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segunda-feira, 23 de março de 2015

Praticar esportes com animais traz benefícios físicos e mentais para pessoas.

A convivência e a prática de esportes com animais trazem diversos benefícios físicos e mentais para as pessoas. Segundo um estudo publicado no periódico British Medical Journal, os donos de pets e os praticantes de esportes desenvolvem, a partir dessa convivência, um aumento nos níveis de serotonina e dopamina e diminuem ocortisol, o que traz uma sensação de bem estar e reduz o nível de estresse. 

A prova disso é que 82% das pessoas entrevistadas no estudo declararam se sentir mais felizes e confiantes a partir dessa relação. Atividades como o hipismo, com cavalos, e o agility, com cachorros, são ótimas opções para promover este convívio e benefícios de uma forma saudável.

O hipismo, por exemplo, é indicado principalmente para desenvolver melhorias no comportamento e concentração do praticante. Os exercícios com cavalos trazem aprendizados sobre coordenação, equilíbrio e postura, melhorando o condicionamento físico da pessoa, que desenvolve uma habilidade de estar sempre alerta para não cair do cavalo. Já o agility é uma atividade física que exige mais do condicionamento físico do cão e de seu treinador, sendo uma alternativa saudável para a convivência entre os pets e seus donos. O esporte, graças à grande movimentação corporal, reduz os problemas de saúde e proporciona uma vida mais ativa à dupla. 

“O agility é uma atividade saudável para o cão e toda a família. A prática do esporte traz benefícios para o organismo e comportamento do animal e sem dúvida podemos dizer que as pessoas se divertem tanto quanto os cães,” afirma Aldo Macellaro Jr, fundador e veterinário do Clube de Cãompo, hotel exclusivo para cães em Itu – SP que oferece aulas de agility desde sua fundação em 1996.

Há vantagens no convívio com animais independentemente da idade e da forma como é promovido. Segundo uma revisão de estudos realizada pelo Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de São Paulo (USP), os benefícios aparecem em todas as fases e contribuem para uma melhoria na qualidade de vida e saúde. Os pesquisadores, por exemplo, destacam que esta convivência fortalece até mesmo o sistema imunológico das pessoas e diminui a ocorrência de doenças comuns, como gripe e dor de cabeça.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Não minta a um cão,você pode perder um amigo

Investigadores japoneses da Universidade de Quioto estudaram o comportamento dos cães para com quem lhes mente e concluíram, não só que os cães percebiam que lhes estão a mentir, como que eles deixam de confiar na pessoa que o faz. Portanto, cuidado com as promessas que faz ao seu cão.

Este estudo segue-se a um conjunto de estudos anteriores que têm vindo a demonstrar que os cães conseguem interpretar as emoções dos humanos, principalmente daqueles que melhor conhecem. Contudo, estas conclusões que agora chegam do Japão elevam as capacidades caninas no entendimento das emoções a níveis nunca antes suspeitados, pelo menos em termos científicos, porque muitos de nós que temos cães já alguma vez pensámos, certamente, que são capazes de muito mais do que aquilo que julgamos, e já todos ouvimos alguém dizer que ao seu cão só falta falar.

Voltando ao estudo da universidade de Quioto, os investigadores envolvidos queriam saber se, quando alguém tenta com gestos e palavras enganar um cão, ele se limita a seguir cegamente o que lhe é dito, ou se tira alguma conclusão quanto ao facto de estar ser enganado. Para tentar perceber o que acontece, selecionaram 34 cães e realizaram uma operação simples, um jogo com cada um dos cães, que era dividido em três etapas. Na primeira vez, o jogo consistia em serem apontados ao cão locais onde se encontravam brinquedos, e os cães entravam na brincadeira por entenderem que lhes estavam a dar informações corretas. Posteriormente, o mesmo humano e o cão voltavam a realizar a mesma brincadeira, mas desta vez os brinquedos já lá não estavam, e os cães começaram a mostrar menos interesse em seguir as ordens dadas. Numa terceira fase, voltavam a realizar a mesma operação com os brinquedos novamente no sítio, mas desta vez a maioria dos cães já não foi procurá-los, tinham perdido a confiança no interlocutor. 

Este processo foi realizado com os mesmos cães com diferentes pessoas e acontecia sempre o mesmo, ou seja, o cão começa por confiar nas indicações do investigador, mas depois de se sentir enganado deixava de querer brincar, por perder a confiança na pessoa.

