque Brenda é um anjo de quatro patas!

quinta-feira, 7 de março de 2013

Corte de orelha - Conchectomia


Conceito:
Partindo do princípio que os cães primitivos e os selvagens tinham o pavilhão auricular ereto e em forma de concha, o homem, ao longo do tempo, reconheceu que esta realidade beneficia as condições de proteção e audição. Talvez seja esta a real intenção do homem em formatar orelhas grandes e pendentes em conchas eretas em algumas raças, propiciando além de um corte estético, o fator proteção.
Parece que nós, humanos, é que quisemos aumentar o tamanho das orelhas dos cães, talvez na intenção de fechar o conduto auditivo para diminuir a audição nos cães de caça, para não se distraírem do faro como é o caso do Basset Hound, Bloodhound, Cocker Spaniel, entre outros, resultando obviamente em maiores problemas nas orelhas e conduto auditivo, como otites (infecção nos ouvidos), fungos, sarnas, otohematomas (descolamento da cartilagem por hemorragia auricular), injurias, dilacerações, alopecia, sangramento, miíases (bicheira), surdez e dermatites.
Percebemos que orelhas pendulares são sempre alvos fáceis e com pouca chance de defesa, acarretando em uma maior incidência de problemas. Um cão doméstico com orelhas pendulares se fosse solto na natureza provavelmente morreria rapidamente, pois qualquer ferimento no pavilhão, atrairia insetos, moscas, e fatalmente uma miíase ocorreria, levando o animal a morte em pouco tempo.

Novos Movimentos:
Cortando parcialmente o pavilhão, se promovem três movimentos das orelhas, o da ereção, abaixamento e rotação, dando condição ao cão de espantar insetos, se proteger de mordida de outros cães, melhorar a audição, diminuir as chances de proliferar fungos, sarnas e bactérias que induzem a otite.

Cães que mergulham:
Em cães que tem habilidade de mergulhar como o Pit Bull, as orelhas cortadas promovem uma condição ideal para a oclusão total do conduto auditivo, observamos então que o cão que tem orelhas cortadas tem melhor desempenho ao mergulhar do que o cão que tem as orelhas integras.
Estética:A partir do momento em que o homem começou a cortar o pavilhão auricular na intenção de diminuir e modificar o formato da orelha, automaticamente a evolução estética deste procedimento vem se tornando uma realidade, a ponto de ser considerado por muitos uma obra de arte, enaltecendo a expressão de muitos cães, que por vezes não tinham tal expressão definida por falta de qualidade na conformação.
Em muitos casos é feita a prática do corte de orelhas em cães mestiços, em geral no interior, com o intuito de beneficiar a condição de defesa do cão para a lida no dia a dia com animais.

Aumento da Imunidade:Alguns Autores dentre eles de la Torre - Dobermann Express – Argentina nº16 (1993), alegam que o corte das orelhas aumenta sensivelmente a imunidade do cão contra vírus do tipo Cinomose, Parvovirose entre outros.

Ensino:
Lamentavelmente os Médicos Veterinários treinados para a prática da Conchectomia, que é uma cirurgia que exige alta meticulosidade de detalhes, estão em pequeno número.
A falta de interesse das Universidades em ensinar a devida técnica para este procedimento é um fato, além de não oferecerem estes serviços nos ambulatórios cirúrgicos, favorecendo uma atuação amadora e não ética de muitos criadores, que por sua vez acabam cometendo atos de maus tratos nos cães que são submetidos a bandagens mal feitas e operados em condições higiênicas inadequadas.

Prevenindo o pior:Efetuar a conchectomia na idade jovem, com o filhote em boas condições de saúde, onde todo o procedimento é facilitado, desde a cicatrização até a colocação das orelhas na posição correta, sem dúvidas é muito melhor comparado a conchectomia feita como tratamento em cães adultos que sofrem perda parcial do pavilhão, ou tem que ser operados por alguma razão que tenha danificado o pavilhão auricular, como também no caso da necessidade da fenestração de ouvido externo, utilizada para melhorar a condição de um caso de otite crônica, sem falar nas deformidades de orelhas provocadas pelo otohematoma (provocado por trauma freqüente, como o movimento de chacoalhar das orelhas).
Indicamos a prática da conchectomia feita sob condições e técnicas sofisticadas como a de uma osteossíntese ou cesariana, onde o material cirúrgico é esterilizado e o procedimento feito por um profissional com larga experiência, e com uma condição de acompanhamento semanal do filhote para se trocar as bandagens quando necessário, nos momentos corretos, com um resultado eficiente e esteticamente admirável, e que evite qualquer desconforto no filhote, do contrário é preferível que o animal fique com as orelhas íntegras mesmo que em condições suscetíveis à problemas que nem sempre podem ser resolvidos.

