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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Estudos apontam que falta de água pode tornar o mundo vegetariano.

A criação de carne mundial  para alimentação torna cada vez maior o problema com a falta de água. - Foto: One Gorgeous Cow on Wiki Commons
A criação de carne para alimentação torna cada vez maior o problema com a falta d’água. – Foto: One Gorgeous Cow on Wiki Commons
Segundo Malin Falkenmark, conselheiro científico sênior do Stockholm International Water Institute(SIWI), metade da população mundial enfrentará falta de água crônica se os atuais hábitos de consumo alimentar continuarem como estão. O consumo sustentável da água significa apostar em dietas nas quais a maior parte da composição alimentar sejam proteínas provenientes de origem vegetal e não animal, como ocorre atualmente.
Em parte do relatório Food Security: Overcoming Water Scarcity RealitiesFalkenmark fala sobre segurança alimentar:
“Não teremos água suficiente à disposição para abastecer as demandas atuais de terras agrícolas para produzir alimentos para a população esperada em 2050 se seguirmos as tendências e mudanças no sentido de dietas comuns em nações ocidentais atuais – 3.000 calorias per capita, incluindo 20% das calorias produzidas provenientes de proteínas de origem animal. Haverá no entanto, água suficiente apenas se a proporção de alimentos com base em origem animal for limitada a 5% do total de calorias”.
Isso significa na prática que, para continuarmos a ter água disponível a disposição no planeta, teremos que readequar nossos hábitos alimentares para dietas mais sustentáveis, com menos proteínas de origem animal em sua composição, pois essas fontes alimentares demandam uma quantidade exorbitante de água para sua produção. Investir em dietas ricas em proteínas de origem vegetal é o melhor caminho para garantir e manter os níveis de água potável no planeta, um exemplo é o vegetarianismo estrito, praticado pelos veganos.
Para a Water Foot Print, uma plataforma para conectar diversas comunidades interessadas em sustentabilidade, equidade e eficiência do uso da água no planeta, estes estudos apontam que o aumento previsto na produção e consumo de produtos de origem animal aumentará a pressão sobre os recursos de água doce do planeta. O tamanho e as características da pegada de água na produção destes “alimentos” variam de acordo com os tipos de animais e sistemas de produção. Para se ter uma ideia:
A pegada hídrica de carne de bovinos de corte é de 15.400 metros cúbicos por tonelada, ou seja, para apenas 1kg de carne bovina são necessários mais de 15.000 litros de água. Para os ovinos são necessários 10.400 litros, suínos 6.000 litros, caprinos 5.500, frangos 4.300 litros, ovo de galinha 3.300 litros para cada 1 kg e o leite de vaca, mil litros.
Cada vez mais cientistas apontam que a adoção de uma dieta vegetariana é a melhor opção para aumentar e manter a quantidade de água disponível para a produção de alimentos e eliminar de vez a possibilidade nos riscos de desabastecimento de água e uma futura possível crise alimentar. A dieta vegetariana consome de cinco a dez vezes menos água que a de proteína animal que demanda um terço das terras aráveis do mundo para o cultivo de colheitas para alimentar os animais. Ou seja, a grande esmagadora maioria de soja que plantamos hoje não é para acabar com a fome de humanos, é para alimentar o gado.
Para a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, será necessário aumentar a produção de alimentos em 70% nos próximos 40 anos para atender à demanda na terra, mas atualmente, não temos condições e nem teremos água disponível para atingir tal meta, pois, os mesmos 15.000 litros de água utilizados para criar apenas 1kg de carne bovina, é a mesma e disputada água utilizada para satisfazer a demanda global de energia, que deverá crescer 60% em três décadas.
O vegetarianismo estrito aliado ao veganismo não é bom apenas para o planeta, mas sim para as pessoas que nele vivem. É bom para a saúde, pois elimina diversas doenças relacionadas ao câncer e o coração, mas o mais importante: É bom para os animais, pois são seres sencientes, escravizados para satisfazer os desejos alimentares dos seres humanos.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

ASILO DE CÃES, O QUE PRA MUITOS É UM PROBLEMA PARA OUTROS É UM MEIO DE VIDA.

Conheça a casa onde só entram cães velhos e doentes

Dentista de Porto Alegre acolhe cachorros que estão cegos e surdos, que têm problemas cardíacos ou que são vítimas de tumor