Este novo estudo vem, mais uma vez, demonstrar que a inteligência social dos cães é bem mais elevada do que aquilo que até há pouco tempo se pensava, e que algumas competências caninas podem ter-se desenvolvido devido à convivência próxima que cães e humanos desenvolveram desde há milhares de anos.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Cetoacidose Diabética: diagnóstico e tratamento

Orientações sobre a emergência endócrina mais frequente 
Acesse a reportagem na página 52 em www.revistacaesegatos.com.br (Foto: C&G)
Acesse a reportagem na página 52 em www.revistacaesegatos.com.br (Foto: C&G)
Potencialmente fatal, essa enfermidade tem mortalidade aproximada de 30% e é considerada a emergência endócrina mais frequente na rotina clínica de pequenos animais. Esses são alguns aspectos da Cetoacidose Diabética (CAD), doença caracterizada por alterações metabólicas extremas, as quais incluem hiperglicemia, acidose metabólica, cetonemia, desidratação e perda de eletrólitos. Essas alterações são decorrentes da insuficiência relativa ou absoluta de insulina em associação com o aumento na liberação dos hormônios de estresse, também conhecidos como hormônios hiperglicemiantes (catecolaminas, glucagon, cortisol e hormônio do crescimento).
Diante de números e revelações importantes sobre a enfermidade – como, por exemplo, que ela acomete cães e gatos sem diagnóstico prévio de Diabetes Mellitus (DM) e até animais em tratamento com doses inadequadas de insulina.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

O QUE ACONTECERIA COM A TERRA SE OS HUMANOS FOSSEM EXTINTOS !

Se a raça humana desaparecesse em algumas centenas de anos, os animais que estão quase extintos hoje em dia iriam se recuperar e voltariam como eram antes. Em 100 anos as árvores começariam a dominar as cidades e invadir prédios e casas, dominariam tudo o que tem pela frente.



Uma das piores noticias da vida selvagem seriam sobre nossos animais de estimação e os gados, todos os gatos e cachorros do mundo iriam tentar sobreviver sozinhos e em meio da selva com outros animais perigosos eles não durariam muito tempo. As vacas que não são poucas, cerca de 1,5 bilhões e as 20 bilhões de galinhas também entrariam nessa.



Os animais peçonhentos como piolhos e baratas também acabariam se dando mal, uma vez que eles dependem da raça humana para sobreviver. Em menos de um século todas as ruas seriam tomadas por rios e mares, as construções seriam degradadas por cupins, as estruturas de ferro enferrujariam e tudo seria tomado de volta pela natureza.



- Em 20 anos os animais domésticos voltariam ao estado selvagem.

- Em 50 anos o rio Tietê ficaria limpo.

- Em 70 anos toda a camada de ozônio estaria recuperada.

- Em 300 anos a temperatura da Terra iria começar a cair.

- Em 1000 anos as construções sumiriam.

- Em 5 mil anos a mata atlântica tomaria São Paulo inteira.

- Apos milhares de anos o petróleo estaria em todo lugar do mundo.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Banho seco para pets durante racionamento de água.


Alternativas visam colaborar com a economia de água em momento de grande escassez do recurso (Foto: reprodução)
Alternativas visam colaborar com a economia de água em momento de grande escassez do recurso (Foto: reprodução)
Com o agravamento da crise hídrica no Sudeste, principalmente na região metropolitana de São Paulo, a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet, São Paulo/SP) recomenda medidas alternativas para estabelecimentos do setor e proprietários de pets.
Uma das opções é aplicar nos animais o banho a seco, que pode substituir um dos banhos convencionais do mês. No entanto, é necessário continuar banhando os animais com água quando possível. Os produtos destinados à limpeza seca solidificam a gordura em excesso do pelo, transformando-a em pó. Em seguida, utilizando uma escova, é possível limpar o animal em até 90%.
Outra opção interessante para se manter em casa são os tapetes higiênicos, que não deixam cheiro e servem de local apropriado para fezes e urina dos animais. Com essa medida, uma família com dois animais consegue diminuir em até 30% do consumo de água. Ademais, a limpeza dos olhos e ouvidos pode ser feita com produtos específicos para ambas as áreas do animal. Patas e regiões íntimas podem ser limpas com lenços umedecidos. Existem também produtos para desembaraçar pelos.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Nove coisas que os cães devem ter contato e aprender a conviver.

