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terça-feira, 3 de junho de 2014

Donos de gatos e de cachorros têm personalidades distintas, diz estudo

Para os pesquisadores, quem gosta de cachorro é mais ativo e sociável, e os amantes de gatos são mais introvertidos e sensíveis

Cães e gatos: o animal de estimação preferido pode ter relação com a personalidade de seu dono
Cães e gatos: o animal de estimação preferido pode ter relação com a personalidade de seu dono (Thinkstock)
Pessoas que gostam de gatos ou de cachorros têm personalidades diferentes. É o que sugere um novo estudo, feito por pesquisadores da Universidade Carroll, nos Estados Unidos. Os autores mostraram que os amantes de cães tendem a ser mais ativos e sociáveis, e também a seguir mais regras, enquanto os apaixonados por felinos seriam mais introvertidos, sensíveis e mente aberta.
Para Denise Guastello, professora de psicologia e principal autora do estudo, as diferenças de personalidade podem estar relacionadas ao tipo de ambiente que essas pessoas preferem. Um dono de cachorro tende a gostar de sair, ver outras pessoas e levar seu animal de estimação para passear, enquanto os indivíduos introvertidos e sensíveis podem preferir ficar em casa lendo um livro.


Estudo — A pesquisa, apresentada no último sábado no evento anual da Associação de Ciência Psicológica (APS, na sigla em inglês), em São Francisco, foi realizada com 600 estudantes universitários. Além de responder se preferiam gatos ou cachorros, os participantes falaram sobre as qualidades que mais gostavam em seus bichos de estimação e responderam uma série de perguntas com objetivo de avaliar sua personalidade.


Preferências — 60% das pessoas preferiram os cachorros, enquanto apenas 11% se consideraram amantes de gatos — os demais escolheram os dois bichos, ou nenhum deles. O companheirismo do animal foi a característica preferida pelos proprietários de cães, enquanto a afetividade foi o traço mais citado por aqueles que tinham gatos. A autora afirma que as pessoas podem escolher seus animais de estimação com base em sua própria personalidade. Os bichanos, por exemplo, são mais independentes e receosos em relação aos outros, de modo que uma pessoa com tais características tenderia a admirá-las quando projetadas no animal.
Os autores afirmam que pesquisas desse tipo podem melhorar terapias que tratam doenças por meio da interatividade entre animais e humanos. Denise alerta, porém, para o fato de que, por ter sido realizado com universitários, o estudo pode não se aplicar a todas as faixas etárias.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Sozinho em casa

Sair para trabalhar e deixar o cão sozinho pode causar Síndrome de Ansiedade de Separação nos pets, uma doença que leva ao estresse e à depressão. Veja algumas dicas que podem ajudar você a driblar este problema.
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Quem disse que os animais não sentem os efeitos da vida frenética e da correria das grandes cidades? Assim como a gente, os pets também sofrem de estresse, transtornos de ansiedade, solidão e tantos distúrbios que antes se pensava serem comuns somente em humanos.
A rotina agitada de trabalho, trânsito e obrigações profissionais, muitas vezes, exige que deixemos o cachorro sozinho em casa o dia todo. O problema é que alguns animais podem desenvolver Síndrome de Ansiedade de Separação, um dos problemas comportamentais mais comuns em cães.
“O distúrbio ocorre quando os cães são afastados de seus donos ou ficam sozinhos. Com isso, eles passam a apresentar um comportamento inadequado ou indesejado”, explica a Dra. Amanda Cologneze Brito, médica veterinária e assistente técnica do Laboratório Veterinário Mundo Animal.
Aprenda alguns truques para acostumar seu amigo a ficar um tempo sozinho em casa - flickr
Aprenda alguns truques para acostumar seu amigo a ficar um tempo sozinho em casa
Segundo a veterinária, os sintomas mais comuns são depressão, latidos excessivos, lambedura descontrolada nas patas ou em todo o corpo, xixi e cocô fora do lugar, destruição de objetos. Além de prejuízos financeiros aos donos, o problema traz tanto estresse ao ambiente doméstico que chega a ser uma das maiores causas de abandono e eutanásia de animais.
Síndrome de Ansiedade de Separação
Mal que atinge cães de todas as raças, portes e idades, o Síndrome de Ansiedade de Separação, quando não diagnosticada ou tratada, traz o estresse para todo o ambiente doméstico.
O trauma é gerado em razão do medo do cão em ser abandonado. Deixado sozinho, o pet sente-se ameaçado, pois não entende que a situação de “solidão” é temporária – somente até os donos voltarem para casa após o trabalho, por exemplo.
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De acordo com uma pesquisa realizada pelos alunos da Unicastelo de Fernandópolis, interior de São Paulo, o transtorno acontece em razão do estilo de vida da maioria dos proprietários, que passam muito tempo fora de casa por motivos profissionais e pela falta de disponibilidade para estar com seus cães.
Como evitar:
  • Fique de olho no comportamento de seu cão: latidos demais, agitação, destruição de objetos e sujeira no lugar errado podem ser sinais de que há algo errado com ele.
  • Passeie, passeie, passeie: animal precisa de atividade. Leve-o para caminhadas e brincadeiras fora de casa ou no quintal.
  • Apego: é quase impossível não se apegar ao cão, mas saiba que estudos comprovam que cachorros que dormem na mesma cama de seus donos, por exemplo, são mais propensos ao problema.
  • Questão de treino: acostumar o cão a ficar sozinho desde filhote é uma dica valiosa. O treino da gaiola é uma boa maneira de ensinar a ele.
  • Ajuda profissional: procure sempre um veterinário, pois ele tem as respostas para suas dúvidas e é a figura essencial para o diagnóstico do seu cão.
Treino da gaiola
A técnica pode ser aplicada em filhotes a partir de 45 dias de idade e ajuda o animal a se acostumar com ausências durante o dia de trabalho.
  • Arrume um cercado ou cômodo com espaço suficiente para o filhote se movimentar. O lugar precisa ser arejado, confortável, com água, brinquedos e um cantinho para suas necessidades.
  • Acostume o cãozinho a ficar, dormir e brincar neste local, mas sem fechar a portinha ou a porta do cômodo.
  • Depois de uma semana, comece o treino deixando o filhote por um curto espaço de tempo, fechado no local escolhido, sem que tenha contato visual com você.
  • Quando o tempo acabar, se o filhote estiver calmo, abra a porta e brinque com ele de modo tranquilo.
  • Vá gradativamente aumentando o espaço de tempo em que o animal fica fechado neste espaço, chegando ao máximo de 1h30.
  • Antes do treino, não corra atrás do cão para pegá-lo.
  • Ofereça comida ao filhote 15 minutos depois do fim do exercício.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Mau hálito em cães e gatos