24/01/2015 | 13h22
Conheça a casa onde só entram cães velhos e doentes Guilherme Santos/Especial
Marcia Simch brinca com o veterinário que tem um “plano 100”: sem rim, sem baço, sem olho. E sem-vergonhaFoto: Guilherme Santos / Especial
Duda, idade estimada em oito anos, percebe a aproximação da tutora pelo olfato. Levanta, abana o rabo, saracoteia. Vira-se para lá e para cá, desnorteada, esperando o afago que vai indicar a posição exata de Marcia Simch. 
— Cadê a minha velha? — saúda a dentista.
Cega e surda, Duda é um dos cinco "museus" — apelido afetuoso dado pela dona — que habitam o amplo pátio da residência no bairro Petrópolis, em Porto Alegre. Uma das fundadoras da organização não governamental Bicho de Rua, Marcia não resiste aos animais geralmente ignorados nos cadastros e feiras de adoção: idosos, com deficiências e limitações físicas, de saúde debilitada por maustratos e enfermidades crônicas. Abastece-se da satisfação de testemunhar os progressos na recuperação e da lealdade que recebe na troca pelos cuidados. Estima já ter resgatado cerca de 15 velhinhos. Hoje, além de Duda, convive com Pitico, 10 anos, Piki, 11, Kito, 13, e Caco, 16 — este último batizado em referência ao estado em que se encontrava, na Avenida Carlos Gomes, quando Marcia o resgatou.
— Brinco com o veterinário que tenho o "plano 100": sem rim, sem baço, sem olho. Se reunir todos, vira um completo — ri. — E eles são uns sem-vergonhas também.
Kito é o pet mais fragilizado no momento. Com a descoberta de um tumor, teve um dos rins extraído há um ano, situação que hoje requer duas sessões semanais de fluidoterapia — o soro injetado na veia contribui para a melhora da função renal. Como outros três cães do grupo, Kito tem sopro, um problema das válvulas cardíacas, e toma medicação. Toda a turma recebe cápsulas diárias de ômega 3, ácido graxo que auxilia no equilíbrio do metabolismo e na manutenção das taxas ideais de colesterol e triglicerídeos, beneficiando também a pele e o pelo.
— Adotar o animal idoso é uma escolha mais difícil, mas eles têm toda a capacidade de integrar um lar. A convivência é tão rica que eles fazem muito mais bem para mim do que eu para eles. Sofro mais, porque a vidinha deles já é mais curta, mas dou um final bom para quem teve um começo ruim — explica Marcia.
Como ativista da causa animal, Marcia depara com todo tipo de maldade. Acolheu, há alguns anos, um cachorro usado como presa no treinamento de pitbulls — batizado de Gomes, o híbrido de poodle e cocker tinha um afundamento no crânio e passou quase seis meses internado em uma clínica, recuperando-se de bicheiras.
— Tem situações em que me pergunto: que humano é esse que faz isso com um animal? — reflete a cuidadora. — Mas não adianta ter pena. A pena tem que se transformar em ação.
Entre o tratamento e o sofrimento
A impressão que se tem é que, hoje, os animais sofrem de doenças que inexistiam, ou eram raríssimas, até alguns anos atrás: câncer de próstata, diabetes, problemas na coluna. Cães e gatos sempre tiveram e ainda têm enfermidades desconhecidas, mas os aparelhos e as técnicas de diagnóstico vêm se aperfeiçoando muito. Aumenta também a disponibilidade e a vontade dos donos em pagar por tratamentos capazes de permitir que os pets vivam mais. Os bichos se submetem a tomografias computadorizadas, raio X digital, endoscopia. Existem especialistas em cardiologia, neurologia, nefrologia e oncologia. Dependendo do diagnóstico, os animais são encaminhados a centros de reabilitação para sessões de fisioterapia e acupuntura.
Os tratamentos podem ser longos e, no caso de enfermidades crônicas, se estender por toda a vida. No caso de situações mais graves, em que o tutor hesita diante dos custos com internação, exames e remédios, o médico veterinário Valério Gonzales Ouriques afirma que os resultados podem ser surpreendentes, até mesmo quando a expectativa de sobrevida não é muito grande.
— Tem pessoas que dizem: "Ah, para que fazer isso se ele não vai durar"? Se você tira um animal do sofrimento e consegue dar a ele mais uns meses ou um ano de vida com qualidade, a interação que ele vai ter com você é impagável — garante Ouriques.
Diante de tratamentos ineficazes e da piora da condição de saúde do pet, que se torna incapaz de realizar os movimentos mais elementares, por vezes cabe ao dono a decisão de interromper o sofrimento. Para a veterinária Márcia Brites, deve haver uma discussão sobre até onde ir:
— Cada pessoa lida com a perda de forma diferente. A opção pelo sacrifício deve ser uma decisão conjunta com o veterinário.
A convivência com um animal é muito rica também para as crianças. Observar que os bichos cumprem um ciclo, como os humanos, ensina que a existência é composta por sucessivas fases até a morte. Lidar com a perda, ainda que doloroso, é um aprendizado essencial.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Estudo explica por que cachorros espirram tanta água enquanto bebem.

Estudo explica por que cachorros espirram tanta água enquanto bebem

Físicos estudaram a mecânica usada por cães para tomar líquidos.
Gatos têm mecanismo muito mais eficiente e raramente derramam água.