Convivência com pessoas idosas e crianças fazem parte da lista
Independente da raça, todo cachorro deve ser exposto a determinadas coisas para que aprenda a se socializar e não fique com medo de tudo.
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Contato com pessoas idosas impede acidentes (Foto: divulgação)
Veja a lista de nove coisas que os cachorros devem ter contato e aprender a conviver:
  1. Crianças – As crianças podem ser o maior desafio de um cachorro, porque costumam ser barulhentas, se mexem bastante e podem dar trabalho ao cachorro. Tente fazer com que seu cão tenha encontros agradáveis com crianças de todas as idades, mas é importante ensinar como a criança deve lidar com o pet, para que ela não tente agarrar ou puxar o rabo dele.
  1. Pessoas idosas - É preciso ensinar o cachorro a não pular nos idosos, porque isso pode causar um acidente. Além disso, é importante mostrar ao cão que ele não precisa ter medo da bengala ou de um andador, por exemplo.
  1. Coisas com rodas - Pode ser bicicleta, carro, cadeira de rodas ou skate, a maioria dos cachorros tem algum tipo de reação com eles. Enquanto alguns têm medo, outros tentam perseguir. Nenhuma dessas reações são positivas ao bichinho, então desde filhote o cachorro deve ser ensinado que não precisa ter medo, mas não deve correr atrás.
  1. Outros animais - Mesmo que você não tenha outros animais, é muito provável que seu cachorro tenha algum contato com outro bicho durante sua vida. Então, quanto mais contato ele tiver, melhor. É claro que sempre deve ser de maneira positiva e sem nenhum perigo aos animais.
  1. Sons - Como o ouvido dos cães é muito apurado, sons muito altos sempre incomodam. Mas é importante que eles se acostumem com sons como trovoadas, fogos de artifício, aspirador de pó, etc. Fique calmo para mostrar que ele pode se sentir seguro.
  1. Outros cachorros – Nem todos os cachorros sabem se comportar perto de outros cães. Alguns podem ter medo e outros podem querer atacar. Por isso, eles devem ter contato com amigos caninos desde cedo.
  1. Manuseio - Acostume seu cachorro a ser tocado, dessa maneira, ele não vai estranhar tanto quando precisa ser examinado pelo veterinário ou tiver que cortar as unhas, por exemplo.
  1. Homens ou mulheres - Se você é pai ou mãe de um cachorro e é solteiro (a), não esqueça de fazer com que ele tenha contato com pessoas do sexo oposto.
  1. Superfícies estranhas - Os cachorros têm o tato muito sensível. Leve ele para andar em todos os tipos de superfícies, como carpete, concreto, piso de madeira, grama, etc.

sábado, 31 de janeiro de 2015

O começo e o fim da vida de nossos amigos caninos.

            Os acontecimentos e coincidências que somos submetidos no percurso de nossa jornada nos fazem viver em um paradoxo, nos desafiando sempre a amar com toda força o outro, mesmo quando o tempo invariavelmente nos trará a separação corporal, morte esta que todos os seres vivos desse planeta se depararão.
            Desde o começo de nossas civilizações, o homem busca em religiões, na natureza ou em si mesmo, respostas para todos esses mistérios que nos envolvem.
            Nesse labirinto que, visto de baixo, apresenta apenas algumas opções visíveis e imediatas, porém, se observado de cima, se abre como um plano complexo e perfeito, que nossa visão tão junta ao solo não conseguiria acreditar ser real.
            E no meio desses caminhos, dentre tantas regras de condutas que nos desassociam do nosso eu, somos levados por nossos queridos animais ao amor, sentimento este tão maravilhoso e que é vivenciado de maneira autruista, pura e desprendida.
            Eles nos ensinam uma simplicidade de viver que esquecemos e nos fazem lembrar que possuimos dentro de todos nós o princípio do amor incondicional. Basta que nós nos permitamos quebrar as barreiras, sentir e ser sentidos.
           Uma relação que não precisa de troca de palavras, mas de olhares e sentimentos, em uma comunhão e sinergia que muitos de nós, nascemos e morremos, sem conhecer.
Os animais de estimação são isso para nós, uma conexão com nós mesmos, nos reconhecendo como iguais e ligados pela grande oportunidade de viver, compartilhar, aprender, rir, chorar, amar e dizer adeus, na alegria e no sofrimento que ainda não entendemos, mas que são nossos companheiros nessa caminhada evolucional.
           Desejamos aos nossos leitores uma convivência realmente vivida e muito amor em todos os dias que contarem com a companhia desses seres tão especiais ao lado.


sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Estudos apontam que falta de água pode tornar o mundo vegetariano.