Falta de higiene é a grande causadora do mau hálito, da placa bacteriana e do tártaro, problemas que, se não tratados, podem levar à perda dos dentinhos.
Língua para fora, respiração ofegante, rabo abanando. Quando você se dá conta, já ganhou uma lambida daquelas no rosto. Vai dizer que não é uma delícia? A única coisa capaz de estragar esta brincadeira é o mau hálito. E olha que este “bafinho” é mais comum do que a gente imagina e dá sinais de que a boca de seu cão ou gato precisa de atenção.
Em 90% dos casos, o problema se deve à falta de higiene, o que leva ao surgimento da placa bacteriana e tártaro nos dentes. Segundo o médico veterinário Roberto Fecchio, especialista em odontologia, “apenas animais com algum problema bucal vão apresentar o mau hálito”. Para evitar danos maiores, o aconselhável é que os pets tenham seus dentes escovados todos os dias. “A placa bacteriana aparece em decorrência de organismos que se unem à saliva e restos de alimento, grudando nos dentes. Essas bactérias fermentam e soltam gases responsáveis pelo mau hálito. Para evitá-las, a escovação é importante desde filhote.”
O especialista recomenda também o uso de produtos específicos para a limpeza dos dentes, como biscoitos, rações, brinquedos ou mesmo medicamentos para esta finalidade e que podem ser colocados na água do animal. Além de prevenir o mau hálito, escovar os dentes do pet também afasta a doença periodontal, uma infecção grave que, apesar de não ter cura, pode ser controlada com antibióticos. O problema facilita a entrada de bactérias na corrente sanguínea, que, por sua vez, chegam ao coração do animal, rins, fígado, entre outros órgãos. A perda progressiva dos dentes é outra consequência.
Esse foi o caso de Tulinha, o gato de Ricardo Acerbi. Aos 7 anos, a gengiva avermelhada sempre foi marca registrada do bichano. Com o passar do tempo, a inflamação atingiu a raiz de um dos dentinhos e aí a extração foi inevitável. “Nunca escovamos muito os dentes dele. Só resolvemos comprar escova e pasta quando o dente já parecia meio mole. Era tarde demais, ele precisou ter o dente arrancado”, conta o publicitário. Hoje, o banguela tem os dentes escovados com frequência e ingere um medicamento misturado à sua água, o que impede o acúmulo de tártaro.

Escovando os dentes

Segundo Fecchio, acostumar os filhotes desde cedo à escovação é a melhor dica tanto para cães quanto para gatos. Basta colocar um pouco de pasta no dedo e esfregar cuidadosamente. Nem pense em utilizar produtos de higiene para humanos. O material é tóxico e pode causar intoxicações.Utilize escovas e pastas próprias para o uso veterinário. Existem no mercado pastas com sabores de carne ou frango, que facilitam a aceitação pelos animais. Outra recomendação é tentar transformar a hora de escovar os dentes em um momento de diversão. Como? Evite movimentos bruscos, broncas ou qualquer gesto de agressividade. “Uma boa ideia é fazer bastante carinho no animal, conversar com ele, fazer um passeio ou dar um agrado após a escovação”, orienta o profissional.

Sorriso branco

Quando a escovação não é frequente e o animal tem tendência ao tártaro, é necessário extraí-lo no consultório. Neste caso, realiza-se uma cirurgia odontológica com anestesia geral. Com a raspagem e polimento dos dentes, é feita uma limpeza completa.

Prevenir sempre

Fecchio alerta ainda que levar os bichinhos anualmente a um especialista em odontologia faz toda a diferença. Exames simples já detectam diferenças na coloração e no aspecto dos dentes e da gengiva. “Quando os pets forem levados ao clínico geral também é recomendável que o dono peça ao veterinário para analisar a boca do animal”, finaliza o especialista.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

PASSAPORTE PRA CÂO E GATO!


Documento não é obrigatório, mas pode substituir certificado atual.
Algumas unidades pelo país ainda não iniciaram o requerimento.