Da Reuters
Cachorro da raça boxer bebe água de uma garrafa em Londres, em foto de maio de 2012 (Foto: Reuters/Luke MacGregor/Files)Cachorro da raça boxer bebe água de uma garrafa em Londres, em foto de 2012 (Foto: Reuters/Luke MacGregor)
Uma pesquisa feita por físicos e engenheiros americanos explicou por que os cachorros espirram tanta áqua quando bebem, ao contrário dos gatos, que manipulam habilmente a água para saciar sua sede de forma cuidadosa.
As descobertas recentes, que focam nos cachorros e foram apresentadas em uma reunião na Sociedade Americana de Física, em San Francisco, nos Estados Unidos, somaram-se a um resultado anterior sobre como os gatos bebem. Nem os gatos  nem os cachorros conseguem contrair suas bochechas com força suficiente para criar sucção, como os humanos. Por isso saber como exatamente eles conseguem beber tem sido um enigma.
Em 2010, engenheiros da Universidade de Princeton e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), entre outras instituições, descobriram como os gatos bebem água. Basicamente, os felinos encostam a língua na superfície da água, sem penetrá-la, e puxam uma coluna de líquido com a velocidade de um metro por segundo. Antes que a gravidade puxe a água para baixo, os gatos fecham a boca sobre o topo da coluna quatro vezes por segundo, engolem e depois repetem o processo.
Vídeo feito por pesquisadores em estudo de 2010 mostra mecanismo que gato usa para beber líquidos (Foto: Pedro M. Reis, Sunghwan Jung, Jeffrey M. Aristoff and Roman Stocker/MIT/Divulgação)Vídeo feito por pesquisadores em estudo de 2010
mostra mecanismo que gato usa para beber líquidos
(Foto: Pedro M. Reis, Sunghwan Jung, Jeffrey M.
Aristoff e Roman Stocker/MIT/Divulgação)
Quando o estudo com cães começou, os cientistas pensaram que eles bebessem de maneira similar aos gatos, segundo o engenheiro biomecânico Sunny Jung, da Virginia Tech. Ele fez parte do estudo com gatos e liderou o estudo com cachorros.
Mas o que eles descobriram contrariou essa expectativa. Primeiramente, as línguas dos gatos tocam sutilmente a superfície da água, enquanto os cachorros empurram sua língua descuidadamente líquido adentro, como pode ser visto em câmeras colocadas sob a água. Cachorros "esparramam muito (a água), mas os gatos nunca fazem isso", diz Jung.
Em segundo lugar, os gatos puxam sua língua para cima para criar a coluna de água com uma força que equivale a duas vezes a força da gravidade. Cachorros criam uma força de até oito vezes a da gravidade.
Finalmente, enquanto apenas a pontinha da língua do gato toca a água, uma área grande da língua do cachorro faz isso, o que os torna bebedores desastrados e nada habilidosos. Mais precisamente, o volume de água que a língua de um cachorro pode mover aumenta exponencialmente de acordo com o tamanho de seu corpo. É por isso que cachorros da raça São Bernardo podem transformar a cozinha em um lago, diferentemente de um Pinscher.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Donos de gatos e de cachorros têm personalidades distintas, diz estudo

Para os pesquisadores, quem gosta de cachorro é mais ativo e sociável, e os amantes de gatos são mais introvertidos e sensíveis

Cães e gatos: o animal de estimação preferido pode ter relação com a personalidade de seu dono
Cães e gatos: o animal de estimação preferido pode ter relação com a personalidade de seu dono (Thinkstock)
Pessoas que gostam de gatos ou de cachorros têm personalidades diferentes. É o que sugere um novo estudo, feito por pesquisadores da Universidade Carroll, nos Estados Unidos. Os autores mostraram que os amantes de cães tendem a ser mais ativos e sociáveis, e também a seguir mais regras, enquanto os apaixonados por felinos seriam mais introvertidos, sensíveis e mente aberta.
Para Denise Guastello, professora de psicologia e principal autora do estudo, as diferenças de personalidade podem estar relacionadas ao tipo de ambiente que essas pessoas preferem. Um dono de cachorro tende a gostar de sair, ver outras pessoas e levar seu animal de estimação para passear, enquanto os indivíduos introvertidos e sensíveis podem preferir ficar em casa lendo um livro.


Estudo — A pesquisa, apresentada no último sábado no evento anual da Associação de Ciência Psicológica (APS, na sigla em inglês), em São Francisco, foi realizada com 600 estudantes universitários. Além de responder se preferiam gatos ou cachorros, os participantes falaram sobre as qualidades que mais gostavam em seus bichos de estimação e responderam uma série de perguntas com objetivo de avaliar sua personalidade.


Preferências — 60% das pessoas preferiram os cachorros, enquanto apenas 11% se consideraram amantes de gatos — os demais escolheram os dois bichos, ou nenhum deles. O companheirismo do animal foi a característica preferida pelos proprietários de cães, enquanto a afetividade foi o traço mais citado por aqueles que tinham gatos. A autora afirma que as pessoas podem escolher seus animais de estimação com base em sua própria personalidade. Os bichanos, por exemplo, são mais independentes e receosos em relação aos outros, de modo que uma pessoa com tais características tenderia a admirá-las quando projetadas no animal.
Os autores afirmam que pesquisas desse tipo podem melhorar terapias que tratam doenças por meio da interatividade entre animais e humanos. Denise alerta, porém, para o fato de que, por ter sido realizado com universitários, o estudo pode não se aplicar a todas as faixas etárias.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Sozinho em casa