A criação de carne mundial  para alimentação torna cada vez maior o problema com a falta de água. - Foto: One Gorgeous Cow on Wiki Commons
A criação de carne para alimentação torna cada vez maior o problema com a falta d’água. – Foto: One Gorgeous Cow on Wiki Commons
Segundo Malin Falkenmark, conselheiro científico sênior do Stockholm International Water Institute(SIWI), metade da população mundial enfrentará falta de água crônica se os atuais hábitos de consumo alimentar continuarem como estão. O consumo sustentável da água significa apostar em dietas nas quais a maior parte da composição alimentar sejam proteínas provenientes de origem vegetal e não animal, como ocorre atualmente.
Em parte do relatório Food Security: Overcoming Water Scarcity RealitiesFalkenmark fala sobre segurança alimentar:
“Não teremos água suficiente à disposição para abastecer as demandas atuais de terras agrícolas para produzir alimentos para a população esperada em 2050 se seguirmos as tendências e mudanças no sentido de dietas comuns em nações ocidentais atuais – 3.000 calorias per capita, incluindo 20% das calorias produzidas provenientes de proteínas de origem animal. Haverá no entanto, água suficiente apenas se a proporção de alimentos com base em origem animal for limitada a 5% do total de calorias”.
Isso significa na prática que, para continuarmos a ter água disponível a disposição no planeta, teremos que readequar nossos hábitos alimentares para dietas mais sustentáveis, com menos proteínas de origem animal em sua composição, pois essas fontes alimentares demandam uma quantidade exorbitante de água para sua produção. Investir em dietas ricas em proteínas de origem vegetal é o melhor caminho para garantir e manter os níveis de água potável no planeta, um exemplo é o vegetarianismo estrito, praticado pelos veganos.
Para a Water Foot Print, uma plataforma para conectar diversas comunidades interessadas em sustentabilidade, equidade e eficiência do uso da água no planeta, estes estudos apontam que o aumento previsto na produção e consumo de produtos de origem animal aumentará a pressão sobre os recursos de água doce do planeta. O tamanho e as características da pegada de água na produção destes “alimentos” variam de acordo com os tipos de animais e sistemas de produção. Para se ter uma ideia:
A pegada hídrica de carne de bovinos de corte é de 15.400 metros cúbicos por tonelada, ou seja, para apenas 1kg de carne bovina são necessários mais de 15.000 litros de água. Para os ovinos são necessários 10.400 litros, suínos 6.000 litros, caprinos 5.500, frangos 4.300 litros, ovo de galinha 3.300 litros para cada 1 kg e o leite de vaca, mil litros.
Cada vez mais cientistas apontam que a adoção de uma dieta vegetariana é a melhor opção para aumentar e manter a quantidade de água disponível para a produção de alimentos e eliminar de vez a possibilidade nos riscos de desabastecimento de água e uma futura possível crise alimentar. A dieta vegetariana consome de cinco a dez vezes menos água que a de proteína animal que demanda um terço das terras aráveis do mundo para o cultivo de colheitas para alimentar os animais. Ou seja, a grande esmagadora maioria de soja que plantamos hoje não é para acabar com a fome de humanos, é para alimentar o gado.
Para a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, será necessário aumentar a produção de alimentos em 70% nos próximos 40 anos para atender à demanda na terra, mas atualmente, não temos condições e nem teremos água disponível para atingir tal meta, pois, os mesmos 15.000 litros de água utilizados para criar apenas 1kg de carne bovina, é a mesma e disputada água utilizada para satisfazer a demanda global de energia, que deverá crescer 60% em três décadas.
O vegetarianismo estrito aliado ao veganismo não é bom apenas para o planeta, mas sim para as pessoas que nele vivem. É bom para a saúde, pois elimina diversas doenças relacionadas ao câncer e o coração, mas o mais importante: É bom para os animais, pois são seres sencientes, escravizados para satisfazer os desejos alimentares dos seres humanos.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

ASILO DE CÃES, O QUE PRA MUITOS É UM PROBLEMA PARA OUTROS É UM MEIO DE VIDA.

Conheça a casa onde só entram cães velhos e doentes

Dentista de Porto Alegre acolhe cachorros que estão cegos e surdos, que têm problemas cardíacos ou que são vítimas de tumor