Proibição:
A proibição do corte de orelhas ocorre em poucos países da Europa, dentre eles a Alemanha e Inglaterra, que adotaram uma posição radical. Entidades especializadas destes países são contrárias à proibição, a exemplo do que ocorreu na Mundial da Alemanha no ano de 2003, onde foi proibida a participação de cães operados, reduzindo sensivelmente a freqüência em pista dos melhores exemplares da Europa, e conseqüentemente não classificando os melhores cães na realidade, selecionando inadequadamente os exemplares das variadas raças.
Mesmo com a intervenção de entidades protetoras no sentido de cancelar esta exigência, as solicitações não foram aceitas, e o julgamento da raça Dobermann como exemplo foi feito frente a 40 exemplares mal representados, ao contrário das mundiais anteriores com freqüência de 400-700 Dobermanns. Portanto aqui no Brasil, como não há proibições, sugerimos que as orelhas sejam operadas por Veterinários qualificados e nas idades adequadas, como pedem os padrões das raças.

- Raças populares no Brasil que cortam orelhas:Schnauzers, Pinscher, Boxer, Dobermann, Dogue Alemão, Pit Bull, Dogo Argentino, Mastino Napolitano, Grifon de Bruxelas, American Stafordshire Terrier, Bouvier de Flandres, Cane Corso, Presa Canário.

- Técnica indicada:Sedação com anestesia local, onde o sangramento é totalmente controlado com termocautério, e com sutura em toda sua extensão, facilita-se um correto posicionamento e cicatrização. É um procedimento feito em torno de 30 minutos, podendo o filhote retornar para sua residência logo que a cirurgia termina. Os pontos devem ser removidos sete dias após a cirurgia, e as bandagens quando necessárias devem ser trocadas semanalmente até que as orelhas se posicionem corretamente.
O autor que já realizou mais de sete mil cortes de orelhas em variadas raças é contra o uso de capacete ou qualquer suporte metálico ou de plástico que possa machucar ou promover desconforto ao filhote. A sugestão é de bandagens com esparadrapo.

- Idade Ideal para o Corte das Orelhas:
   Cães de pequeno porte como Schnauzer Mini, Pinscher: 4 meses de idade.
   Cães de médio porte como Boxer, Dobermann: 2 meses de idade.
   Pit Bull: 2-4 meses
   Cães de grande porte como Dogue Alemão, Mastino Napolitano: 50-70 dias de idade.

- Correções de orelhas mal posicionadas:
Existem várias técnicas para serem utilizadas na intenção de corrigir problemas que por ventura possam ocorrer em função de complicações pós-operatórias, trazendo mais segurança nos dias de hoje para a garantia de sucesso no corte das orelhas.
Dr. Edgard Morales Brito

quarta-feira, 6 de março de 2013

Escovar dente de cão é frescura?


Não. Claro que não é todo o cão que irá permitir a escovação e nem todo o dono tem tempo ou se dispõe à escovar os dentes de seu animal 3 vezes por semana.

O tártaro acumula nos dentes dos cães da mesma forma que com que se acumula nos nossos. Quando os cães eram animais selvagens e caçavam seus alimentos, eles mastigavam pelos, matéria fibrosa como pulmões e roíam muito osso. Além disso, viviam livres e sem cuidados médicos obedecendo somente às leis da natureza: presa/predador e a lei do mais forte. Ou seja, o tempo médio de vida de um animal era muito menor que hoje e muitos dos problemas ligados ao tempo de vida, como o acúmulo de tártaro em questão aqui, muitas vezes nem chegavam a aparecer. Agora que são animais domésticos, de estimação e possuem donos preocupados com a sua saúde, tornam-se necessários cuidados antes ignorados.

Para retardar o acúmulo de tártaro que irá desenvolver uma série de doenças orais e infecções em outros locais do organismo, a escovação se faz necessária.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Os Treinados Cães de Guerra


Na primeira Grande Guerra (1914-1918), foram utilizados 400.000 cães pastores alemães. A Alemanha, desde 1883 incorporava pastores ao seu exército, sendo que no início da guerra possuíam cerca de 6.000 animais aos quais anexou mais 35.000 !!!

A França possuía um esquadrão de aproximadamente 12.000 exemplares. A Bélgica, a Itália e a Inglaterra também.

Na 2ª Guerra Mundial o uso foi efetivo, principalmente pela Alemanha com um efetivo de 200.000 cães.

Os EUA não possuíam cães de guerra, porém à partir daí começaram a receber os cães pastores e então desenvolveram centros especiais de treinamento militar para cães, denominado K-9, chegando a instruir durante o conflito cerca de 15.000 cães que participaram de batalhas na Europa e até mesmo na África.

Foram utilizados pelos Russos como cães suicidas em operações anti-tanques.

A Inglaterra possuía dois adestradores por batalhão e uma escola especial para treinamento de cães para detecção de minas.

Na Itália se destacaram como cães paraquedistas!



    

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Fisioterapia para animais idosos


Assim como acontece com os humanos, com o passar dos anos os animais sofrem os efeitos deletérios da idade. O sistema músculo esquelético (ou seja, os músculos, articulações, tendões e ligamentos) é extremamente afetado pelo desgaste. No caso dos eqüinos, principalmente daqueles destinados ao esporte, é comum o aparecimento de lesões por esforço repetitivo, e a instalação de processos crônicos como osteoartrose, tendinites, desmites e lombalgias.