Sair para trabalhar e deixar o cão sozinho pode causar Síndrome de Ansiedade de Separação nos pets, uma doença que leva ao estresse e à depressão. Veja algumas dicas que podem ajudar você a driblar este problema.
 - flickr
Quem disse que os animais não sentem os efeitos da vida frenética e da correria das grandes cidades? Assim como a gente, os pets também sofrem de estresse, transtornos de ansiedade, solidão e tantos distúrbios que antes se pensava serem comuns somente em humanos.
A rotina agitada de trabalho, trânsito e obrigações profissionais, muitas vezes, exige que deixemos o cachorro sozinho em casa o dia todo. O problema é que alguns animais podem desenvolver Síndrome de Ansiedade de Separação, um dos problemas comportamentais mais comuns em cães.
“O distúrbio ocorre quando os cães são afastados de seus donos ou ficam sozinhos. Com isso, eles passam a apresentar um comportamento inadequado ou indesejado”, explica a Dra. Amanda Cologneze Brito, médica veterinária e assistente técnica do Laboratório Veterinário Mundo Animal.
Aprenda alguns truques para acostumar seu amigo a ficar um tempo sozinho em casa - flickr
Aprenda alguns truques para acostumar seu amigo a ficar um tempo sozinho em casa
Segundo a veterinária, os sintomas mais comuns são depressão, latidos excessivos, lambedura descontrolada nas patas ou em todo o corpo, xixi e cocô fora do lugar, destruição de objetos. Além de prejuízos financeiros aos donos, o problema traz tanto estresse ao ambiente doméstico que chega a ser uma das maiores causas de abandono e eutanásia de animais.
Síndrome de Ansiedade de Separação
Mal que atinge cães de todas as raças, portes e idades, o Síndrome de Ansiedade de Separação, quando não diagnosticada ou tratada, traz o estresse para todo o ambiente doméstico.
O trauma é gerado em razão do medo do cão em ser abandonado. Deixado sozinho, o pet sente-se ameaçado, pois não entende que a situação de “solidão” é temporária – somente até os donos voltarem para casa após o trabalho, por exemplo.
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De acordo com uma pesquisa realizada pelos alunos da Unicastelo de Fernandópolis, interior de São Paulo, o transtorno acontece em razão do estilo de vida da maioria dos proprietários, que passam muito tempo fora de casa por motivos profissionais e pela falta de disponibilidade para estar com seus cães.
Como evitar:
  • Fique de olho no comportamento de seu cão: latidos demais, agitação, destruição de objetos e sujeira no lugar errado podem ser sinais de que há algo errado com ele.
  • Passeie, passeie, passeie: animal precisa de atividade. Leve-o para caminhadas e brincadeiras fora de casa ou no quintal.
  • Apego: é quase impossível não se apegar ao cão, mas saiba que estudos comprovam que cachorros que dormem na mesma cama de seus donos, por exemplo, são mais propensos ao problema.
  • Questão de treino: acostumar o cão a ficar sozinho desde filhote é uma dica valiosa. O treino da gaiola é uma boa maneira de ensinar a ele.
  • Ajuda profissional: procure sempre um veterinário, pois ele tem as respostas para suas dúvidas e é a figura essencial para o diagnóstico do seu cão.
Treino da gaiola
A técnica pode ser aplicada em filhotes a partir de 45 dias de idade e ajuda o animal a se acostumar com ausências durante o dia de trabalho.
  • Arrume um cercado ou cômodo com espaço suficiente para o filhote se movimentar. O lugar precisa ser arejado, confortável, com água, brinquedos e um cantinho para suas necessidades.
  • Acostume o cãozinho a ficar, dormir e brincar neste local, mas sem fechar a portinha ou a porta do cômodo.
  • Depois de uma semana, comece o treino deixando o filhote por um curto espaço de tempo, fechado no local escolhido, sem que tenha contato visual com você.
  • Quando o tempo acabar, se o filhote estiver calmo, abra a porta e brinque com ele de modo tranquilo.
  • Vá gradativamente aumentando o espaço de tempo em que o animal fica fechado neste espaço, chegando ao máximo de 1h30.
  • Antes do treino, não corra atrás do cão para pegá-lo.
  • Ofereça comida ao filhote 15 minutos depois do fim do exercício.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Mau hálito em cães e gatos

Falta de higiene é a grande causadora do mau hálito, da placa bacteriana e do tártaro, problemas que, se não tratados, podem levar à perda dos dentinhos.
Língua para fora, respiração ofegante, rabo abanando. Quando você se dá conta, já ganhou uma lambida daquelas no rosto. Vai dizer que não é uma delícia? A única coisa capaz de estragar esta brincadeira é o mau hálito. E olha que este “bafinho” é mais comum do que a gente imagina e dá sinais de que a boca de seu cão ou gato precisa de atenção.
Em 90% dos casos, o problema se deve à falta de higiene, o que leva ao surgimento da placa bacteriana e tártaro nos dentes. Segundo o médico veterinário Roberto Fecchio, especialista em odontologia, “apenas animais com algum problema bucal vão apresentar o mau hálito”. Para evitar danos maiores, o aconselhável é que os pets tenham seus dentes escovados todos os dias. “A placa bacteriana aparece em decorrência de organismos que se unem à saliva e restos de alimento, grudando nos dentes. Essas bactérias fermentam e soltam gases responsáveis pelo mau hálito. Para evitá-las, a escovação é importante desde filhote.”
O especialista recomenda também o uso de produtos específicos para a limpeza dos dentes, como biscoitos, rações, brinquedos ou mesmo medicamentos para esta finalidade e que podem ser colocados na água do animal. Além de prevenir o mau hálito, escovar os dentes do pet também afasta a doença periodontal, uma infecção grave que, apesar de não ter cura, pode ser controlada com antibióticos. O problema facilita a entrada de bactérias na corrente sanguínea, que, por sua vez, chegam ao coração do animal, rins, fígado, entre outros órgãos. A perda progressiva dos dentes é outra consequência.
Esse foi o caso de Tulinha, o gato de Ricardo Acerbi. Aos 7 anos, a gengiva avermelhada sempre foi marca registrada do bichano. Com o passar do tempo, a inflamação atingiu a raiz de um dos dentinhos e aí a extração foi inevitável. “Nunca escovamos muito os dentes dele. Só resolvemos comprar escova e pasta quando o dente já parecia meio mole. Era tarde demais, ele precisou ter o dente arrancado”, conta o publicitário. Hoje, o banguela tem os dentes escovados com frequência e ingere um medicamento misturado à sua água, o que impede o acúmulo de tártaro.