Do G1, em São Paulo
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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento começou a emitir nesta segunda-feira (24) o passaporte para cães e gatos.
O documento poderá substituir o atual Certificado Veterinário Internacional (CVI) e não é obrigatório -- caberá ao dono decidir se prefere aderir ou não. De acordo com a veterinária Mirela Eidt, fiscal do ministério, a vantagem de tirar o novo documento é que as informações estarão todas reunidas em um lugar só, e o passageiro perderá menos tempo esperando a liberação do animal para o transporte.
Antes de fazer o passaporte, o proprietário deve procurar um veterinário em estabelecimento especializado para implantar um microchip no animal para facilitar sua identificação em qualquer país. O objeto tem o tamanho de um grão de arroz e fica sob a pele do bicho.
Para tirar o documento, é preciso ir até as unidades do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), situadas em aeroportos, portos e postos de fronteira nos estados.
G1 ligou para 10 das unidades e em sete delas (Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Porto Alegre, Fortaleza, Campinas, Campo Grande) foi informado pelo atendente de que o local ainda não estava fazendo o requerimento do passaporte e que aguardava orientações do ministério para iniciar o processo. Em Recife, Belém e Brasília foi informado que o requerimento já pode ser feito.
De acordo com o ministério, os passaportes ainda não foram entregues às unidades, mas o requerimento já pode ser feito em todas elas, já que o prazo de emissão do documento é de 30 dias.
Países
Passaporte cães e gatos (Foto: Reprodução/Diário Oficial da União)O modelo do passaporte (Foto: Reprodução/Diário Oficial da União)
Por enquanto, os únicos países que aceitam o Passaporte para Trânsito de Cães e Gatos são os do Mercosul: Uruguai, Paraguai, Venezuela e Argentina. Mas, segundo o ministério, ainda em março deve ocorrer uma atualização com a inclusão de mais países, como os da União Europeia.
Entre as informações que constam do documento estão o nome e endereço do dono; a descrição do animal; nome, espécie, raça, sexo, pelagem e data estimada de nascimento; número de identificação eletrônica do animal (microchip); dados de vacinação e exame clínico fornecidos por médico veterinário. Ele será expedido nos idiomas português, inglês e espanhol.
É preciso levar, para fazer o requerimento, um documento de comprovação de aplicação do microchip, atestado de saúde do animal e documentos de identificação e comprovante de residência do proprietário. O animal deve ir junto com o dono para a solicitação.
O passaporte vale por toda a vida do bicho, mas as informações sanitárias devem ser validadas a cada nova viagem.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Gatos e PIF: A Mutação Rara, Mas Fatal

       Sem vacina segura, sem diagnóstico fiável e sobretudo sem cura, a PIF é a infecção mais mortífera nos gatos. Uma vez detectada, a esperança de vida restante do gato cai para 2 anos.
       A Peritonite Infecciosa Felina (PIF) é causada por uma das dezenas variantes do coronavírus. A presença do coronavírus nos gatos é uma doença benigna, que geralmente não causa sintomas e que os gatos acabam por combater eficazmente através da acção do próprio sistema imunitário. Na realidade, a maioria dos donos não chega a saber que o gato esteve infectado por este vírus. Contudo, em 1 a 3% desses casos, o coronavírus degenera numa variante imunomediada quase sempre letal.

PIF e o sistema imunitário

         O desenvolvimento da PIF está intrinsecamente ligada ao estado em que se encontra o sistema imunitário. A PIF geralmente surge em gatos com um sistema imunitário deficitário: pouco desenvolvido em gatos jovens, até dois anos, enfraquecido em gatos idosos, com mais de 14, ou debilitado em gatos adultos, frequentemente devido ao stress.
         Gatos com outras doenças que afectam o sistema imunitário, tais como leucemia (FeLV), ou uma espécie de SIDA (FIV) estão mais vulneráveis ao desenvolvimento da PIF.
         Paradoxalmente, um sistema imunitário combativo não faz com que a progressão da PIF abrande, pelo contrário, vai gerar a aceleração da doença se esta já estiver instalada.

PIF e Portadores

        Nem todos os gatos nos quais se verifica a presença do coronavírus desenvolvem sintomas. Em alguns, a doença manifesta-se meses ou anos após a infecção ocorrer e, durante este tempo, podem infectar outros gatos.
        Os gatos que se encontram em risco são aqueles que convivem com gatos vadios e os que partilham a casa com outros gatos. Por gatos que convivem com felinos de rua não se entende gatos que são passeados. Mas são de facto os gatos que habitam sozinhos e que não saem de casa que menos riscos correm de desenvolvem esta doença.

Tipos de PIF

         Existem dois tipos de PIF: a Húmida ou Efusiva e a Seca ou Não-Efusiva. Ambas podem causar diarreia, perda de peso e letargia. Na verdade a PIF não se trata de uma inflamação do peritoneu, mas sim de uma inflamação dos vasos sanguíneos, vasculite.

PIF Seca ou Não-Efusiva

A PIF Seca é uma forma crónica da doença que se não for tratada pode dar origem à variante húmida. É mais difícil de diagnosticar pois os sintomas que apresenta não são exclusivos desta doença.

Sintomas

Lesões ocorrem por todo o corpo e os sintomas variam de acordo com os órgãos afectados (rins ou fígado, por exemplo). Muitos gatos desenvolvem inflamações oculares e/ou problemas neurológicos, tais como paralisia ou ataques. Gatos com PIF Seca podem ainda desenvolver icterícia, ou seja, obterem um tom amarelado na pele, que é mais visível no nariz.