Nos cães ocorre uma diminuição progressiva da movimentação, começam a “brincar” menos, diminuem a freqüência de passeios e passam uma maior quantidade de tempo dormindo. Muitas vezes isto pode estar associado a dores crônicas, principalmente se é notada uma dificuldade do animal para se levantar, subir escadas, se posicionar para urinar ou defecar e se este apresenta claudicações (“manqueiras”) intermitentes. As causas podem ser as osteoartroses, atrofias por desuso, lesões na coluna e a progressão de afecções como displasia coxo-femoral síndrome da cauda eqüina etc.

O manejo da dor crônica em animais idosos pode se tornar um desafio para os médicos veterinários e proprietários, a maioria das afecções que acometem estes animais não possuem uma cura definitiva, o tratamento em geral objetiva o alivio da dor e é feito através de medicações analgésicas como antiinflamatórios não esteroidais, corticóides e em casos severos opióides. Entretanto, o uso prolongado destes medicamentos possui efeitos colaterais que também são deletérios ao organismo dos nossos pacientes, fazendo com que muitas vezes o controle da dor seja dificultado por outros problemas como, por exemplo, as ulceras gástricas.
A fisioterapia pode ajudar nestes quadros, não de forma alternativa, mas atuando como complemento ao tratamento clínico. Entre as técnicas utilizadas para promover o conforto dos animais, destacam-se a eletro acupuntura e outras modalidades de eletroterapia (p.ex, a eletro estimulação transcutânea de baixa freqüência), massagem, luz infravermelha e crioterapia.

Na medicina humana é comum o conceito de que a ausência de movimentos é prejudicial, causando aderências em tecidos, fibroses, diminuição da amplitude de movimento articular e predispondo a obesidade, o mesmo é válido para os animais. Com a prática de mobilizações passivas, exercícios controlados e hidroterapia é possível melhorar a qualidade de vida e a motivação diária destes pacientes, tornando a velhice mais uma parte do processo de existência sem que isto se transforme em um transtorno para toda a família.
Porém, existem alguns aspectos que são fundamentais para o sucesso deste tratamento, é importante estabelecer protocolos individuais que se ajustem as necessidades de cada caso, estabelecer um prognóstico o mais rápido possível para não criar falsas expectativas nos proprietários, trabalhar em equipe mantendo sempre a troca de informações com os clínicos responsáveis e envolver o dono como parte do processo de terapia, através de recomendações simples que efetivamente ajudam na rotina de lidar com estes pacientes. E sempre é importante lembrar que na maioria dos casos estamos buscando um meio de conviver com uma condição promovendo melhora da qualidade de vida e não a cura definitiva.

Em muitos casos não é possível substituir os protocolos de medicação para o controle da dor, porém pode-se diminuir a dose e/ou a freqüência de utilização dos mesmos minimizando os efeitos colaterais. Estes ajustes são feitos pelo clinico que avalia a evolução do quadro e trabalhando em sinergismo podem utilizar a fisioterapia como mais uma ferramenta para o manejo da dor crônica.
Muitas vezes estes animais idosos necessitam um acompanhamento permanente e um estímulo constante das técnicas de fisioterapia, em geral estes são os casos que não podem ficar sem medicação e que já se beneficiam com a possibilidade de diminuir a freqüência do uso.
Figura 5: Sedinha, 10 anos, SRD, fêmea – Alongamentos para manter a mobilidade
Não apresentando contra indicações para esta finalidade, o emprego da fisioterapia ainda tem como aspecto positivo uma maior interação entre o proprietário e seu animal de estimação, seja este um cavalo idoso que pode ser novamente cavalgado de forma controlada ou um cão que necessita da presença do dono para fazer exercícios, em ambos os casos é gratificante observar a melhora e fazer parte do processo de reabilitação. Com certeza não podemos vencer os efeitos do tempo sobre o organismo, mas é possível conviver com estes e aproveitar cada dia junto aos nossos companheiros propiciando conforto e bem estar em todas as etapas da vida.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Leptospirose

A lepstospirose e enfermidade endêmica, bastante comum em épocas de chuvas. É uma doença causada por bactéria, a LEPTOSPIRA ssp, afetando a maior parte dos animais inclusive o homem. É transmitida através da urina, água e alimentos contaminados pelo microorganismo, pela penetração da pele lesada, e pela ingestão. O cão e outros animais como por exemplo rato, bovino e animais silvestres também podem contrair a doença e transmiti-la.
A doença é causada principalmente pela urina que os ratos e os camundongos deixam, de preferência próximo a lugares onde encontram algo para comer: restos de comida de cachorros, lixo, ossos etc.. Um cão que logo pela manhã, no quintal ou no jardim, focinha o rastro de um rato e lambe um pouco da urina do roedor é, na maioria dos casos, condenado.