Escovando os dentes

Segundo Fecchio, acostumar os filhotes desde cedo à escovação é a melhor dica tanto para cães quanto para gatos. Basta colocar um pouco de pasta no dedo e esfregar cuidadosamente. Nem pense em utilizar produtos de higiene para humanos. O material é tóxico e pode causar intoxicações.Utilize escovas e pastas próprias para o uso veterinário. Existem no mercado pastas com sabores de carne ou frango, que facilitam a aceitação pelos animais. Outra recomendação é tentar transformar a hora de escovar os dentes em um momento de diversão. Como? Evite movimentos bruscos, broncas ou qualquer gesto de agressividade. “Uma boa ideia é fazer bastante carinho no animal, conversar com ele, fazer um passeio ou dar um agrado após a escovação”, orienta o profissional.

Sorriso branco

Quando a escovação não é frequente e o animal tem tendência ao tártaro, é necessário extraí-lo no consultório. Neste caso, realiza-se uma cirurgia odontológica com anestesia geral. Com a raspagem e polimento dos dentes, é feita uma limpeza completa.

Prevenir sempre

Fecchio alerta ainda que levar os bichinhos anualmente a um especialista em odontologia faz toda a diferença. Exames simples já detectam diferenças na coloração e no aspecto dos dentes e da gengiva. “Quando os pets forem levados ao clínico geral também é recomendável que o dono peça ao veterinário para analisar a boca do animal”, finaliza o especialista.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

PASSAPORTE PRA CÂO E GATO!


Documento não é obrigatório, mas pode substituir certificado atual.
Algumas unidades pelo país ainda não iniciaram o requerimento.

Do G1, em São Paulo
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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento começou a emitir nesta segunda-feira (24) o passaporte para cães e gatos.
O documento poderá substituir o atual Certificado Veterinário Internacional (CVI) e não é obrigatório -- caberá ao dono decidir se prefere aderir ou não. De acordo com a veterinária Mirela Eidt, fiscal do ministério, a vantagem de tirar o novo documento é que as informações estarão todas reunidas em um lugar só, e o passageiro perderá menos tempo esperando a liberação do animal para o transporte.
Antes de fazer o passaporte, o proprietário deve procurar um veterinário em estabelecimento especializado para implantar um microchip no animal para facilitar sua identificação em qualquer país. O objeto tem o tamanho de um grão de arroz e fica sob a pele do bicho.
Para tirar o documento, é preciso ir até as unidades do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), situadas em aeroportos, portos e postos de fronteira nos estados.
G1 ligou para 10 das unidades e em sete delas (Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Porto Alegre, Fortaleza, Campinas, Campo Grande) foi informado pelo atendente de que o local ainda não estava fazendo o requerimento do passaporte e que aguardava orientações do ministério para iniciar o processo. Em Recife, Belém e Brasília foi informado que o requerimento já pode ser feito.
De acordo com o ministério, os passaportes ainda não foram entregues às unidades, mas o requerimento já pode ser feito em todas elas, já que o prazo de emissão do documento é de 30 dias.
Países
Passaporte cães e gatos (Foto: Reprodução/Diário Oficial da União)O modelo do passaporte (Foto: Reprodução/Diário Oficial da União)
Por enquanto, os únicos países que aceitam o Passaporte para Trânsito de Cães e Gatos são os do Mercosul: Uruguai, Paraguai, Venezuela e Argentina. Mas, segundo o ministério, ainda em março deve ocorrer uma atualização com a inclusão de mais países, como os da União Europeia.
Entre as informações que constam do documento estão o nome e endereço do dono; a descrição do animal; nome, espécie, raça, sexo, pelagem e data estimada de nascimento; número de identificação eletrônica do animal (microchip); dados de vacinação e exame clínico fornecidos por médico veterinário. Ele será expedido nos idiomas português, inglês e espanhol.
É preciso levar, para fazer o requerimento, um documento de comprovação de aplicação do microchip, atestado de saúde do animal e documentos de identificação e comprovante de residência do proprietário. O animal deve ir junto com o dono para a solicitação.
O passaporte vale por toda a vida do bicho, mas as informações sanitárias devem ser validadas a cada nova viagem.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Gatos e PIF: A Mutação Rara, Mas Fatal

       Sem vacina segura, sem diagnóstico fiável e sobretudo sem cura, a PIF é a infecção mais mortífera nos gatos. Uma vez detectada, a esperança de vida restante do gato cai para 2 anos.
       A Peritonite Infecciosa Felina (PIF) é causada por uma das dezenas variantes do coronavírus. A presença do coronavírus nos gatos é uma doença benigna, que geralmente não causa sintomas e que os gatos acabam por combater eficazmente através da acção do próprio sistema imunitário. Na realidade, a maioria dos donos não chega a saber que o gato esteve infectado por este vírus. Contudo, em 1 a 3% desses casos, o coronavírus degenera numa variante imunomediada quase sempre letal.