PIF Húmida ou Efusiva

Esta é a variante mais grave pois para além dos sintomas que são verificados na PIF Seca, há também acumulação de fluídos devido à danificação dos vasos sanguíneos.

Sintomas

Na maioria dos casos de PIF Húmida, 60 a 70%, há acumulação de fluídos no corpo, mais comummente no abdómen, o que gera um inchaço na zona abdominal. O mesmo pode acontecer na zona toráxica, o que pode causar problemas respiratórios adicionais.

Diagnóstico

 A detecção da PIF não é tão fácil como à partido poderia parecer. Os sintomas são comuns a outras doenças e ainda não há nenhum método em que não ocorram falsos negativos ou falsos positivos, ou seja, gatos que se pensava estarem infectados e mais tarde verifica-se que não, e gatos que se pensava não estarem infectados e mais tarde verifica-se que estavam.

Métodos de diagnóstico:
  • Teste do coronavírus – este teste verifica se existem anticorpos do coronavírus presentes no gato. Mas a presença deste pode dever-se a qualquer outra variante do coronavírus que não seja PIF. Os anticorpos permanecem mesmo depois de o vírus desaparecer, ou seja, pode dar-se até o caso de o ter estado, e não estar actualmente, infectado com o coronavírus.
  • Polymerase Chain Reaction (PCR) – é uma das formas de detectar especificamente o PIF, mas podem ocorrer falsos positivos, pois a presença do vírus nem sempre indica doença.
  • Análises do fluído abdominal/toráxico / Raio-X – Só resulta nos casos de PIF Húmida
  • Análise de Células dos rins ou fígado – É feita com anestesia local através da aspiração. Pode ser indicativa no que diz respeito ao despiste de outras doenças.
  • Biópsia – é a única forma eficaz de diagnosticar PIF. Mas submeter um animal debilitado a uma operação para recolher amostras de um órgão é sempre arriscado. Muitos dos diagnósticos de PIF só são certificados por isso depois da morte do animal através de biópsia.
  • Combinação de análises de sangue – Esta é a forma mais útil, embora não seja 100% eficaz, a fiabilidade dos resultados é alta. Podem ser feitas várias combinações de valores. Um exemplo é: uma contagem baixa de glóbulos brancos, valores altos de globulina e um teste positivo a anticorpos do coronavírus geralmente apontam para um caso de PIF com bastante certeza.


Tratamento


Infelizmente não há tratamentos eficazes contra a PIF. Os gatos são assim medicados na tentativa de eliminar ou aliviar sintomas. Contudo, não há cura para a doença.

Eutanásia


Nos casos em que se manifestam sintomas e em que há um diagnóstico sólido, a eutanásia é praticamente inevitável. O tratamento pode resultar no alívio temporário dos sintomas, mas eventualmente a doença progride. Alguns gatos recuperam, mas os casos são raros e constituem a excepção à regra.

Antes de optar por esta solução tenha a certeza de que se trata de PIF, pois como foi referido anteriormente, nem todos os coronavírus causam PIF.

Prevenção


Ainda não é claro como é que o coronavírus é transmitido entre gatos, mas sabemos que o vírus sobrevive durante 3 semanas a temperatura ambiente e que as secreções são um foco infeccioso. Pensa-se que os principais meios de transmissão sejam a ingestão de fezes e os espirros.

Existe alguma controversa em relação a casos de diagnóstico positivo em gatos que partilham a casa com outros felinos. Por um lado, para evitar a propagação do vírus a outros gatos, geralmente aconselha-se o isolamento do gato infectado dos outros, mas isto provoca stress no gato e acelera a doença. Sem forma de despistar a PIF de forma segura nos outros gatos, estes já podem estar também infectados.

Por outro lado, se decidir manter os gatos juntos, a probabilidade de virem todos a desenvolver PIF e terem todos o mesmo destino, a eutanásia ou morte, é significativa. Aconselhe-se com o seu veterinário sobre a melhor forma de lidar e conter a doença.

A PIF não é transmissível a humanos ou outros animais não-felinos, embora também se possa encontrar o coronavírus nos humanos, por isso nunca isole o gato com PIF dos humanos ou outros animais tais como os cães.

A higiene é a mais importante arma contra esta doença. O coronavírus está presente nas fezes dos gatos e a caixa de areia deve ser limpa diariamente. Um desinfectante comum é suficiente para erradicar o vírus.

A par destas precauções, certifique-se de que o gato se sente bem na sua casa com a sua família. Gatos em stress estão mais vulneráveis à PIF e a qualquer outra doença.

Existe uma vacina no mercado, mas por ser recente, ainda não é clara a sua eficácia. Estudos apontam em direcções diferentes, por isso siga o conselho do seu veterinário em relação a este assunto. Geralmente só é aconselhada a administração da vacina em gatos que vão viver em casas onde o vírus esteve presente ou em animais em contacto com gatos vadios.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Piometra de 2 kg.


             

            O que dizer de uma piometra de 2 kg em uma cadela que pesou 7 kg antes de entrar para a cirurgia, realmente um fato inedito na minha carreira, o bom que a cadela Sara esta se recuperando muito bem, e tem mais vida pela frente. Por isso que ser Veterinario me orgulha muito e me enche de vontade de salvar muitos animais ainda.

sábado, 20 de abril de 2013

10 beneficios dos pets à saúde e ao bem estar humano.