SINTOMAS NOS ANIMAIS:
Depois de 8-14 dias de contágio, manifesta-se a icterícia, o animal evacua água quase preta, vomita fortemente e morre depois de 3 ou 4 dias.
Os primeiros sinais clínicos observados nos animais doentes são anorexia, apatia, vômito e febre evoluindo para anemia, icterícia, poliúria, polidipsia, diarréia, a urina pode apresentar-se com sangue e aparecem erosões (úlceras) na boca ou língua.


PROFILAXIA NOS ANIMAIS:
Para evitar a leptospirose a profilaxia indicada é:
1. a vacinação anual do seu animal de estimação;
2. drenagem de águas paradas; limpeza de terrenos baldios;
3. colocação de cloro na água;
4. desinfecção e limpeza do local eliminando restos de comidas que possam atrair ratos e fechar hemerticamente as latas de lixo caseiro;
5. fechamento de buracos entre telhas, paredes e rodapés;
6. controle de roedores e animais silvestres;
7. isolamento do animal portador, tratamento; e todo material que entrou em contato com o animal deve ser desinfectado ou incinerado.
8. Uso de luva ao lidar com o animal doente.
SINTOMAS NOS HUMANOS:
Período de incubação é de 5 -18 dias. Na primeira semana a pessoa sente febre, cefaléia, mal-estar e prostração, dores difusas, principalmentenas panturrilhas, conjuntivas congestas, às vezes difusões hemorrágicas.
O homem infecta-se ao pisar descalço no solo ou fazer uso da água e alimentos contaminados. O número de casos de leptospirose aumenta quando ocorrem enchentes, devido ao fato de que o esgoto pode abrigar animais portadores da doença e eliminá-la pela urina no local, e quando extravasam atingem as pessoas contaminando-as.


PREVENÇÃO NOS HUMANOS:
Evitar contato com águas de enchente, ou utilizar proteção como botas de borrachas em locais alagados;
  • Proibir pessoas de nadarem ou lavarem roupas em águas suspeitas de contaminação;
  • Combater roedores, proteger alimentos e água de consumo;
  • Não utilizar água de poço inundado;
  • Prevenção em locais de grupos de risco: operários que atuam em limpeza de esgoto, córregos, e demais áreas sujeitas a contaminação, como lavouras irrigadas (arroz), através do uso de botas e luvas;
  • Lavar e desinfetar a caixa de água, assim como observar a perfeita vedação da mesma.
Diagnóstico - Deve ser laboratorial e o material a ser enviado é o soro.

Tratamento - antibioticoterapia.
Recomendamos, novamente, a vacinação do seu cão, procure seu clínico veterinário de confiança para que se estabeleça um esquema de vacinas que garanta seguridade a você, seus familiares e seu animal.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:
- GEARY, Michael - Tudo sobre cães. Círculo do Livro, São Paulo -1978.
- GYGAS, Théo - 1000 perguntas 1000 respostas, São Paulo - 1975
- Informe Epidemiológico do S.U.S., Fundação Nacional de Saúde, 1996, Brasília.
- Publicação da Secretaria Nacional de Ações Básicas de Saúde, Divisão Nacional de Zoonoses, 1987, Brasília.

Colaboração de  Lúcia Helena S. De Cicco
Editora-Chefe da Revista Saúde Animal

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Gripe Canina


Os cachorros, como a gente, também podem pegar gripe. Em cães, essa doença é chamada de tosse dos canis ou traqueobronquite infecciosa canina. Ela é altamente contagiosa entre os cães, mas raramente evolui para algo mais grave. No entanto, os cachorros doentes podem ter muito incômodo para comer ou dormir.
Muitas pessoas pensam que, por ser chamada de tosse dos canis, essa doença só é transmitida, se o animal ficar num canil, mas isso não é verdade. Como ocorre na transmissão da gripe entre seres humanos, qualquer cachorro que compartilhar um mesmo ambiente pode pegar gripe de outro, ou seja, num simples passeio pelo parque, durante um banho no pet shop ou estada de final de semana no hotel etc.
A gripe canina é causada por diversos agentes infecciosos, entre os quais se incluem o vírus da parainfluenza, a bactéria Bordetella bronchiseptica e o adenovírus tipo 2, além de micoplasmas, reovírus e herpesvírus que também contribuem para a ocorrência dessa doença.
Na maioria dos casos, a gripe é resultado da presença de mais de um desses microorganismos, sendo que o agente mais comum é o vírus da parainfluenza que provoca sintomas leves que duram até 6 dias, se não estiver presente nenhuma bactéria.
A bactéria mais observada em casos de gripe canina é a Bordetella bronchiseptica.
O clima frio e seco favorece o aparecimento da gripe canina, que é facilmente transmitida de um animal doente para outros por meio da tosse e espirros ou objetos contaminados. A transmissão aumenta quando há aglomeração de animais, como em parques, praças, canis, hotéis, abrigos e lojas de animais.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Brasil tem apenas 60 cães guias para 2 milhões de deficientes visuais