PIF e o sistema imunitário

         O desenvolvimento da PIF está intrinsecamente ligada ao estado em que se encontra o sistema imunitário. A PIF geralmente surge em gatos com um sistema imunitário deficitário: pouco desenvolvido em gatos jovens, até dois anos, enfraquecido em gatos idosos, com mais de 14, ou debilitado em gatos adultos, frequentemente devido ao stress.
         Gatos com outras doenças que afectam o sistema imunitário, tais como leucemia (FeLV), ou uma espécie de SIDA (FIV) estão mais vulneráveis ao desenvolvimento da PIF.
         Paradoxalmente, um sistema imunitário combativo não faz com que a progressão da PIF abrande, pelo contrário, vai gerar a aceleração da doença se esta já estiver instalada.

PIF e Portadores

        Nem todos os gatos nos quais se verifica a presença do coronavírus desenvolvem sintomas. Em alguns, a doença manifesta-se meses ou anos após a infecção ocorrer e, durante este tempo, podem infectar outros gatos.
        Os gatos que se encontram em risco são aqueles que convivem com gatos vadios e os que partilham a casa com outros gatos. Por gatos que convivem com felinos de rua não se entende gatos que são passeados. Mas são de facto os gatos que habitam sozinhos e que não saem de casa que menos riscos correm de desenvolvem esta doença.

Tipos de PIF

         Existem dois tipos de PIF: a Húmida ou Efusiva e a Seca ou Não-Efusiva. Ambas podem causar diarreia, perda de peso e letargia. Na verdade a PIF não se trata de uma inflamação do peritoneu, mas sim de uma inflamação dos vasos sanguíneos, vasculite.

PIF Seca ou Não-Efusiva

A PIF Seca é uma forma crónica da doença que se não for tratada pode dar origem à variante húmida. É mais difícil de diagnosticar pois os sintomas que apresenta não são exclusivos desta doença.

Sintomas

Lesões ocorrem por todo o corpo e os sintomas variam de acordo com os órgãos afectados (rins ou fígado, por exemplo). Muitos gatos desenvolvem inflamações oculares e/ou problemas neurológicos, tais como paralisia ou ataques. Gatos com PIF Seca podem ainda desenvolver icterícia, ou seja, obterem um tom amarelado na pele, que é mais visível no nariz.

PIF Húmida ou Efusiva

Esta é a variante mais grave pois para além dos sintomas que são verificados na PIF Seca, há também acumulação de fluídos devido à danificação dos vasos sanguíneos.

Sintomas

Na maioria dos casos de PIF Húmida, 60 a 70%, há acumulação de fluídos no corpo, mais comummente no abdómen, o que gera um inchaço na zona abdominal. O mesmo pode acontecer na zona toráxica, o que pode causar problemas respiratórios adicionais.

Diagnóstico

 A detecção da PIF não é tão fácil como à partido poderia parecer. Os sintomas são comuns a outras doenças e ainda não há nenhum método em que não ocorram falsos negativos ou falsos positivos, ou seja, gatos que se pensava estarem infectados e mais tarde verifica-se que não, e gatos que se pensava não estarem infectados e mais tarde verifica-se que estavam.

Métodos de diagnóstico:
  • Teste do coronavírus – este teste verifica se existem anticorpos do coronavírus presentes no gato. Mas a presença deste pode dever-se a qualquer outra variante do coronavírus que não seja PIF. Os anticorpos permanecem mesmo depois de o vírus desaparecer, ou seja, pode dar-se até o caso de o ter estado, e não estar actualmente, infectado com o coronavírus.
  • Polymerase Chain Reaction (PCR) – é uma das formas de detectar especificamente o PIF, mas podem ocorrer falsos positivos, pois a presença do vírus nem sempre indica doença.
  • Análises do fluído abdominal/toráxico / Raio-X – Só resulta nos casos de PIF Húmida
  • Análise de Células dos rins ou fígado – É feita com anestesia local através da aspiração. Pode ser indicativa no que diz respeito ao despiste de outras doenças.
  • Biópsia – é a única forma eficaz de diagnosticar PIF. Mas submeter um animal debilitado a uma operação para recolher amostras de um órgão é sempre arriscado. Muitos dos diagnósticos de PIF só são certificados por isso depois da morte do animal através de biópsia.
  • Combinação de análises de sangue – Esta é a forma mais útil, embora não seja 100% eficaz, a fiabilidade dos resultados é alta. Podem ser feitas várias combinações de valores. Um exemplo é: uma contagem baixa de glóbulos brancos, valores altos de globulina e um teste positivo a anticorpos do coronavírus geralmente apontam para um caso de PIF com bastante certeza.


Tratamento


Infelizmente não há tratamentos eficazes contra a PIF. Os gatos são assim medicados na tentativa de eliminar ou aliviar sintomas. Contudo, não há cura para a doença.

Eutanásia


Nos casos em que se manifestam sintomas e em que há um diagnóstico sólido, a eutanásia é praticamente inevitável. O tratamento pode resultar no alívio temporário dos sintomas, mas eventualmente a doença progride. Alguns gatos recuperam, mas os casos são raros e constituem a excepção à regra.

Antes de optar por esta solução tenha a certeza de que se trata de PIF, pois como foi referido anteriormente, nem todos os coronavírus causam PIF.