10 benefícios dos pets à saúde e ao bem-estar humano

As vantagens vão da redução da pressão arterial à melhora na depressão, veja

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Ter um animal de estimação traz benefícios à saúde física e mental em todas as idades

O melhor amigo do homem também pode ser o melhor amigo da saúde do homem. Mais do que pequenas (ou grandes) bolas de pelo, os pets podem ser fundamentais aliados para uma maior qualidade de vida.
Ao fornecer companhia, carinho, conforto, entretenimento e, principalmente, amor incondicional, gatos, cachorros, chinchilas, pássaros e até mesmo animais maiores, como cavalos, trazem a seus donos e a quem convive com eles benefícios como melhora da autoestima, aumento da prática de atividades físicas e maior convívio social.
As vantagens da convivência com animais se estendem da infância à tarceira idade. Por ser uma etapa da vida repleta de aprendizados diários, a infância beneficia-se do contato com um animal de estimação pelo auxílio no aprendizado de valores como respeito, cuidado e responsabilidade, além de ter no pet um carinhoso e animado companheiro para os momentos de diversão e brincadeiras.
Já para a terceira idade, etapa em que é comum um maior afastamento dos familiares e isolamento social devido ao ritmo mais desacalerado de vida, o animal é o companheiro ideal de todas as horas, sempre disponível para oferecer carinho e companhia, além de contribuir também para o resgate da sensação de prazer relacionada ao cuidado com o outro (alimentação, cuidados com a saúde e higiene etc.).
Em casos de doenças e/ou condições de pessoas portadoras de necessidades especiais, o auxílio da terapia assistida com animais é valioso:
“Nestes casos, o cão funciona como um facilitador do processo terapêutico, podendo ser usado em qualquer especialidade da área da saúde, de acordo com a necessidade do paciente”, esclarecem as psicólogas Cristiane Blanco e Laís Milani, diretoras de Terapia Assistida por Animais do Instituto Nacional de Ações e Terapias Assistidas por Animais (INATAA).
Como a terapia funciona como um agente motivador para o tratamento em diversas especialidades, qualquer paciente que apresente um quadro crônico físico ou psicológico pode se beneficiar dela.
“É o caso de pacientes que apresentem algum tipo de dificuldade na interação social, bem como pessoas institucionalizadas, portadoras de síndromes genéticas, paralisias, problemas de aprendizagem, entre outros”, acrescenta Laís.
Veja a seguir 10 benefícios dos pets à saúde humana.
1. Proteção contra alergias
Uma hipótese levantada recentemente por pesquisadores é a de que o relaxamento obtido com o contato com os cães, por exemplo, pode elevar os níveis de imunoglobulina A, um anticorpo presente nas mucosas que evita a proliferação de vírus ou bactérias e é de grande importância na prevenção de várias doenças, inclusive as alergias. 
2. Socialização
Animais de estimação fazem parte de um tema de interesse comum, frequentemente alvos de conversas que estimulam a aproximação entre pessoas. Por ser um animal social, ou seja, que requer convívio com outros cães para a manutenção de sua qualidade de vida, o cachorro naturalmente oferece um estímulo para que os donos frequentem parques e outros ambientes que favorecem a interação social.
3. Alívio do estresse
Estudos indicam que a interação entre homem e animal traz uma sensação de bem-estar e conforto, resultando na diminuição dos níveis de cortisol – hormônio relacionado ao estado de alerta e que também é conhecido como o "hormônio do estresse", causando diversos problemas à saúde quando encontrado em níveis elevados na corrente sanguínea.
4. Redução da pressão arterial
O mesmo bem-estar provocado pela interação com o pet reduz os níveis de adrenalina – relacionados ao aumento da pressão arterial – e libera da acetilcolina. Esse neurotransmissor está envolvido no estado de tranquilidade, na diminuição de pressão arterial, frequência cardíaca e frequência respiratória, além de desempenhar um importante papel nas funções cognitivas, como a aprendizagem. 
5. Combate à depressão
As trocas de carinho, compreensão, apoio e segurança observadas na relação humana com os animais de estimação favorecem o aumento da autoestima, o senso de valor próprio, o estabelecimento de hábitos positivos e o interesse pelo outro, questões que estão entre as centrais da depressão.
6. Elevaçao da auto estima
Ao sentir o carinho, o amor e a atenção do pet, o dono de um animal de estimação se dá conta do quão importante é para a vida de seu animalzinho. Isso faz com que se sinta também mais importante e confiante em suas próprias capacidades. 
7. Liberação de "hormônios da felicidade"
Estudos indicaram que a troca de afetividade entre humanos e animais tem como um dos principais efeitos o aumento da produção e liberação de serotonina e dopamina, os responsáveis pela sensação de prazer e alegria.
8. Incentivo à prática de atividades físicas
Xô, sedentarismo: ter um animal de estimação (em especial, um ou mais cães) obriga até o mais ferrenho sedentário a pelo menos duas visitas diárias às calçadas e/ou parques e praças da vizinhança, uma medida sanitária essencial para a saúde do bichinho. Tal "exercício" pode ser o primeiro passo em direção a uma rotina de atividades físicas regulares, essenciais à saúde humana.
9. Diminuição da solidão
Seja pela companhia do próprio animal e/ou pela estimulação de uma maior interação social por meio dos passeios com o pet, a sensação de solidão tende a ser amenizada a partir da convivência com um parceiro para todas as horas que o acompanha e espera pacientemente (ou, às vezes, nem tanto...) 24 horas por dia, sete dias na semana.
10. Senso de responsabilidade
Cuidar de um animal envolve uma série de rituais diários e eventuais, como alimentação, manutenção da higiene, banho e passeios. Assumir tais compromissos envolve responsabilidade da parte do dono – assim, ter um pet pode ser uma incalculável lição de responsabilidade e compromisso para as crianças, por exemplo. 
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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Radiologia Veterinária: Entenda a importância para um bom atendimento clínico