Quando Boris, um labrador de dez anos, se aposentou, no final de 2008, Thays Martinez, 35, precisou encontrar um novo companheiro de caminhada. O escolhido foi Diesel, 2, da mesma raça. "Estamos nos adaptando, e ele é excelente", afirma a advogada, que perdeu a visão aos quatro anos e foi pioneira no uso de cão guia para se locomover em São Paulo.
Adaptação, no caso, é aumentar a sintonia entre ambos, para que o animal leia automaticamente os comandos da dona.
No Dia Internacional do Cão Guia, comemorado em 29 de abril, lá estava Diesel, que estreou na função há quatro meses, no shopping Iguatemi. Ele participou do evento de conscientização promovido pelo Iris (Instituto de Responsabilidade e Inclusão Social), fundado por Thays em 2002.
Rodrigo Marcondes/Folha Imagem
Thays Martinez, 35, posa para foto com Diesel, 2, seu novo cão guia; advogada perdeu a visão quando tinha quatro anos de idade
Thays Martinez, 35, posa para foto com Diesel, 2, seu novo cão guia; advogada perdeu a visão quando tinha quatro anos de idade
Ela ficou conhecida como a "moça do cão guia" por ter sido barrada no metrô de São Paulo em maio de 2000. Saiu vitoriosa de uma batalha judicial que fez de Boris o primeiro animal autorizado a guiar um cego pelos trens urbanos da cidade. Um marco na garantia do direito de ir e vir dos deficientes visuais.
Há muito a conscientizar e pouco a festejar sobre o assunto. Treinado nos EUA, Diesel é um dos 60 cães que guiam deficientes no Brasil, enquanto existem quase 2 milhões de cegos no país, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Só no Iris, mais de 2.000 pessoas esperam na fila por um cão guia. Um dos motivos da espera é que poucas ONGs brasileiras se dedicam ao treinamento. É o caso do Instituto de Integração Social e de Promoção da Cidadania (Integra), localizado em Brasília, que desenvolve o projeto Cão Guia de Cegos, desde 2002, em parceria com o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal.
De lá, saíram 26 cães guias que estão espalhados pelo Brasil. "Podemos capacitar mais, só que faltam recursos", diz Michele Pöttker, coordenadora do projeto que tem patrocínio de empresas como Bayer e Premier.
A ONG tem mais de 250 pessoas cadastradas para receber um cão. "O treinamento e a manutenção de cada animal custam em torno de R$ 20 mil para a entidade", estima Michele. O usuário não paga pelo cão. As únicas despesas são de alojamento e alimentação no período de adaptação -que dura de 15 a 25 dias. A diária fica em torno de R$ 60.
Já o Iris não realiza treinamento completo no Brasil. O instituto paulistano fez uma parceria com a Leader Dogs, escola de treinamento de Detroit, nos Estados Unidos. "A escola nos doa oito cães por ano, e conseguimos, a duras penas, mandar os deficientes para lá", explica Thays. O parceiro brasileiro banca passagens e um dossiê em inglês contendo informações e imagens do usuário.
O processo esbarra na falta de recursos. "Se fizéssemos o treinamento por aqui, seria menos burocrático e mais deficientes teriam cão guia", afirma. Em 2009, o Iris deve enviar mais oito cegos aos EUA.
O advogado Genival dos Santos, 30, foi um dos deficientes apadrinhados pelo Iris. "Em 2006, fui aos Estados Unidos 'buscar' meus olhos." Layla, uma labrador de três anos e meio, possibilita a vida agitada de Genival. "Ela me acorda todos os dias às 6h. Vamos a uma praça para que faça suas necessidades e seguimos para o trabalho", conta.
Genival trabalha em um banco na avenida Paulista que, segundo ele, trata Layla como "funcionária". "Ela tem uma graminha especial, dentro do banco, para fazer xixi quando der vontade."
Morador do Jabaquara, ele usa o metrô diariamente e fez amigos pelo trajeto. Mas ainda sofre com a desinformação da população: "Layla é sempre distraída pelas pessoas. Acham que ela não saberá me conduzir na escada rolante e na entrada do trem".
Incidente no metrô
A boa vontade pode atrapalhar. Há poucos dias, Genival tropeçou quando ia entrar no metrô justamente porque um passageiro tentou lhe dar a mão. "As pessoas não confiam no cão guia", constata.
Para o treinador Moisés Vieira Jr., há 13 anos na função, a principal característica que um animal deve ter para virar guia é ser fiel ao dono. "Todo cão pode aprender, desde que seja bem treinado e que tenha um comportamento que mescle segurança e obediência."
Foram tais qualidades de Boris que conquistaram Thays. O cão guia era sua sombra e adivinhava suas vontades. O sinal de que era hora de aposentá-lo veio depois de um incidente: Boris não conseguiu desviar a dona de uma escada em plena Paulista.
Resultado: ela bateu a cabeça na escada. "Eu chorava de tristeza, e as pessoas achavam que era de dor", conta Thays, que se deu conta de que era hora de dar descanso a quem lhe serviu tanto.
Para ser um cão guia
  • O animal deve ter comportamento dócil e estável, além de ser sociável, atencioso, obediente e de não se distrair facilmente.
  • No Brasil, o labrador é a raça mais utilizada, seguida do golden retriever e do pastor alemão, que é a preferida no exterior.
  • O cão selecionado vai para a casa de uma família, onde permanece por até dez meses. Em seguida, volta para a escola e fica de seis meses a um ano em treinamento específico com os treinadores.
  • Por fim, o animal treinado passa por um processo de adaptação ao usuário, de forma que o deficiente encontre um cão adequado às suas necessidades.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Displasia