24/01/2015 | 13h22
Conheça a casa onde só entram cães velhos e doentes Guilherme Santos/Especial
Marcia Simch brinca com o veterinário que tem um “plano 100”: sem rim, sem baço, sem olho. E sem-vergonhaFoto: Guilherme Santos / Especial
Duda, idade estimada em oito anos, percebe a aproximação da tutora pelo olfato. Levanta, abana o rabo, saracoteia. Vira-se para lá e para cá, desnorteada, esperando o afago que vai indicar a posição exata de Marcia Simch. 
— Cadê a minha velha? — saúda a dentista.
Cega e surda, Duda é um dos cinco "museus" — apelido afetuoso dado pela dona — que habitam o amplo pátio da residência no bairro Petrópolis, em Porto Alegre. Uma das fundadoras da organização não governamental Bicho de Rua, Marcia não resiste aos animais geralmente ignorados nos cadastros e feiras de adoção: idosos, com deficiências e limitações físicas, de saúde debilitada por maustratos e enfermidades crônicas. Abastece-se da satisfação de testemunhar os progressos na recuperação e da lealdade que recebe na troca pelos cuidados. Estima já ter resgatado cerca de 15 velhinhos. Hoje, além de Duda, convive com Pitico, 10 anos, Piki, 11, Kito, 13, e Caco, 16 — este último batizado em referência ao estado em que se encontrava, na Avenida Carlos Gomes, quando Marcia o resgatou.
— Brinco com o veterinário que tenho o "plano 100": sem rim, sem baço, sem olho. Se reunir todos, vira um completo — ri. — E eles são uns sem-vergonhas também.
Kito é o pet mais fragilizado no momento. Com a descoberta de um tumor, teve um dos rins extraído há um ano, situação que hoje requer duas sessões semanais de fluidoterapia — o soro injetado na veia contribui para a melhora da função renal. Como outros três cães do grupo, Kito tem sopro, um problema das válvulas cardíacas, e toma medicação. Toda a turma recebe cápsulas diárias de ômega 3, ácido graxo que auxilia no equilíbrio do metabolismo e na manutenção das taxas ideais de colesterol e triglicerídeos, beneficiando também a pele e o pelo.
— Adotar o animal idoso é uma escolha mais difícil, mas eles têm toda a capacidade de integrar um lar. A convivência é tão rica que eles fazem muito mais bem para mim do que eu para eles. Sofro mais, porque a vidinha deles já é mais curta, mas dou um final bom para quem teve um começo ruim — explica Marcia.
Como ativista da causa animal, Marcia depara com todo tipo de maldade. Acolheu, há alguns anos, um cachorro usado como presa no treinamento de pitbulls — batizado de Gomes, o híbrido de poodle e cocker tinha um afundamento no crânio e passou quase seis meses internado em uma clínica, recuperando-se de bicheiras.
— Tem situações em que me pergunto: que humano é esse que faz isso com um animal? — reflete a cuidadora. — Mas não adianta ter pena. A pena tem que se transformar em ação.
Entre o tratamento e o sofrimento
A impressão que se tem é que, hoje, os animais sofrem de doenças que inexistiam, ou eram raríssimas, até alguns anos atrás: câncer de próstata, diabetes, problemas na coluna. Cães e gatos sempre tiveram e ainda têm enfermidades desconhecidas, mas os aparelhos e as técnicas de diagnóstico vêm se aperfeiçoando muito. Aumenta também a disponibilidade e a vontade dos donos em pagar por tratamentos capazes de permitir que os pets vivam mais. Os bichos se submetem a tomografias computadorizadas, raio X digital, endoscopia. Existem especialistas em cardiologia, neurologia, nefrologia e oncologia. Dependendo do diagnóstico, os animais são encaminhados a centros de reabilitação para sessões de fisioterapia e acupuntura.
Os tratamentos podem ser longos e, no caso de enfermidades crônicas, se estender por toda a vida. No caso de situações mais graves, em que o tutor hesita diante dos custos com internação, exames e remédios, o médico veterinário Valério Gonzales Ouriques afirma que os resultados podem ser surpreendentes, até mesmo quando a expectativa de sobrevida não é muito grande.
— Tem pessoas que dizem: "Ah, para que fazer isso se ele não vai durar"? Se você tira um animal do sofrimento e consegue dar a ele mais uns meses ou um ano de vida com qualidade, a interação que ele vai ter com você é impagável — garante Ouriques.
Diante de tratamentos ineficazes e da piora da condição de saúde do pet, que se torna incapaz de realizar os movimentos mais elementares, por vezes cabe ao dono a decisão de interromper o sofrimento. Para a veterinária Márcia Brites, deve haver uma discussão sobre até onde ir:
— Cada pessoa lida com a perda de forma diferente. A opção pelo sacrifício deve ser uma decisão conjunta com o veterinário.
A convivência com um animal é muito rica também para as crianças. Observar que os bichos cumprem um ciclo, como os humanos, ensina que a existência é composta por sucessivas fases até a morte. Lidar com a perda, ainda que doloroso, é um aprendizado essencial.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Estudo explica por que cachorros espirram tanta água enquanto bebem.

Estudo explica por que cachorros espirram tanta água enquanto bebem

Físicos estudaram a mecânica usada por cães para tomar líquidos.
Gatos têm mecanismo muito mais eficiente e raramente derramam água.