radiologia é definida como a parte da ciência que estuda os órgãos e estruturas internas do corpo com o auxílio de equipamentos que emitem feixes de radiação para formar imagens. Existem, até mesmo na veterinária, diversas técnicas, dentre elas umas mais atuais e outras mais específicas para cada situação.
O diagnóstico por imagem é de extrema importância, uma vez que um bom profissional veterinário, não é aquele que bate o olho no animal e o diagnostica, e sim aquele que faz um bom exame clínico, e a partir do que o animal e o dono o apresentam, sabe exatamente como prosseguir com os exames complementares (laboratoriais, histológicos, de imagem, etc.) que estão a sua disposição e auxiliarão a fechar um diagnóstico correto e seguro. Por se tratar da visualização de estruturas não visíveis a olho nu, geralmente, esse tipo de exame, na Medicina Veterinária, é utilizado para determinações clínicas, e principalmente, cirurgias.
Com a evolução do mercado de Pets no Brasil, o que antes era particularidade de hospitais de grandes centros e hospitais veterinários universitários, onde os alunos necessitam dos equipamentos para ter um primeiro contato, vem se tornando cada dia mais acessível a toda a população.
Com o objetivo de aumentar cada vez mais a praticidade, muitos equipamentos já são construídos visando sua área de atuação, como um aparelho de Raio X portátil, principalmente para sua utilização em animais de grande porte, pois transportar um cavalo ou um bovino de uma área externa para uma sala é de extrema dificuldade. O mesmo se dá com aparelhos de ultrassonografia também portáteis, levando a tecnologia até onde ela é necessária. Além da praticidade, outra vertente que amplia esse mercado são os novos equipamentos que vêm sendo fabricados de forma a abaixar o custo, tanto para clínicas terem condições de o obterem, quanto para daí poderem realizar exames com um menor custo, com a intenção de que um proprietário de baixo poder aquisitivo não precise voltar para casa com seu animal doente por não ter como arcar com suas despesas.
Hoje, para clínicas veterinárias de animais de pequeno porte, os equipamentos de Raios-X mais comercializados são aqueles que não necessitam de uma preparação especial da sala em que serão montados, até mesmo porque geralmente a preparação da sala fica em um custo ainda mais alto que o próprio aparelho, e apesar de serem menos potentes, conseguem suprir sua necessidade
Auto(a): Stéfany Dias – Revista Veterinária.
Adaptação: Revista Veterinária

sábado, 6 de abril de 2013

O exame andrológico,resfriamento e congelamento de sêmen em pequenos animais


A Reprodução assistida compreende diversos fatores, tais como: exame andrológico do animal, histórico e acompanhamento do seu estado de saúde, coleta de sêmen e a própria inseminação.
inseminação artificial em pequenos animais não tende apenas a aumentar a criação de cães e gatos disponíveis para o mercado, mas também uma medida de preservação do gene de um animal querido, que muitas vezes faz parte de uma família, e a mesma deseja ter um descendente em caso de alguma enfermidade sofrida pelo primeiro, a qual o impossibilite de reproduzir de forma convencional ou até mesmo devido à morte do animal.
Devido a grande procura por inseminações artificiais em cães e gatos, tanto pelo apelo emocional quanto criação de filhotes com pedigree em canis, essa vem se tornando uma área de grande retorno financeiro na Medicina Veterinária.
Para o sucesso de uma inseminação artificial é necessário muito conhecimento do profissional, que deve ser especialista no assunto, pois envolvem outros fatores como exame clínico geral, histórico de doenças anteriores e exame do aparelho reprodutor do macho, antes de se iniciar, através de técnicas específicas, a coleta do sêmen. Esse conjunto de fatores, incluindo o próprio procedimento de coleta e avaliação do sêmen é denominado exame Andrológico.  O exame andrológico é utilizado para avaliar todo o organismo do animal, desde aspectos comportamentais e físicos até o trato reprodutivo propriamente dito. Todos os fatores relacionados ao animal devem ser levados em consideração, para que nenhum problema aparentemente isolado não passe por despercebido. O exame andrológico juntamente com o histórico e acompanhamento clínico têm como objetivo avaliar se um animal está em condições para gerar descendentes saudáveis. A coleta é realizada e posteriormente o material é congelado em compartimentos e temperaturas corretas
O primeiro passo é uma boa anamnese do animal, observando todos os seus órgãos antes de fazer a real avaliação dos órgãos reprodutores, pois secundariamente podem afetar o mesmo através de formas diretas, como infecções ou neoplasias, ou indiretas, como uma secreção hormonal anormal (testosterona, LH, FSH). Se o resultado deste for satisfatório, inicia-se o exame físico do trato reprodutivo, este se inicia na bolsa escrotal, segue pelos testículos, epidídimo, prosseguindo para o pênis e terminando na glândula prostática.
O prepúcio em condições normais é facilmente tracionado e há exposição completa do pênis do animal, logo, em caso de dificuldade de realizar esta exposição, pode-se suspeitar de estreitamento do óstio prepucial (fimose) ou aderência do pênis e do prepúcio, além disso, a integridade da mucosa do pênis, juntamente com secreções expelidas continuamente pelo mesmo podem ser fatores de contraindicação para a inseminação, podendo indicar uma DST.
A avaliação do sêmen é indispensável, pois é esta que detecta possíveis problemas de infertilidade ou sub-fertilidade.
A excitação do macho pode ser realizada por diversas técnicas, como manual, com o auxílio de uma fêmea no cio, ou até, porém utilizado somente em casos extremos, estimulação por meio de eletroejaculação.
É imprescindível o conhecimento completo desta técnica, pois o sêmen tem grandes particularidades, como temperatura específica, que se manuseado de forma errônea pode levar à morte de espermatozoides, diminuindo ou impedindo o sucesso do procedimento.
sêmen devidamente coletado e armazenado poderá permanecer congelado por longos períodos de tempo, até anos.
Para aproveitar a demanda existente o profissional precisa se especializar em cursos que ofereça um aprendizado das metodologias e parâmetros de avaliação andrológica, bem como as técnicas de resfriamento e congelamento de sêmen, aplicáveis ao cão e gato. Para que este consiga atuar de forma segura nos diferentes cenários da reprodução de pequenos animais.
 Fonte: CPT Cursos Presenciais
Adaptação: Revista Veterinária