A Displasia Coxofemoral (DCF) é uma patologia que se caracteriza por uma má formação da cabeça do fêmur e acetábulo devido a uma instabilidade presente na região, levando ao aparecimento de alterações osteoartróticas. Sua primeira descrição em cães foi em 1935 e também já foi diagnosticada em outras espécies como gatos, bovinos, eqüinos, animais silvestres e até o homem. Acomete todas as raças, sendo mais comum nas raças de médio e grande porte, que apresentam rápido crescimento como Pastor Alemão, Fila Brasileiro, Rottweiller, São Bernardo, Labrador entre outras, não apresentando predileção por sexo.
Os cães displásicos nascem com articulações coxofemorais normais, e ocorrem subseqüentemente progressivas alterações estruturais que incluem relaxamento articular, inchaço, desgaste e ruptura de ligamentos, arrasamento da cavidade articular, subluxação da cabeça do fêmur, erosão da cartilagem articular, ossificação subcondral, remodelação da borda acetabular e da cabeça do fêmur, e produção de osteófitos na região periarticular.

Etiologia

Acredita-se que a DCF possui etiologia multifatorial, sendo os seguintes fatores relacionandos com o desenvolvimento da doença:
  • Genético: A DCF possui herança poligênica quantitativa (aproximadamente 18 genes) de herdabilidade média a alta, ou seja quanto maior o grau de parentesco com animais displásicos maior é a probabilidade da prole ser displásica;
  • Nutricional: Dietas com altos índices de energia, proteína e cálcio proporcionam um rápido crescimento e um ganho de peso excessivo (aumenta o peso sobre a articulação) induzindo ao aparecimento da DCF;
  • Massa Muscular Pélvica: Animais com menores proporções de massa muscular pélvica possuem maiores chances de desenvolverem a DCF. Segundo Riser e Shirer os animais que apresentarem índice de massa muscular pélvica [(peso da musculatura pélvica/peso corporal) x 100] menor que 9 irão desenvolver DCF;
  • Alterações Biomecânicas: Forças musculares que atuam na articulação coxofemoral ajudam a manter a cabeça do fêmur encaixada com o acetábulo. Redução, eliminação , ou exaustão das forças musculares levam a uma instabilidade na articulação e subluxação. O rápido crescimento do esqueleto em disparidade com o crescimento muscular também induz o aparecimento da DCF;
Outros fatores como hipotrofia das miofibras do músculo pectínio, alterações que aumentam o volume do líquido sinovial, alterações hormonais (hiperestrogenismo materno), insuficiente síntese proteica, deficiência de vitamina C, excesso de exercícios na fase de crescimento e permanência do animal em pisos lisos que levam a uma instabilidade articular também estão relacionados com o aparecimento da DCF. Deve-se ressaltar que a genética atua como causa principal enquanto os demais fatores podem agravar uma predisposição já existente geneticamente.
Diagnóstico
O diagnóstico da DCF é exclusivamente radiológico. O diagnóstico a partir dos sinais clínicos não é suficiente, pois nem sempre são compatíveis com os achados radiológicos. Portanto não se deve dar um atestado de não displásico apenas pela ausência de sintomas, todos os animais devem ser radiografados.
Para ser radiografado o animal deve ser sedado para facilitar o posicionamento adequado. O animal deve ser colocado em decúbito dorsal com os membros posteriores bem estendidos, paralelos entre si e ligeiramente rotacionados internamente. A pelve deve estar simétrica e a coluna vertebral paralela aos membros.
Existem diferentes técnicas para avaliação da radiografia, as mais usadas são as desenvolvidas pela Orthopedic Foundation for Animals-EUA(OFA), pela Universidade da Pensilvânia-EUA (PennHip), pelo British Veterinarian Association- Inglaterra (BVA) e o Método de Norberg (HD). Para o atestado definitivo os animais devem possuir idade superior a 12 meses pelo BVA e pelo Método de Norberg, e idade superior a 24 meses pela OFA. As fêmeas devem ser radiografadas com pelo menos 30 dias antes ou após o cio, pois a influência hormonal pode causar uma falsa impressão de subluxação.
As estruturas anatômicas a serem analisadas na avaliação radiográfica são: 1-Borda acetabular craniolateral; 2- Margem acetabular cranial; 3- Cabeça do fêmur; 4- Fóvea; 5- Espaço articular; 6- Borda acetabular caudal; 7- Margem acetabular dorsal; 8- Junção cabeça-colo do fêmur; 9- Fossa trocantérica.
Na avaliação radiográfica o animal pode ser incluído nas seguintes categorias de acordo com as alterações presentes:
HD- (equivale aos OFA excellent e good): Animal ausente de DCF. A cabeça do fêmur e acetábulo são congruentes, sendo o espaço articular fechado e regular. Pelo Método de Norberg apresenta apresenta ângulo de aproximadamente 105º (somente como referência);
Excellent hips
HD+/- (equivale aos OFA fair e boderline): Animal suspeito de apresentar DCF, ainda é permitido o acasalamento. A cabeça e o acetábulo apresentam ligeira incongruência respeitando os limites radiográficos. Pelo Método de Norberg apresenta apresenta ângulo de aproximadamente 105º (somente como referência);
Fair hips
HD+ (equivale ao OFA mild): Animal com DCF leve, ainda é permitido o acasalamento. A cabeça e acetábulo incongruentes (mínimo de subluxação), ligeiro arrasamento da cabeça do fêmur. Os sinais de alteração osteoartróticas são mínimos ou ausentes. Pelo método de Norberg o ângulo é aproximadamente 100º;
Mild HD
HD++ (equivale ao OFA moderate): Animal com DCF média. Achatamento da cabeça do fêmur, arrasamento do acetábulo, ossificação subcondral, perda do espaço articular, formação de osteófitos, alterações no colo do fêmur, presença de subluxação. Pelo método de Norberg, apresenta o ângulo maior que 90º;
HD+++ (equivale ao OFA severe): Animal com DCF grave. Presença de luxação, arrasamento severo da cabeça do fêmur e do acetábulo (quase plano), presença de osteófitos em vários pontos, ossificação subcondral, alterações no colo do fêmur. Pelo método de Norberg, apresenta o ângulo menor que 90º;
Severe HD