Prevenção


Ainda não é claro como é que o coronavírus é transmitido entre gatos, mas sabemos que o vírus sobrevive durante 3 semanas a temperatura ambiente e que as secreções são um foco infeccioso. Pensa-se que os principais meios de transmissão sejam a ingestão de fezes e os espirros.

Existe alguma controversa em relação a casos de diagnóstico positivo em gatos que partilham a casa com outros felinos. Por um lado, para evitar a propagação do vírus a outros gatos, geralmente aconselha-se o isolamento do gato infectado dos outros, mas isto provoca stress no gato e acelera a doença. Sem forma de despistar a PIF de forma segura nos outros gatos, estes já podem estar também infectados.

Por outro lado, se decidir manter os gatos juntos, a probabilidade de virem todos a desenvolver PIF e terem todos o mesmo destino, a eutanásia ou morte, é significativa. Aconselhe-se com o seu veterinário sobre a melhor forma de lidar e conter a doença.

A PIF não é transmissível a humanos ou outros animais não-felinos, embora também se possa encontrar o coronavírus nos humanos, por isso nunca isole o gato com PIF dos humanos ou outros animais tais como os cães.

A higiene é a mais importante arma contra esta doença. O coronavírus está presente nas fezes dos gatos e a caixa de areia deve ser limpa diariamente. Um desinfectante comum é suficiente para erradicar o vírus.

A par destas precauções, certifique-se de que o gato se sente bem na sua casa com a sua família. Gatos em stress estão mais vulneráveis à PIF e a qualquer outra doença.

Existe uma vacina no mercado, mas por ser recente, ainda não é clara a sua eficácia. Estudos apontam em direcções diferentes, por isso siga o conselho do seu veterinário em relação a este assunto. Geralmente só é aconselhada a administração da vacina em gatos que vão viver em casas onde o vírus esteve presente ou em animais em contacto com gatos vadios.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Piometra de 2 kg.


             

            O que dizer de uma piometra de 2 kg em uma cadela que pesou 7 kg antes de entrar para a cirurgia, realmente um fato inedito na minha carreira, o bom que a cadela Sara esta se recuperando muito bem, e tem mais vida pela frente. Por isso que ser Veterinario me orgulha muito e me enche de vontade de salvar muitos animais ainda.

sábado, 20 de abril de 2013

10 beneficios dos pets à saúde e ao bem estar humano.

10 benefícios dos pets à saúde e ao bem-estar humano

As vantagens vão da redução da pressão arterial à melhora na depressão, veja

Getty Images
Ter um animal de estimação traz benefícios à saúde física e mental em todas as idades