Da Reuters
Cachorro da raça boxer bebe água de uma garrafa em Londres, em foto de maio de 2012 (Foto: Reuters/Luke MacGregor/Files)Cachorro da raça boxer bebe água de uma garrafa em Londres, em foto de 2012 (Foto: Reuters/Luke MacGregor)
Uma pesquisa feita por físicos e engenheiros americanos explicou por que os cachorros espirram tanta áqua quando bebem, ao contrário dos gatos, que manipulam habilmente a água para saciar sua sede de forma cuidadosa.
As descobertas recentes, que focam nos cachorros e foram apresentadas em uma reunião na Sociedade Americana de Física, em San Francisco, nos Estados Unidos, somaram-se a um resultado anterior sobre como os gatos bebem. Nem os gatos  nem os cachorros conseguem contrair suas bochechas com força suficiente para criar sucção, como os humanos. Por isso saber como exatamente eles conseguem beber tem sido um enigma.
Em 2010, engenheiros da Universidade de Princeton e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), entre outras instituições, descobriram como os gatos bebem água. Basicamente, os felinos encostam a língua na superfície da água, sem penetrá-la, e puxam uma coluna de líquido com a velocidade de um metro por segundo. Antes que a gravidade puxe a água para baixo, os gatos fecham a boca sobre o topo da coluna quatro vezes por segundo, engolem e depois repetem o processo.
Vídeo feito por pesquisadores em estudo de 2010 mostra mecanismo que gato usa para beber líquidos (Foto: Pedro M. Reis, Sunghwan Jung, Jeffrey M. Aristoff and Roman Stocker/MIT/Divulgação)Vídeo feito por pesquisadores em estudo de 2010
mostra mecanismo que gato usa para beber líquidos
(Foto: Pedro M. Reis, Sunghwan Jung, Jeffrey M.
Aristoff e Roman Stocker/MIT/Divulgação)
Quando o estudo com cães começou, os cientistas pensaram que eles bebessem de maneira similar aos gatos, segundo o engenheiro biomecânico Sunny Jung, da Virginia Tech. Ele fez parte do estudo com gatos e liderou o estudo com cachorros.
Mas o que eles descobriram contrariou essa expectativa. Primeiramente, as línguas dos gatos tocam sutilmente a superfície da água, enquanto os cachorros empurram sua língua descuidadamente líquido adentro, como pode ser visto em câmeras colocadas sob a água. Cachorros "esparramam muito (a água), mas os gatos nunca fazem isso", diz Jung.
Em segundo lugar, os gatos puxam sua língua para cima para criar a coluna de água com uma força que equivale a duas vezes a força da gravidade. Cachorros criam uma força de até oito vezes a da gravidade.
Finalmente, enquanto apenas a pontinha da língua do gato toca a água, uma área grande da língua do cachorro faz isso, o que os torna bebedores desastrados e nada habilidosos. Mais precisamente, o volume de água que a língua de um cachorro pode mover aumenta exponencialmente de acordo com o tamanho de seu corpo. É por isso que cachorros da raça São Bernardo podem transformar a cozinha em um lago, diferentemente de um Pinscher.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Donos de gatos e de cachorros têm personalidades distintas, diz estudo

Para os pesquisadores, quem gosta de cachorro é mais ativo e sociável, e os amantes de gatos são mais introvertidos e sensíveis

Cães e gatos: o animal de estimação preferido pode ter relação com a personalidade de seu dono
Cães e gatos: o animal de estimação preferido pode ter relação com a personalidade de seu dono (Thinkstock)
Pessoas que gostam de gatos ou de cachorros têm personalidades diferentes. É o que sugere um novo estudo, feito por pesquisadores da Universidade Carroll, nos Estados Unidos. Os autores mostraram que os amantes de cães tendem a ser mais ativos e sociáveis, e também a seguir mais regras, enquanto os apaixonados por felinos seriam mais introvertidos, sensíveis e mente aberta.
Para Denise Guastello, professora de psicologia e principal autora do estudo, as diferenças de personalidade podem estar relacionadas ao tipo de ambiente que essas pessoas preferem. Um dono de cachorro tende a gostar de sair, ver outras pessoas e levar seu animal de estimação para passear, enquanto os indivíduos introvertidos e sensíveis podem preferir ficar em casa lendo um livro.


Estudo — A pesquisa, apresentada no último sábado no evento anual da Associação de Ciência Psicológica (APS, na sigla em inglês), em São Francisco, foi realizada com 600 estudantes universitários. Além de responder se preferiam gatos ou cachorros, os participantes falaram sobre as qualidades que mais gostavam em seus bichos de estimação e responderam uma série de perguntas com objetivo de avaliar sua personalidade.