Sintomas e tratamento

Os sinais clínicos geralmente começam aos 5-8 meses de idade, sendo que em alguns casos não aparecem até os 36 meses de idade. Os sintomas são extremamente variáveis, sendo que os animais podem apresentar dificuldade ao andar, levantar, correr e subir escadas; dorso arqueado, andar cambaleante e claudicação, abrasão das unhas dos membros posteriores; diminuição da amplitude de movimentação dos membros posteriores; atrofia da musculatura dos membros posteriores; sensibilidade local, sendo está exacerbada após exercícios. É importante lembrar que nem sempre existe uma relação entre os sintomas e o grau de displasia que o animal apresenta, isto é animais com displasia severa podem correr, pular e brincar enquanto que animais com displasia leve podem apresentar uma forte claudicação.
Não existe uma cura para a DCF, os tratamentos visam minimizar a dor, combater os sintomas dando uma melhor condição de vida para o animal. Nos casos mais leves recomenda-se a diminuição do peso do animal para reduzir o estresse mecânico sobre a articulação, e fisioterapia (natação) para prevenir ou aliviar o processo inflamatório presente. Nos casos mais graves podem ser usados antinflamatórios não esteróides para o controle da dor, como também podem ser associados precursores de proteoglicanos que são um importante constituinte da cartilagem hialina que forma a articulação. Os tratamentos cirúrgicos incluem osteotomia tripla pélvica (TPO), remoção completa da cabeça e do colo do fêmur, artroplastia completa da articulação, entre outros.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Examine o seu animal


Seguindo o roteiro abaixo, você será capaz de examinar seu amigão minuciosamente. Tornando esse exame uma rotina mensal, será possível saber se é preciso recorrer a ajuda do médico veterinário. Independente desse exame, o veterinário deve ser consultado anualmente para avaliação e vacinação do animal. Se você for comprar um filhote, esse roteiro será muito útil para reconhecer um animal saudável.
1. Cabeça
Comece examinando os olhos do seu amigão:
- devem estar claros, sem inchaço ou secreção purulenta (amarelada);
- abaixando a pálpebra inferior, a parte interna (conjuntiva) deve estar rósea. Qualquer sinal de palidez excessiva (conjuntiva branca) pode indicar anemia.
- observe manchas brancas ou embaçamento na parte escura dos olhos.

Passe para as orelhas:
- examine a parte interna, externa e as bordas;
- observe se há falhas ou crostas que podem indicar ácaros ou sarna;
- o ouvido sadio não tem secreção ou odor. Se notar cheiro fétido no ouvido do seu animal, bem como secreção amarelada ou amarronzada ao limpar com um chumaço de algodão, leve-o ao veterinário para que ele diagnostique uma possível otite.