O melhor amigo do homem também pode ser o melhor amigo da saúde do homem. Mais do que pequenas (ou grandes) bolas de pelo, os pets podem ser fundamentais aliados para uma maior qualidade de vida.
Ao fornecer companhia, carinho, conforto, entretenimento e, principalmente, amor incondicional, gatos, cachorros, chinchilas, pássaros e até mesmo animais maiores, como cavalos, trazem a seus donos e a quem convive com eles benefícios como melhora da autoestima, aumento da prática de atividades físicas e maior convívio social.
As vantagens da convivência com animais se estendem da infância à tarceira idade. Por ser uma etapa da vida repleta de aprendizados diários, a infância beneficia-se do contato com um animal de estimação pelo auxílio no aprendizado de valores como respeito, cuidado e responsabilidade, além de ter no pet um carinhoso e animado companheiro para os momentos de diversão e brincadeiras.
Já para a terceira idade, etapa em que é comum um maior afastamento dos familiares e isolamento social devido ao ritmo mais desacalerado de vida, o animal é o companheiro ideal de todas as horas, sempre disponível para oferecer carinho e companhia, além de contribuir também para o resgate da sensação de prazer relacionada ao cuidado com o outro (alimentação, cuidados com a saúde e higiene etc.).
Em casos de doenças e/ou condições de pessoas portadoras de necessidades especiais, o auxílio da terapia assistida com animais é valioso:
“Nestes casos, o cão funciona como um facilitador do processo terapêutico, podendo ser usado em qualquer especialidade da área da saúde, de acordo com a necessidade do paciente”, esclarecem as psicólogas Cristiane Blanco e Laís Milani, diretoras de Terapia Assistida por Animais do Instituto Nacional de Ações e Terapias Assistidas por Animais (INATAA).
Como a terapia funciona como um agente motivador para o tratamento em diversas especialidades, qualquer paciente que apresente um quadro crônico físico ou psicológico pode se beneficiar dela.
“É o caso de pacientes que apresentem algum tipo de dificuldade na interação social, bem como pessoas institucionalizadas, portadoras de síndromes genéticas, paralisias, problemas de aprendizagem, entre outros”, acrescenta Laís.
Veja a seguir 10 benefícios dos pets à saúde humana.
1. Proteção contra alergias
Uma hipótese levantada recentemente por pesquisadores é a de que o relaxamento obtido com o contato com os cães, por exemplo, pode elevar os níveis de imunoglobulina A, um anticorpo presente nas mucosas que evita a proliferação de vírus ou bactérias e é de grande importância na prevenção de várias doenças, inclusive as alergias. 
2. Socialização
Animais de estimação fazem parte de um tema de interesse comum, frequentemente alvos de conversas que estimulam a aproximação entre pessoas. Por ser um animal social, ou seja, que requer convívio com outros cães para a manutenção de sua qualidade de vida, o cachorro naturalmente oferece um estímulo para que os donos frequentem parques e outros ambientes que favorecem a interação social.
3. Alívio do estresse
Estudos indicam que a interação entre homem e animal traz uma sensação de bem-estar e conforto, resultando na diminuição dos níveis de cortisol – hormônio relacionado ao estado de alerta e que também é conhecido como o "hormônio do estresse", causando diversos problemas à saúde quando encontrado em níveis elevados na corrente sanguínea.
4. Redução da pressão arterial
O mesmo bem-estar provocado pela interação com o pet reduz os níveis de adrenalina – relacionados ao aumento da pressão arterial – e libera da acetilcolina. Esse neurotransmissor está envolvido no estado de tranquilidade, na diminuição de pressão arterial, frequência cardíaca e frequência respiratória, além de desempenhar um importante papel nas funções cognitivas, como a aprendizagem. 
5. Combate à depressão
As trocas de carinho, compreensão, apoio e segurança observadas na relação humana com os animais de estimação favorecem o aumento da autoestima, o senso de valor próprio, o estabelecimento de hábitos positivos e o interesse pelo outro, questões que estão entre as centrais da depressão.
6. Elevaçao da auto estima
Ao sentir o carinho, o amor e a atenção do pet, o dono de um animal de estimação se dá conta do quão importante é para a vida de seu animalzinho. Isso faz com que se sinta também mais importante e confiante em suas próprias capacidades. 
7. Liberação de "hormônios da felicidade"
Estudos indicaram que a troca de afetividade entre humanos e animais tem como um dos principais efeitos o aumento da produção e liberação de serotonina e dopamina, os responsáveis pela sensação de prazer e alegria.
8. Incentivo à prática de atividades físicas
Xô, sedentarismo: ter um animal de estimação (em especial, um ou mais cães) obriga até o mais ferrenho sedentário a pelo menos duas visitas diárias às calçadas e/ou parques e praças da vizinhança, uma medida sanitária essencial para a saúde do bichinho. Tal "exercício" pode ser o primeiro passo em direção a uma rotina de atividades físicas regulares, essenciais à saúde humana.
9. Diminuição da solidão
Seja pela companhia do próprio animal e/ou pela estimulação de uma maior interação social por meio dos passeios com o pet, a sensação de solidão tende a ser amenizada a partir da convivência com um parceiro para todas as horas que o acompanha e espera pacientemente (ou, às vezes, nem tanto...) 24 horas por dia, sete dias na semana.
10. Senso de responsabilidade
Cuidar de um animal envolve uma série de rituais diários e eventuais, como alimentação, manutenção da higiene, banho e passeios. Assumir tais compromissos envolve responsabilidade da parte do dono – assim, ter um pet pode ser uma incalculável lição de responsabilidade e compromisso para as crianças, por exemplo. 
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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Radiologia Veterinária: Entenda a importância para um bom atendimento clínico


radiologia é definida como a parte da ciência que estuda os órgãos e estruturas internas do corpo com o auxílio de equipamentos que emitem feixes de radiação para formar imagens. Existem, até mesmo na veterinária, diversas técnicas, dentre elas umas mais atuais e outras mais específicas para cada situação.
O diagnóstico por imagem é de extrema importância, uma vez que um bom profissional veterinário, não é aquele que bate o olho no animal e o diagnostica, e sim aquele que faz um bom exame clínico, e a partir do que o animal e o dono o apresentam, sabe exatamente como prosseguir com os exames complementares (laboratoriais, histológicos, de imagem, etc.) que estão a sua disposição e auxiliarão a fechar um diagnóstico correto e seguro. Por se tratar da visualização de estruturas não visíveis a olho nu, geralmente, esse tipo de exame, na Medicina Veterinária, é utilizado para determinações clínicas, e principalmente, cirurgias.
Com a evolução do mercado de Pets no Brasil, o que antes era particularidade de hospitais de grandes centros e hospitais veterinários universitários, onde os alunos necessitam dos equipamentos para ter um primeiro contato, vem se tornando cada dia mais acessível a toda a população.
Com o objetivo de aumentar cada vez mais a praticidade, muitos equipamentos já são construídos visando sua área de atuação, como um aparelho de Raio X portátil, principalmente para sua utilização em animais de grande porte, pois transportar um cavalo ou um bovino de uma área externa para uma sala é de extrema dificuldade. O mesmo se dá com aparelhos de ultrassonografia também portáteis, levando a tecnologia até onde ela é necessária. Além da praticidade, outra vertente que amplia esse mercado são os novos equipamentos que vêm sendo fabricados de forma a abaixar o custo, tanto para clínicas terem condições de o obterem, quanto para daí poderem realizar exames com um menor custo, com a intenção de que um proprietário de baixo poder aquisitivo não precise voltar para casa com seu animal doente por não ter como arcar com suas despesas.
Hoje, para clínicas veterinárias de animais de pequeno porte, os equipamentos de Raios-X mais comercializados são aqueles que não necessitam de uma preparação especial da sala em que serão montados, até mesmo porque geralmente a preparação da sala fica em um custo ainda mais alto que o próprio aparelho, e apesar de serem menos potentes, conseguem suprir sua necessidade
Auto(a): Stéfany Dias – Revista Veterinária.
Adaptação: Revista Veterinária

Sorria! Cuide bem do seu gatinho!