sexta-feira, 5 de abril de 2013

O coelho como bicho de estimação


coelho não é um roedor, é um lagomorfo, animais que possuem dois pares de dentes incisivos superiores, os roedores só têm um par de dentes. O coelho vive em média de seis a oito anos, pesado entre 2 e 6 quilos.
Segundo a veterinária Cynthia Carpigiani, ter um coelho em casa é uma boa ideia pois, é um animal dócilque se apega aos donos e convive tranquilamente com as crianças. Para se evitar doenças basta lavar bem às mãos quando em contato com a gaiola e fezes, evitando colocar o animal perto do resto. O animal também deve ser levado ao veterinário preservando sua saúde e evitando as soonoses.
Quando os cuidados não são tomados os coelhos podem transmitir doenças, as principais são: dermatofitose, conhecida como micose, é uma infecção de pele causada por fungos; doença de Lyme, os animais podem carregar carrapatos infestados pela bactéria causadora do mal, que através da picada provoca desde irritações na pele, náuseas, febre e cansaço até problemas cardíacos e artrite; salmonelose, causada por bactéria, e transmitida por meio do contato com as fezes do animal. Nos humanos os sintomas são dor abdominal, febre e diarréia
As doenças mais comuns nos coelhos são a sarna, taxoplasmose, conjutivite e diarreia, não existe vacina, sendo a prevenção o melhor remédio. O coelho pode viver em uma gaiola, colocada em um local livre de correntes de ar e de sol direto, o chão deve ser forrado com feno ou serragem de madeira, próprios para absorver dejetos e evitar alergias, e deverá ser trocado 2 vezes na semana. Um mistura de água e vinagre deve ser utilizada para remover depósitos de cálcio eliminados pela urina.
alimentação deve ser balanceada, existem ração peletizadas, o complemento deve ser feito com verduras escuras, alface seca, cenoura (importante para o desgaste do dente), água limpa e quando possível devem ser soltos para se exercitarem.
Fonte: Saúde Abril
Adaptação: Revista Veterinária

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Lei regulamenta transporte de animais em ônibus na cidade de Santos


Integrantes de movimentos e associações que lutam pela qualidade de vida animal e os usuários do transporte público da cidade de Santos comemoraram a publicação no Diário Oficial do Município da lei que permite que os usuários de ônibus levem seus bichinhos domésticos dentro do coletivo.
De acordo com o vereador Benedito Furtado (PSB), autor da iniciativa, “a proposta beneficia principalmente a população de baixa renda, que muitas vezes não tem condições financeiras de custear o transporte até um posto de vacinação ou, mesmo, um veterinário”.
Pela lei, publicada no Diário Oficial, podem circular dentro dos ônibus municipais animais de pequeno porte (de até 10 quilos), desde que estejam acondicionados em recipientes apropriados, sem água ou alimento. O dono ainda deve levar consigo o certificado de vacinas emitido pelo veterinário. Caso haja alguma ocorrência, o passageiro tem de descer em um ponto de parada para a higiene do animal. O carregamento do animal não poderá prejudicar os passageiros ou alterar o funcionamento da linha. Será cobrada tarifa regular na linha pelo assento utilizado pelo animal, se for o caso. Os tutores devem ficar atentos às regras estabelecidas pela lei.
médico veterinário Eduardo Filetti foi às ruas verificar se motoristas da Viação que é permissionária do transporte coletivo municipal estavam orientados sobre a lei e se há entraves no embarque. Logo na primeira linha, o veterinário conseguiu subir sem qualquer questionamento. A obrigatoriedade da apresentação de documentos do animal é questionada por Filetti. “Se alguém quiser ajudar um animal abandonado, por exemplo, não poderá fazer isso porque não terá qualquer documentação em mãos”, diz.
Nos coletivos intermunicipais o médico  foi impedido de subir com o filhote. O motorista informou que não tinha autorização para deixar que ele embarcasse com o cão no ônibus.
A empresa responsável pelo transporte municipal de Santos afirmou, em nota, que cumprirá todas as determinações legais determinadas pelo órgão gestor (a Companhia de Engenharia de Tráfego) e pela Prefeitura de Santos. Ressaltou, ainda, que “será cobrada a tarifa regular da linha pelo assento utilizado para o transporte do animal, se for o caso” e que “não há horário, mas, sim, o limite de dois animais a serem transportados a bordo do veículo por viagem”.
Fonte: Cães e Gatos
Adaptação: Revista Veterinária