Examine a boca (desde que seu cão ou gato seja manso):
- levante o lábio superior do animal e observe as gengivas. Elas devem estar róseas, palidez excessiva pode indicar anemia;
- a língua deve ter coloração rósea sempre. Se o seu animal apresentar a língua arroxeada (exceto os chow chows) ou azulada após exercitar-se, consulte o veterinário;
- observe se todos os dentes estão firmes e inteiros. Dentes moles ou quebrados podem causar dor ao animal;
- a presença de tártaro, placas duras e amareladas nos dentes, conferem um hálito bem desagradável ao seu amigão. Se for o caso, leve-o para uma limpeza dentária;
- podem aparecer verrugas em abundância na boca ou lábios dos animais, assim como placas brancas no interior da boca. Nesses casos, consulte o veterinário.

Atenção para o focinho:
- normalmente ele está úmido e frio;
- não deve haver secreção, a menos que o dia esteja muito quente, quando o animal pode "transpirar" pelo focinho;
focinho seco e quente nem sempre indica febre. Se isso ocorrer, observe o animal e aguarde outros sinais como perda de apetite. No caso de febre, além do focinho, as patas e orelhas ficam muito quentes;
- focinho despigmentado (branco) exige a proteção de um filtro solar.
2. Pelagem
Examine a pelagem do seu animal com atenção:
queda uniforme de pêlos, sem apresentar falhas, pode tratar-se de muda anual;
- observe a presença de parasitas como pulgascarrapatos ou bernes (a pele apresenta um orifício e um nódulo abaixo dele);
- cães podem ter piolhos, parasitas que não se movem, são pequenos e acastanhados. Surgem em condições de higiene precárias em canis;
- falhas na pelagem, crostas ou ferimentos devem ser analisados pelo veterinário;
- a presença de nódulos ou verrugas grandes e/ou numerosas também merecem a atenção do veterinário.
3. Corpo
O exame de órgãos internos não é possível ao leigo. Se houver problema em qualquer órgão sempre haverá uma manifestação externa como vômitos, diarréia, excesso ou falta de urina, ingestão exagerada de água, tosse, cansaço, dor ao se movimentar ou tentar pular, "engasgo" após exercício ou excitação, etc. Se notar algum desses sinais, que perdurem por mais de 2 dias, leve seu cão ao veterinário.

- observe se o seu animal está acima do peso. Esse é um parâmetro muito subjetivo, pois aquilo que pode ser "obesidade" para o veterinário, pode não ser para o dono do animal. Se as costelas do cão estiverem aparecendo, é fácil deduzir que ele esteja abaixo do peso. Por outro lado, se o animal perder a "cintura" (curvatura da região do flanco), desconfie que ele esteja muito gordo;
- barriga inchada nem sempre é sinal de muita comida, o animal pode ter vermes;
- na região do ventre (parte inferior da barriga), note se há algum volume na cicatriz do umbigo. Cães e gatos também podem ter hérnia, principalmente os filhotes.

No caso das fêmeas, principalmente, é preciso examinar todas as tetas (cadeia mamária) em busca de nódulos, inchaços e secreções. As cadelas e gatas podem ter tumores, benignos ou não, nas glândulas mamárias. Nas fêmeas castradas antes do primeiro cio, ou até 1 ano de idade, a chance desses tumores é muito pequena. A castração é um método de prevenção.
4. Patas
Flexione e estenda os membros do seu animal suavemente:
- se ele sentir qualquer dor, que persista a um segundo exame, leve-o ao veterinário. Alguns animais detestam que mexam em suas patas. Tente diferenciar a dor do medo;
- olhe entre os dedos das patas e procure por parasitas (carrapatos) ou ferimentos;
- faça o mesmo na parte de baixo, entre as "almofadinhas" (coxins) dos pés;
- se as unhas estiverem muito compridas, leve o animal ao pet shop ou ao veterinário para apará-las.
5. Genitais
No macho, constitui-se do pênis, prepúcio (pele que recobre o pênis), testículos e bolsa escrotal (pele que reveste os testículos). Na fêmea, você observará a vulva que a porção externa da vagina.
- tanto no macho quanto na fêmea, observe a presença de secreção nos genitais. Se for abundante, procure o veterinário sem demora, principalmente, se você tiver uma fêmea acima de 7 anos;
- no macho, note se os dois testículos estão na bolsa;
- atente para a pele que reveste os testículos ("saquinho"), ela deve estar livre de irritações ou feridas;
- os 2 testículos devem apresentar o mesmo tamanho.
6. Cauda
Curto ou longo, não esqueça do rabinho do seu amigão. É em sua base que as pulgas gostam de se aglomerar causando desconforto e feridas pela coceira. Animais de cauda longa e pesada podem ter ferimentos na ponta. Chegando na cauda, o exame do seu animal estará completo!
ATENÇÃO! Esse exame básico NÃO SUBSTITUI O ATENDIMENTO VETERINÁRIO, pelo contrário, ele visa reconhecer problemas prematuramente para você buscar ajuda do profissional veterinário à tempo. Consulte o veterinário regularmente.

Sorria! Cuide bem do seu gatinho!