Preferências — 60% das pessoas preferiram os cachorros, enquanto apenas 11% se consideraram amantes de gatos — os demais escolheram os dois bichos, ou nenhum deles. O companheirismo do animal foi a característica preferida pelos proprietários de cães, enquanto a afetividade foi o traço mais citado por aqueles que tinham gatos. A autora afirma que as pessoas podem escolher seus animais de estimação com base em sua própria personalidade. Os bichanos, por exemplo, são mais independentes e receosos em relação aos outros, de modo que uma pessoa com tais características tenderia a admirá-las quando projetadas no animal.
Os autores afirmam que pesquisas desse tipo podem melhorar terapias que tratam doenças por meio da interatividade entre animais e humanos. Denise alerta, porém, para o fato de que, por ter sido realizado com universitários, o estudo pode não se aplicar a todas as faixas etárias.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Sozinho em casa

Sair para trabalhar e deixar o cão sozinho pode causar Síndrome de Ansiedade de Separação nos pets, uma doença que leva ao estresse e à depressão. Veja algumas dicas que podem ajudar você a driblar este problema.
 - flickr
Quem disse que os animais não sentem os efeitos da vida frenética e da correria das grandes cidades? Assim como a gente, os pets também sofrem de estresse, transtornos de ansiedade, solidão e tantos distúrbios que antes se pensava serem comuns somente em humanos.
A rotina agitada de trabalho, trânsito e obrigações profissionais, muitas vezes, exige que deixemos o cachorro sozinho em casa o dia todo. O problema é que alguns animais podem desenvolver Síndrome de Ansiedade de Separação, um dos problemas comportamentais mais comuns em cães.
“O distúrbio ocorre quando os cães são afastados de seus donos ou ficam sozinhos. Com isso, eles passam a apresentar um comportamento inadequado ou indesejado”, explica a Dra. Amanda Cologneze Brito, médica veterinária e assistente técnica do Laboratório Veterinário Mundo Animal.
Aprenda alguns truques para acostumar seu amigo a ficar um tempo sozinho em casa - flickr
Aprenda alguns truques para acostumar seu amigo a ficar um tempo sozinho em casa
Segundo a veterinária, os sintomas mais comuns são depressão, latidos excessivos, lambedura descontrolada nas patas ou em todo o corpo, xixi e cocô fora do lugar, destruição de objetos. Além de prejuízos financeiros aos donos, o problema traz tanto estresse ao ambiente doméstico que chega a ser uma das maiores causas de abandono e eutanásia de animais.
Síndrome de Ansiedade de Separação
Mal que atinge cães de todas as raças, portes e idades, o Síndrome de Ansiedade de Separação, quando não diagnosticada ou tratada, traz o estresse para todo o ambiente doméstico.
O trauma é gerado em razão do medo do cão em ser abandonado. Deixado sozinho, o pet sente-se ameaçado, pois não entende que a situação de “solidão” é temporária – somente até os donos voltarem para casa após o trabalho, por exemplo.
 - flickr
De acordo com uma pesquisa realizada pelos alunos da Unicastelo de Fernandópolis, interior de São Paulo, o transtorno acontece em razão do estilo de vida da maioria dos proprietários, que passam muito tempo fora de casa por motivos profissionais e pela falta de disponibilidade para estar com seus cães.
Como evitar:
  • Fique de olho no comportamento de seu cão: latidos demais, agitação, destruição de objetos e sujeira no lugar errado podem ser sinais de que há algo errado com ele.
  • Passeie, passeie, passeie: animal precisa de atividade. Leve-o para caminhadas e brincadeiras fora de casa ou no quintal.
  • Apego: é quase impossível não se apegar ao cão, mas saiba que estudos comprovam que cachorros que dormem na mesma cama de seus donos, por exemplo, são mais propensos ao problema.
  • Questão de treino: acostumar o cão a ficar sozinho desde filhote é uma dica valiosa. O treino da gaiola é uma boa maneira de ensinar a ele.
  • Ajuda profissional: procure sempre um veterinário, pois ele tem as respostas para suas dúvidas e é a figura essencial para o diagnóstico do seu cão.
Treino da gaiola
A técnica pode ser aplicada em filhotes a partir de 45 dias de idade e ajuda o animal a se acostumar com ausências durante o dia de trabalho.
  • Arrume um cercado ou cômodo com espaço suficiente para o filhote se movimentar. O lugar precisa ser arejado, confortável, com água, brinquedos e um cantinho para suas necessidades.
  • Acostume o cãozinho a ficar, dormir e brincar neste local, mas sem fechar a portinha ou a porta do cômodo.
  • Depois de uma semana, comece o treino deixando o filhote por um curto espaço de tempo, fechado no local escolhido, sem que tenha contato visual com você.
  • Quando o tempo acabar, se o filhote estiver calmo, abra a porta e brinque com ele de modo tranquilo.
  • Vá gradativamente aumentando o espaço de tempo em que o animal fica fechado neste espaço, chegando ao máximo de 1h30.
  • Antes do treino, não corra atrás do cão para pegá-lo.
  • Ofereça comida ao filhote 15 minutos depois do fim do exercício.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Mau hálito em cães e gatos