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Cuidados que devem ser seguidos para que o pet faça a castração


Todo animal antes de passar pelo procedimento da castração, seja ele um cãozinho ou um gatinho, deve ser avaliado por um médico veterinário. A castração é um dos procedimentos mais comuns na veterinária, mas é uma cirurgia e requer atenção especial antes, durante e depois da operação.
O profissional é quem pode determinar se o animal está apto ou não ao procedimento cirúrgico. A avaliação consiste em um exame físico e também exames complementares, que são os exames pré-cirúrgicos.
No exame de sangue é possível avaliar a presença de infecções, anemias e quantidade de plaquetas, elementos fundamentais para a coagulação sanguínea. Quando as plaquetas estão com valor muito reduzido, esse animal pode ter problemas de hemorragias durante a cirurgia, não sendo indicado realizar o procedimento de castração.
Avaliação bioquímica (exame de sangue) renal e hepática também é importante, já que é através de fígado e rim que os anestésicos são metabolizados e excretados. Quando há um comprometimento da função desses órgãos, o risco da cirurgia aumenta. O Eletrocardiograma avalia a função cardíaca e é ainda mais importante em animais idosos. Após a realização dos exames, o veterinário vai determinar se o pet está apto ou não a realizar a cirurgia. Caso apareça alguma alteração no exame, pode ser necessário tratar o animal antes da realização da cirurgia. Os riscos da cirurgia são amenizados com esses cuidados.
Para reduzir o risco de vômito durante a cirurgia, geralmente é recomendado que o pet fique de estômago vazio antes de passar pela anestesia. O animal deve ficar 12 horas sem ingerir água e alimentar.
Até a operação mais bem sucedida pode ter complicações se o período do pós-operatório não é respeitado e lidado de forma inadequada. O principal cuidado com o animal após a cirurgia é a manutenção dos pontos. É preciso impedir o animal de lamber e morder os pontos para evitar a infecção, má cicatrização e até a abertura desses pontos com exposição dos órgãos internos. Para isso você pode usar uma roupinha cirúrgica no animal, que cobre os pontos ou então o famoso colar elizabethano (cone de plástico).
É preciso manter o animal num certo repouso, evitando saltos e corridas. É preferível que o proprietário esteja junto com o  animal no pós-operatório para monitorar esses cuidados, ou quando o animal tem de ficar sozinho, pode-se limitar o espaço, deixando-o em um cômodo onde não possa fazer “estripulias”.
O curativo dos pontos também deve ser feito diariamente. Faça uma limpeza com soro fisiológico e aplique uma pomada ou spray antisséptico, de acordo com a prescrição do médico veterinário. A colocação de gaze e esparadrapo ajuda a vedar o ferimento, conferindo uma maior proteção.
administração de antibióticos e anti-inflamatórios faz parte dos cuidados no pós-operatório, e é fundamental que se respeite a dose e o tempo de administração prescrito pelo veterinário, para que o pet não sinta dor e não ocorra nenhuma complicação durante a recuperação.
Fonte: Cães e Gatos
Adaptação: Revista Veterinária

terça-feira, 2 de abril de 2013

Tosa: uma necessidade higiênica que não pode ser desconsiderada


como uma necessidade higiênica não pode ser desconsiderada. Os pelos do cachorro, quando muito embaraçados, têm grandes chances de proliferar fungos, com isso, o bichinho pode sofrer com dermatites e micoses, provocando buracos nos pelos do animal.
Além de se considerar a necessidade de realizar a tosa, é preciso saber como o fazer. Antes de tosar o cão é necessário escovar bem o pelo do animal. Além de preparar para a tosa, por desembaraçar todo o pelo, a escovação faz bem para a saúde do animal. Ela ajuda a remover os pelos mortos, espalhar a gordura da pele e ativar a circulação sanguínea, o que aumenta o poder imunológico do animal.
Quando o cachorro tem pelos longos, é bom escovar todos os dias. Em caso de pelos curtos, a escovação uma vez na semana é suficiente.
A tosa em si merece atenção em algumas partes. A região embaixo das patas dos cães devem ser tosadas, pois o excesso de pelo faz com que eles escorreguem e percam aderência ao correr e caminhar. Os cachorros devem ter a barriga raspada sempre, isso por que o genital dos machos fica virado para frente e, se a barriga estiver muito peluda, as bactérias podem se acumular no pelos. Além disso, evita que, principalmente, cachorrinhos, que convivem dentro de casa, deitando, por exemplo, no sofá, deixem pelo, em locais onde à noite você coloca o rosto para deitar ao assistir TV, o que pode ser desagradável e, sendo portador de bactéria, prejudicial à saúde.
No momento da tosa, uma medida necessária é o cuidado ao manusear a máquina de tosar para não machucar o cachorro. Uma possibilidade para se preparar para realizar o serviço sem recorrer aos pet shop, em caso de necessidade de mais segurança, é fazer um curso de banho e tosa. Como existe esse curso, em muitas cidades, sendo oferecido a preços acessíveis, pode ser de grande utilidade para quem tem cachorro com pelos grandes e quer manter a saúde do animal sem precisar gastar no pet shop, semanalmente.

Fonte: Saiba Como
Adaptação: Revista Veterinária

Sorria! Cuide bem do seu gatinho!