Falta de higiene é a grande causadora do mau hálito, da placa bacteriana e do tártaro, problemas que, se não tratados, podem levar à perda dos dentinhos.
Língua para fora, respiração ofegante, rabo abanando. Quando você se dá conta, já ganhou uma lambida daquelas no rosto. Vai dizer que não é uma delícia? A única coisa capaz de estragar esta brincadeira é o mau hálito. E olha que este “bafinho” é mais comum do que a gente imagina e dá sinais de que a boca de seu cão ou gato precisa de atenção.
Em 90% dos casos, o problema se deve à falta de higiene, o que leva ao surgimento da placa bacteriana e tártaro nos dentes. Segundo o médico veterinário Roberto Fecchio, especialista em odontologia, “apenas animais com algum problema bucal vão apresentar o mau hálito”. Para evitar danos maiores, o aconselhável é que os pets tenham seus dentes escovados todos os dias. “A placa bacteriana aparece em decorrência de organismos que se unem à saliva e restos de alimento, grudando nos dentes. Essas bactérias fermentam e soltam gases responsáveis pelo mau hálito. Para evitá-las, a escovação é importante desde filhote.”
O especialista recomenda também o uso de produtos específicos para a limpeza dos dentes, como biscoitos, rações, brinquedos ou mesmo medicamentos para esta finalidade e que podem ser colocados na água do animal. Além de prevenir o mau hálito, escovar os dentes do pet também afasta a doença periodontal, uma infecção grave que, apesar de não ter cura, pode ser controlada com antibióticos. O problema facilita a entrada de bactérias na corrente sanguínea, que, por sua vez, chegam ao coração do animal, rins, fígado, entre outros órgãos. A perda progressiva dos dentes é outra consequência.
Esse foi o caso de Tulinha, o gato de Ricardo Acerbi. Aos 7 anos, a gengiva avermelhada sempre foi marca registrada do bichano. Com o passar do tempo, a inflamação atingiu a raiz de um dos dentinhos e aí a extração foi inevitável. “Nunca escovamos muito os dentes dele. Só resolvemos comprar escova e pasta quando o dente já parecia meio mole. Era tarde demais, ele precisou ter o dente arrancado”, conta o publicitário. Hoje, o banguela tem os dentes escovados com frequência e ingere um medicamento misturado à sua água, o que impede o acúmulo de tártaro.

Escovando os dentes

Segundo Fecchio, acostumar os filhotes desde cedo à escovação é a melhor dica tanto para cães quanto para gatos. Basta colocar um pouco de pasta no dedo e esfregar cuidadosamente. Nem pense em utilizar produtos de higiene para humanos. O material é tóxico e pode causar intoxicações.Utilize escovas e pastas próprias para o uso veterinário. Existem no mercado pastas com sabores de carne ou frango, que facilitam a aceitação pelos animais. Outra recomendação é tentar transformar a hora de escovar os dentes em um momento de diversão. Como? Evite movimentos bruscos, broncas ou qualquer gesto de agressividade. “Uma boa ideia é fazer bastante carinho no animal, conversar com ele, fazer um passeio ou dar um agrado após a escovação”, orienta o profissional.

Sorriso branco

Quando a escovação não é frequente e o animal tem tendência ao tártaro, é necessário extraí-lo no consultório. Neste caso, realiza-se uma cirurgia odontológica com anestesia geral. Com a raspagem e polimento dos dentes, é feita uma limpeza completa.

Prevenir sempre

Fecchio alerta ainda que levar os bichinhos anualmente a um especialista em odontologia faz toda a diferença. Exames simples já detectam diferenças na coloração e no aspecto dos dentes e da gengiva. “Quando os pets forem levados ao clínico geral também é recomendável que o dono peça ao veterinário para analisar a boca do animal”, finaliza o especialista.

Sorria! Cuide bem do seu gatinho!